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Aprígio espera definição do TSE para se filiar no partido da Marina Silva

Por Allan dos Reis, da Redação

O ex-candidato a prefeito de Taboão da Serra, José Aprígio, tem apenas mais quatro dias para decidir se realmente vai deixar o PSB e disputar as eleições de 2014 por outro partido político. Ele garante que será candidato a deputado federal. Diversas reuniões e propostas já foram realizadas, porém, Aprígio escolheu e revelou ao Taboão em Foco que vai se filiar ao Rede Sustentabilidade, da pré-candidata Marina Silva. Ele aguarda apenas a oficialização da sigla pelo TSE e o prazo termina nesta sexta (4).

Aprígio na sede da Cooperativa

Aprígio aguarda decisão do TSE sobre o pedido de registro do Rede Solidariedade para assinar a ficha de inscrição.

Quem tenta impedir a sua saída é o ex-prefeito Evilásio Farias que levou Aprígio  nesta segunda (30) para um encontro com o pré-candidato a presidente Eduardo Campos e outras lideranças nacionais do PSB. Porém, ele garante. “O plano A é a Rede e se não der certo tenho outras opções”, afirma. A decisão pelo mesmo partido da Marina é que – segundo ele – nas manifestações de junho, que sacudiram todo Brasil, os eleitores exigem mudanças radicais, políticos novos e com isso conseguiria aproveitar esse espaço.

No final de agosto, Aprígio recebeu o repórter do Taboão em Foco para uma entrevista. Ele falou sobre os planos políticos, reafirmou o desejo de deixar o PSB, evitou avaliar o governo Fernando Fernandes, criticou o presidente da Câmara, Eduardo Nóbrega, entre outros temas.

Curiosamente, ele só revelou que iria se filiar na Rede após o gravador ser desligado, mas não pediu qualquer tipo de sigilo. Na semana passada, a reportagem conversou de novo com Aprígio – por telefone – que manteve as informações, inclusive da sua saída do PSB.

Confira a entrevista completa:

Boa tarde, Senhor Aprígio. Gostaria que o senhor falasse um pouco como está a sua vida após esses oito meses fora da política.

– A vida política a gente não deixa. A gente não para. Estamos sempre em reunião com políticos. O que me fez mais falta é que sempre a gente tinha sessões e encontrava com vereadores e o povo. Mas eu continuo trabalhando como antes. Sou empresário antes de ser político. Fiquei só com uma opção. Durante oito anos eu fiquei como empresário e político.

Completa agora em outubro um ano que o senhor disputou e perdeu a eleição para prefeito de Taboão da Serra. Já chegou a conclusão do que te levou a derrota?

– Acho que a eleição a gente percebia que já estava quase definida pelo o outro candidato [Fernando Fernandes] já ter sido vice-prefeito e duas vezes prefeito. E andando na rua fazendo campanha e ouvindo as pessoas a gente escutava muito o nome do ex-prefeito. Eu fazia a campanha já sabendo que não iria ser vitorioso e a vitória seria do Fernando Fernandes. Eu tinha um grupo ao meu lado e eu não podia desanimar e deixar a campanha amolecer um pouco. Eu praticamente já tinha certeza que o ex-prefeito seria vitorioso. E a questão do por que perdemos a eleição se falava muito do apoio e do partido que eu estava.  ‘Você está no PSB. Não dá mais para acreditar no PSB que está ai faz oito anos’.

Márcio França, Aprígio e Eduardo Campos em São Paulo. (Foto: Reprodução / Facebook Celso Santos)

Márcio França, Aprígio e Eduardo Campos em São Paulo. Conversa é para tentar que político se mantenha no PSB. (Foto: Reprodução / Facebook Celso Santos)

O senhor continua filiado ao PSB já que após a eleição falou que deixaria o partido.

– Não vou negar para você que com o partido eu não tenho problema nenhum, mas para disputar a eleição eu preciso analisar melhor essa questão. Preciso até o final de setembro preciso definir se fico ou vou para outro partido. Mas o meu grupo e a minha família me orientam para que eu saia para outro partido.

E quais são as opções?

– São várias. Temos o PMDB, PV, PDT, tenho PFL [que na verdade seria o DEM]. Tenho vários me convidando. Até o próprio PT e eu gosto muito dos meninos e a gente podia estar fazendo uma composição. Nestes partidos que eu falei precisa de uma legenda [na verdade votação] muito alta.

Em 2014, o senhor será mesmo candidato a deputado?

– Pretendo disputar para deputado federal.

Qual seria a sua capacidade de votos em Taboão e na região para deputado?

– Você sabe que voto é aquela coisa. Ninguém tem. Mas vai se lançar e vai depender dos eleitores. Se eles acreditarem na gente, tudo bem. Mas o partido ajuda muito. Por isso tenho que ser muito feliz na escolha. Tem partidos com legenda muito alta que se eu fizer 110 mil votos eu ainda não tenho chances. Já têm outros que você se elege com 70 mil votos. E vai que dou uma sorte e consiga.

Após oito meses do governo Fernando Fernandes. Como o senhor avalia a administração já que o senhor disputou com ele a prefeitura de Taboão.

– Não dá para avaliar. É pouco tempo sete ou oito meses de trabalho. Ele é um cara experiente e já administrou a cidade por oito anos, mas hoje é outro momento. É uma cidade maior e com mais gente. Tem empresas que estão hoje e não estavam com ele na época. Tem mais funcionários. Não dá para fazer críticas e elogios. O que a gente espera dele é depois de um ano que ele possa soltar mais obras, mais serviços. Claro, cuidar melhor da cidade.

Mas do que terminou 2012, com Evilásio Farias, para o que está agora. O senhor enxerga alguma mudança?

– O problema é que os últimos anos [de gestão] a gente percebe que o governo também pára para arrumar a casa. Basicamente quase todos. Tem lei de responsabilidade fiscal. Tem que trabalhar com cuidado para deixa a casa em ordem e por isso muitas vezes não produz muito. E o início também chega com critério. Vendo o que tem para poder gastar. Então fica prejudicado o último ano de governo e o primeiro. Por isso não dá para ver que esse ou aquele está sendo melhor. Eu acho que tem tudo para melhorar daqui para frente pela capacidade, pelo conhecimento do prefeito atual.

Incomoda o fato dos vereadores eleitos com o senhor serem da base do governo atualmente?

– Nenhum pouco. Não incomoda porque a gente sabe que todos os vereadores a tendência depois é dar sustentação ao governo. E eu não vejo dois grupos na Câmara. Às vezes eu vejo o presidente [Eduardo Nóbrega] falando algumas bobagens de partido de ‘você foi eleito com fulano, você foi eleito com sicrano’. Acabou a eleição. Hoje você é vereador. Eles vão dar sustentação a quem eles quiserem.

Como o senhor avalia o mandato da sua esposa, vereadora Luzia?

– Ela fala pouco e não comenta muito. Mas eu acho que é outro que está começando e não dá para fazer uma avaliação. Eu tenho que esperar. Sei que ela não tem muita vaidade política como muitos têm.

O senhor tem pretensões de voltar a disputar a prefeitura de Taboão da Serra?

– O interesse nunca acaba. Nós temos um projeto na vida e queremos por em prática. Tem projeto de melhorar a cidade, melhorar a vida de funcionários, dar aumento na data base certo, valorizar os funcionários e a nossa cidade. Trazer tudo de bom. A cidade de Taboão da Serra já tem que se preocupar com a qualidade de vida das pessoas. Por isso que eu tenho interesse. Continuo na política para ver se consigo mandato de executivo, que só assim você consegue.

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