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Apesar do recuo e iminente veto, Câmara de Taboão é alvo de protesto por Escola Sem Partido

Por Allan dos Reis, no Jardim Helena

Durante a manhã desta terça-feira (4), representantes de partidos de esquerda, como Psol, PT e PDT, sindicatos e alguns professores participaram de um ato contra a aprovação do projeto de lei aprovado na semana passada por unanimidade, que criou o Programa Escola Sem Partido no município, que estabelecia uma série de regras aos professores. Com a repercussão negativa, os parlamentares recuaram e passaram a pedir para que o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) vetasse a lei.

“Quando coloca em pauta um projeto sem discutir com a sociedade, chamado Escola Sem Partido, já começa errado. Se existe partido (dentro da escola), eles precisam dizer que partido é esse, porque o PSDB reina nesta cidade a vida inteira. Quando eles aprovam, num pacote de leis, unanime no regime de urgência, eles matam a democracia. Eles provam a ineficiência que tem esse parlamento porque não tem a capacidade de ouvir os professores desta cidade”, discursa Rodrigo Martins, do Psol.

Protesto contra o Escola Sem Partido é alvo de protesto na Câmara de Taboão da Serra

Presidente do Siproem (Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais de Barueri e Região), Adenir Segura não poupou críticas aos vereadores por aprovarem lei, que serviria de ‘mordaça’ aos professores.

“É a lei da mordaça porque ela tenta impedir, não só a nossa fala, mas até o nosso pensamento. […] É a lei da burrice porque impede que o professor faça o seu trabalho. E é exatamente uma lei construída por aqueles que não estudam para impedir o pensamento daqueles que estudam. É impossível os vereadores de uma cidade recebam dinheiro público [salário] para fazer lei para atender a população, que depois jogam dinheiro fora porque votaram algo inservível e inconstitucional”, discursou Segura.

Eles protestaram contra o fato de terem se inscrito para usar por cinco minutos a tribuna popular, mas terem sido avisados pela presidência apenas na segunda que já havia outros inscritos.

“A inscrição é protocolar. Você desce e tem um local específico para preencher e entregar cópia dos documentos. Não tinha nenhum inscrito, segundo o funcionário. E ontem, quando questionei, ele disse que teve inscrição no gabinete da presidência. Lá pode se inscrever só verbalmente?”, questionou Oderlan Pereira de Souza, que falaria na Câmara.

“Não cerceamos a palavra de ninguém. Houve um erro do legislativo. Os manifestantes vieram aqui e não procuraram a presidência e nenhum vereador [para dialogar]”, disse Marcos Paulo (PPS).

‘SEM ENTREVISTA’

O Taboão em Foco pediu a assessoria de imprensa para entrevistar o presidente de Câmara Marcos Paulo (PPS), autor da lei, mas o político preferiu ir embora sem atender os veículos de comunicação regional, alegando ter outros compromissos.

Autores da lei, que será vetada pelo executivo, Marcos Paulo evitou a imprensa e André Egydio cogitou que o tema pode voltar a pauta após decisão do STF sobre a constitucionalidade ou não da chamada Escola Sem Partido.

PROJETO PODE VOLTAR

Coautor do projeto de lei, o vereador André Egydio (PSDB) reconhece que faltou discutir com os educadores a proposta, mas admite que ela pode voltar a discussão em Taboão da Serra, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida que esse tipo de projeto não é inconstitucional.

“[Apresentaria] De uma forma diferente porque a gente não quer ser uma forma ditadora na questão do projeto. Uma vez decidido à constitucionalidade no Supremo, a gente vai chamar os professores, os pais e alunos para discutir”, admite Egydio.

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5 Responses

  1. Karina Nunes disse:

    Parabéns vereadores de Taboão da Serra, por mais uma vez nos mostrar que não nos representam, e nos fazer lembrar que ano que vem a Câmara Municipal de Taboão da Serra precisa ser renovada. Então me pergunto, Taboão da Serra quer ter professores ou fantoches?
    Uma vergonha, a democracia sendo assassinadas a cada voto, e o senhor presidente da Câmara não atendeu porquê dá satisfação a população é o que menos importa, só lembrando que o cargo de vereador não é vitalício.

  2. João disse:

    Nunca vi uma Câmara tão ruim e sem conteúdo quanto essa, composta por edis analfabetos funcionais.
    Não aprovam nada de importante para a cidade, exceto os projetos de interesses pessoais. Os membros da CCJ tem redação péssima.
    O “pseudo” presidente Marcos Paulo somente chegou ao cargo com o apoio do NEY SANTOS, para nossa vergonha. Só podia dar nisso! RENOVAÇÃO URGENTE!

  3. Bruno Gaigher disse:

    Como pode uma corja de indivíduos que não estuda querer serciar o estudo de pessoas que passam a vida estudando e ensinando as criancinhas de nossa cidade, tem que mandar esses fdp ir para escola , no meio desta corja tem ate um professor , mas deve ser esses professores que nunca fizeram uma pôs graduação, um mestrado, doutorado ou não fizeram nada nunca sentaram em um banco de escola , devem ter feito um cursinho de comercio por correspondência, ai na epoca de eleição coloca na propaganda eleitoral que é professor, só para tapear o eleito, faz o mesmos que esses ministros e juízes mentirosos que colocam no currículo que fizeram doutorado em Harvard nos USA

  4. Marcus disse:

    A câmara de Taboão é uma das menos transparentes da região. Podemos citar o horário, que exclui a população, os documentos da casa precisam ser requeridos pessoalmente. No portal on-line ninguém tem acesso com antecedência ao que foi requerido ou o que pretendem votar na íntegra. Deveriam começar ouvindo entidades de transparência, mas pelo que estamos vendo não é a preocupação da casa..

  5. Marcus disse:

    A câmara de Taboão é uma das menos transparentes da região. Podemos citar o horário, que exclui a população, os documentos da casa precisam ser requeridos pessoalmente. No portal on-line ninguém tem acesso com antecedência ao que foi requerido ou o que pretendem votar na íntegra. Deveriam começar ouvindo entidades de transparência, mas pelo que estamos vendo não é a preocupação da casa.

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