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Após críticas, vereadores de Embu distorcem teor de documento do MPF para justificar fechamento de maternidade

Por Allan dos Reis, direto da redação

Os vereadores de Embu das Artes mentiram durante a sessão desta quarta-feira (15) sobre uma decisão do Ministério Público Federal (MPF) para tentar diminuir as críticas que também estão recebendo dos moradores do município pelo fechamento da maternidade, que vai passar por reformas, a partir desta quinta (16).

Vereadores de Embu das Artes comentam o fechamento da maternidade com argumentos que não procedem. (Foto: Arquivo / CMETEA)

Na versão dos vereadores, o fechamento da maternidade ocorre por decisão do MPF após a reclamação de uma moradora da cidade. “Já passou do tempo de reformar aquela maternidade. O Ministério Público que exigiu a reforma da maternidade”, disse Júlio Campanha (PRB).

Até o presidente da Câmara, Ney Santos, distorceu a decisão do MPF sobre a maternidade em seu discurso. (Foto: Arquivo)

Até o presidente da Câmara, Ney Santos, distorceu a decisão do MPF sobre a maternidade em seu discurso. (Foto: Arquivo)

Em seguida, Gilson de Oliveira (PMDB) utilizou a mesma desculpa de que o prefeito Chico Brito (sem partido) “tem em mãos a determinação do Ministério Público Federal” e por isso tem que cumprir.

O presidente da Câmara, Ney Santos (PRB), diz que “apenas hoje” a questão do fechamento da maternidade se tornou oficial durante uma reunião com o prefeito. Ele também utilizou uma justificativa que não está no documento oficial.

“O prefeito assumiu um compromisso com os vereadores e trouxe um documento da Procuradoria Geral da República [na verdade é do Ministério Público Federal] que nos provou que tem que suspender as atividades da maternidade”, discursou Santos, que criticou um site da região que questionou a omissão dos parlamentares.

E O QUE DIZ O DOCUMENTO DO MPF?

O documento do Ministério Público Federal que serviu de base para que alguns vereadores de Embu das Artes inventassem uma desculpa para o fechamento da maternidade trata na verdade de uma reclamação feita Juliana S.de O. que reclama que o local não respeita o direito das gestantes de ter um acompanhante ao seu lado durante o parto, além de citações a qualidade no atendimento dos funcionários.

Com base nisto, o Procurador da República, Thiago Henrique Viegas Lins, dá um prazo de 30 dias para que a Secretaria de Saúde do Município responda a reclamação e converte a notícia de fato em Procedimento Preparatório com prazo de 90 dias para conclusão.

Com base neste documento, alguns vereadores de Embu das Artes 'inventaram' uma justificativa para o fechamento da maternidade.

Com base neste documento, alguns vereadores de Embu das Artes ‘inventaram’ uma justificativa para o fechamento da maternidade.

Além disto, o documento é datado no dia 8 de junho, quando a assessoria de imprensa da Prefeitura de Embu das Artes já havia comunicado oficialmente o fechamento do local para reforma.

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