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Dono da FECAF defende desapropriação da rua da cooperativa e fala sobre ameaça de CPI: a Câmara precisa discutir as coisas mais sérias

Por Allan dos Reis, no Jardim Maria Rosa

O empresário Joel Garcia de Oliveira, mais conhecido como Lelo, sócio da Faculdade Fecaf, comentou na noite desta segunda-feira (24) o processo que a Prefeitura de Taboão da Serra move contra os diretores da Cooperativa Habitacional Vida Nova devido à desapropriação da área que se transformou na Avenida Vida Nova e que pode ser alvo de uma CPI na Câmara Municipal.

O empresário Joel Garcia, Lelo, defende a desapropriação de rua que corta a Cooperativa Vida Nova e pede para os vereadores discutirem projetos mais importantes.

O empresário Joel Garcia, Lelo, defende a desapropriação de rua que corta a Cooperativa Vida Nova e pede para os vereadores discutirem projetos mais importantes.

 

Dono de 3% da área em questão, Lelo diz que a desapropriação beneficiou toda a população e teve custo quase zero aos cofres municipais. Já o poder executivo diz que houve um desmembramento da área e por isso era necessário deixar uma área institucional.

“Na outra administração, o prefeito [Evilásio Farias] procurou a cooperativa habitacional – não me procuraram porque sou minoritário com 3% da área – e propôs fazer uma desapropriação amigável para poder melhorar o transito na rodovia. […] Como isso não atrapalhava em nada, e iria beneficiar a população como um todo, aceitamos. O valor era simbólico de R$ 1, não pagos até hoje”, diz Lelo.

Ele afirma que entende a atual administração teve um entendimento diferente e que a briga entre o presidente da Cooperativa José Aprígio e o prefeito Fernando Fernandes, adversários políticos, tenha dificultado um entendimento.

“A atual administração – tem lá seus motivos – entrou com uma ação porque teve esse entendimento de que talvez teria sido feita para beneficiar a gente ou a cooperativa. Quem compuser os autos verá que isso não é real. O primeiro pedido da administração é que fosse revogada a lei que desapropriou. Espero que a Justiça não faça isso porque senão volta a ser particular de novo. […] Esses valores absurdos de R$ 200 milhões é porque R$ 199 milhões é por danos morais. Eu nunca vi no país um dano moral dar mais de 20 ou 30 mil reais. Acho que isso tinha um cunho político. Essa ação foi dada entrada em um momento de campanha, que já passou. Acho que tanto o Aprígio como o prefeito Fernando estão em outra fase”, completou.

 

AMEAÇA DE INVESTIGAÇÃO PELA CÂMARA

Com as ameaças da criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), semelhante a CPI, pela Câmara Municipal para investigar o processo de desapropriação, Joel Garcia afirma que os parlamentares tem questões mais importantes a serem discutidas do que tentar fechar postos de trabalho.

“Nós merecemos coisas melhores e pessoas voltadas para os grandes problemas da cidade. O palco de discussão política que é a Câmara dos Vereadores precisa discutir as coisas mais sérias. Se preocupar com essa crise sem precedentes. Acho que os moradores vão precisar de novas idéias, projetos. Tentem abrir novos postos de trabalho ao invés de ficar guerreando, tentando fechar empresas, tentando fechar projetos empreendedores que geram trabalhos. Eu acho que a preocupação deveria ser outra. Deveria ser em formular leis e projetos que proporcionam a abertura de novos postos de trabalho. Esse é o grande problema que temos”, opinou.

Ele citou ainda que temas como educação e saúde precisam ser mais debatidos pelo poder legislativo.

“NÃO PREVARIQUEI”, DIZ PREFEITO

Presente na aula inaugural da FECAF, o prefeito Fernando destacou o entendimento diferente a respeito da desapropriação e afirma que por esses motivos não poderia deixar de entrar na Justiça para que os danos sejam reparados.

“A CPI é uma decisão do legislativo. O motivo, que é a questão da área institucional já está na Justiça. Eu entendo que a área institucional deveria ser dada a Prefeitura e isso não aconteceu. Eu não prevariquei. Entrei na Justiça solicitando uma decisão para que essa área fosse dada a Prefeitura”, afirma Fernandes.

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