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Moradores de Taboão fazem barulho em sessão e cobram medidas após enchente; morte no PS Antena volta a ser discutida

Por Gilmar Júnior, no Jardim Helena

A primeira parte da 7º Sessão Ordinária realizada na noite da última terça-feira (24) foi marcada por dois assuntos pontuais: as enchentes que castigaram Taboão da Serra na semana passada resultando na morte de um homem de 69 anos e dezenas de casas inundadas; e as mortes recentes que aconteceram no Antena por supostos erros médicos. Moradores de Taboão que representavam ambas as pautas cobraram ações de vereadores que prometeram reuniões para apurar os casos.

Moradores de Taboão da Serra protestam na Câmara contra as enchentes e as mortes no PS Antena.

Moradores de Taboão da Serra protestam na Câmara contra as enchentes e as mortes no PS Antena.

Um grupo de cerca de 20 munícipes protestou com panelas, faixas, cartazes reivindicando, além de soluções eficazes contra as inundações. O grupo carregou faixas e cartazes que pediam a retomada de obras de canalização do córrego Poá e isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para as regiões atingidas pelas enxurradas. Antes de chegarem à Câmara, fizeram uma breve caminhada. O trajeto dos manifestantes, feito pela calçada, começou em frente ao Santuário Santa Terezinha e terminou em frente ao Cemur.

Vereador Eduardo Lopes se comprometeu a dar uma resposta breve sobre a canalização.

Vereador Eduardo Lopes se comprometeu a dar uma resposta breve sobre a canalização.

Porta-voz e líder dos manifestantes, Eliana Manetta, subiu ao plenário e fez o pedido de soluções. “A população não pode ficar refém de políticas. Pedimos aos senhores vereadores que seja atendida na íntegra o nosso pedido. A retomada das obras de canalização é necessária. O Centrinho – região que fica na altura do bairro Santa Luzia – está sendo castigado pelo afunilamento do rio”, diz.

O vereador e presidente da Comissão de Obras, Serviços Públicos e Atividades Privadas, Eduardo Lopes (PSDB) prometeu que irá se reunir no próximo dia 27 com o secretário de obras Rogério Balzano para definir uma data para a realização de uma audiência pública para tratar do caso. Após ouvir o discurso do vereador e o compromisso da reunião com secretário de obras, Eliana acredita que “ainda vão ocorrer muitas enchentes para que se resolva algo”.

CASO ROSE

Pela segunda sessão consecutiva, os familiares de Rosimeire de Souza Manfrim compareceram à Câmara para cobrar respostas dos vereadores quanto a morte suspeita da jovem de 25 anos no pronto-socorro Antena. Em depoimento emocionado, Micheli Manfrim leu um texto que fez em homenagem a irmã e cobrou agilidade na apuração do caso. Já a mãe de Rose, Janalúcia Manfrim relata que vai processar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) devido ao atendimento que não ocorreu.

A vereadora Joice Silva (PTB) afirmou que vai solicitar ao IML (Instituto Médico Legal) que os resultados dos laudos cheguem mais rápido. Além disso, uma audiência pública foi marcada para a próxima terça-feira (31), às 10h da manhã. Além da morte de Rosemeire, outras seis mortes ocorridas em hospitais públicos de Taboão estão sobre suspeita. A mais recente ocorreu na terça-feira, quando uma mulher morreu de apendicite após receber o diagnóstico 17 dias depois de dar entrada ao posto de saúde pela primeira vez.

Presidente da Comissão de Saúde Joice Silva antecipou audiência da saúde e promete pressionar os responsáveis pela SPDM, empresa que administra os prontos socorros do município.

Presidente da Comissão de Saúde Joice Silva antecipou audiência da saúde e promete pressionar os responsáveis pela SPDM, empresa que administra os prontos socorros do município.

One Response

  1. joaquim ribeiro oliveira disse:

    Estive presente nessa sessão e observei por parte dos vereadores uma forte corrente de solidariedade sobre os assuntos. Não basta só discursar é preciso agir e acompanhar o andamento dos desastres conforme citado pelo prefeito Fernando Fernandes, por ocasião das enchentes na cidade. A retomada da canalização deverá ser acompanhada por engenheiros qualificados onde o córrego deverá ser afundado 3 metros e alargado 6 metros, além da observação em relação às curvas que deverão ser reduzidas ao máximo para evitar que as águas percam a capacidade de escoamento.
    Se isso não resolver só tem outra saída, construir um piscinão no final av. armando de andrade começo da av. brasil, entre a rua josé de moraes.
    Abraços.

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