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Em Taboão, projeto-piloto visa ressocialização de agressores de mulheres

Do site do MP-SP

Iniciativa em Taboão da Serra busca diminuir a incidência da violência doméstica

O Núcleo Grande São Paulo II do Grupo Especial de Combate à Violência Doméstica (GEVID) lançou, na última quarta-feira (13/8), o Projeto “Tempo de Despertar”, que tem como objetivo a realização de um trabalho em rede com os autores de violência contra a mulher. O lançamento do projeto-piloto, desenvolvido em Taboão da Serra, contou com o apoio do Poder Judiciário;  das Secretarias Municipais da Saúde, da Segurança Pública, de  Assistência Social, e de Desenvolvimento Econômico; da Coordenadoria dos Direitos da Mulher e da Prefeitura Municipal de Taboão da Serra.

Os Secretários Municipais Raquel Zaicaner (Saúde),  Gerson Brito (Segurança), e Laura Favero (Desenvolvimento Econômico), a Coordenadoria dos Direitos da Mulher Sueli Amoedo e a Promotora  Maria Gabriela Manssur discutem o projeto. (Foto: Divulgação / MP-SP)

Os Secretários Municipais Raquel Zaicaner (Saúde), Gerson Brito (Segurança), e Laura Favero (Desenvolvimento Econômico), a Coordenadoria dos Direitos da Mulher Sueli Amoedo e a Promotora Maria Gabriela Manssur discutem o projeto. (Foto: Divulgação / MP-SP)

O projeto foi desenvolvido pela Promotora de Justiça Maria Gabriela Prado Manssur que, atuando no cumprimento da Lei Maria da Penha, identificou a necessidade da implantação de um trabalho específico com os autores da violência doméstica, depois da constatação de que muitos agressores precisam romper padrões estabelecidos pela sociedade e aspectos culturais.

Para a Promotora, questões relacionadas à depressão, alcoolismo e  desemprego influenciam o comportamento do agressor. “Por isso, não basta apenas punir o agressor; ele precisa ser  ressocializado para não cometer novamente o mesmo crime com a  atual companheira ou com outra com que vier a se relacionar”, diz Maria Gabriela Prado Manssur.

De acordo com a Promotora, o projeto segue uma tendência nacional e internacional, e as experiências bem-sucedidas demonstram que o índice de reincidência dos agressores que aderem ao projeto é menor que 10%, chegando a menos de 1% em alguns estados brasileiros.

O Projeto prevê, inicialmente, a participação de 30 homens autores de violência que se comprometerão, em Juízo, a participar de reuniões quinzenais com uma equipe técnica formada por Promotora de Justiça, assistente social e psicóloga, e que contarão com palestras sobre temas relacionados à violência doméstica e contra a mulher.

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