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Com longas filas, postos de Taboão da Serra são abastecidos com escolta da PM

Motoristas que precisaram ou por medo de desabastecimento resolveram encher o tanque do veículo enfrentaram teste de paciência nesta terça-feira, dia 6, em Taboão da Serra, como reflexo da paralisação de transportadores de combustíveis que interromperam o fornecimento aos postos em protesto contra a restrição à circulação de caminhões na marginal Tietê e em outras 27 ruas e avenidas de São Paulo, determinada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Filas enormes e muito aborrecimento foram o saldo do caos diante dos estabelecimentos.

“É surreal, estamos perto do rodoanel, existem duas ou três empresas distribuidoras na região, inclusive uma aqui próximo, em Embu, não pegam a marginal, e nós sem combustível. Não dá para entender”, disse o assistente contábil Gilberto Dutra, 40, já em pé ao lado do carro após 15 minutos de espera, com expectativa de ficar mais meia hora, em imensa fila do posto do hipermercado D’avó na estrada Kizaemon Takeuti, no Pirajuçara, quando eram 20h30. Desde as 11h da manhã sem gasolina nem etanol, só diesel, o local tinha acabado de ser abastecido.

Combustíveis chegam aos postos apenas sob escolta policial. (Foto: Adilson Oliveira)

“Compramos 30 mil litros de gasolina comum, 15 mil de aditivada e 30 mil de etanol, quantidade que dá para dois dias, mas pela procura só vai ser suficiente no máximo para um dia”, disse ao Taboão em Foco a gerente do D’avó, Josiane Feitoza, que calculava movimento de 20% a 30% acima do normal. A reportagem acompanhou o abastecimento, por dois caminhões-tanque, que chegaram ao posto e partiram escoltados por duas viaturas da Força Tática da Polícia Militar. Diante do local, PMs empunhavam armas pesadas como escopetas.

Uma carreta também contou com o apoio de outras duas viaturas da Força Tática da PM para abastecimento do posto do Shopping Taboão, no Jardim Helena, que só foi reaberto por volta das 21h30, depois de quase uma hora de espera, tempo que levou para o caminhão-tanque chegar e fornecer os combustíveis, que devem acabar rápido. “A situação é muito caótica, os caminhoneiros têm razão em protestar, mas por outro lado todos pagam por isso”, disse a contadora Edna Oliveira, 32, resignada, uma das últimas das filas imensas que se formaram no estacionamento.

“Esse transtorno todo é graças ao Kassab, como sempre aprontando”, disse o agente de segurança Fábio Gregório, 28, que levou “30 minutos para mais” para abastecer no posto da Rede 10 em frente à base da GCM no Pirajuçara. Desde cedo com grande movimento, que chegou a 20% além do normal, o estabelecimento só tinha para vender, por volta das 20h, gasolina aditivada, mais cara, mas ainda dispunha de etanol, mas só 2 mil litros. “Dentro de alguns minutos, tenho que fechar. Amanhã [hoje], só vou ter diesel”, disse o gerente Arnaldo Ferreira, 49.

Ainda na noite de ontem, a Justiça determinou a retomada da distribuição dos combustíveis, paralisada desde a 0h de segunda-feira, dia 5. Se a ordem não for cumprida, os sindicatos apontados como responsáveis por promover o desabastecimento dos postos terão que pagar multa de R$ 1 milhão por dia – a decisão nomina o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo e o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo. O prefeito Kassab classificou o protesto de “chantagem”.

Por Adilson Oliveira

 

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