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Estudantes e professores protestam contra mudanças nas escolas estaduais de Taboão; projeto vai fechar o Alípio de Oliveira e Silva

Por Allan dos Reis, no Jardim Santa Rosa e no Jardim Glória

Uma manifestação na manhã desta terça-feira (6) reuniu alunos de pelo menos cinco escolas estaduais de Taboão da Serra, além de pais, diretores e professores, em frente a Diretoria de Ensino para protestar contra o projeto do Estado de São Paulo, do governador Geraldo Alckmin (PSDB), de realizar uma divisão das unidades de ensino por ciclos na chamada “reorganização escolar”.

Reunião entre alunos, pais e professores com a Diretoria de Ensino de Taboão da Serra termina sem acordo.

Reunião entre alunos, pais e professores com a Diretoria de Ensino de Taboão da Serra termina sem acordo.

Na proposta em discussão, a escola Alípio de Oliveira e Silva será fechada e os mais de 600 alunos serão transferidos para outras escolas próximas ao bairro. Em Embu das Artes, será a escola Professora Sara Sanches Russo, no Jardim Tereza.

Em frente a escola, a mãe de uma aluna do sexto ano do Alípio, Ivana de Paula, criticou a proposta. “A gente acha um absurdo. Deviam abrir novas escolas”, disse. Isabel da Silva, também mãe de aluna, seguiu a mesma linha. “Eu estudei aqui. Minha filha estuda nesta escola. Meu filho estudou e tenho sobrinhos que também passaram por aqui. Não deviam fechar”, reclamou.

Alunos protestaram em frente a escola que deve fechar em Taboão da Serra, segundo o projeto.

Alunos protestaram em frente a escola que deve fechar em Taboão da Serra, segundo o projeto.

Segundo as informações da Secretaria, “partir do ano de 2016, a intenção é aumentar o número de escolas divididas por ciclos: Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Com o ciclo único, alunos do Ensino Médio, por exemplo, poderão estudar apenas com estudantes deste segmento. Entre os benefícios da medida estão a redução nos conflitos entre alunos de idades diferentes, além da melhor gestão da unidade, oferecendo a possibilidade de trabalhar estratégias pedagógicas voltadas a um único público”, diz trecho do documento.

O coordenador da Apeoesp Subsede Taboão da Serra, Miguel Leme, diz que o projeto é autoritário.

O coordenador da Apeoesp Subsede Taboão da Serra, Miguel Leme, diz que o projeto é autoritário.

Porém, essa medida desagradou centenas de alunos, que foram recebidos por representantes da Diretoria de Taboão. Porém, após horas de muita conversa, não houve acordo porque a proposta para o município já foi elaborada e está nas mãos do Governo.

O coordenador da Apeoesp Subsede Taboão da Serra, Miguel Leme, critica a falta de diálogo com a comunidade escolar na hora de encaminhar o projeto.

“A gente teve uma reunião no final do mês passado cobrando uma posição da Diretoria de Ensino a respeito do projeto. Porém, soubemos que apenas os diretores das escolas participaram da reunião que decidiu a reorganização. A comunidade escolar não foi ouvida. Está sendo implantado de forma autoritária”, criticou Leme.

As críticas foram duramente endossadas pelos jovens alunos e os pais que participaram do encontro. “Foi discutido e chamaram só os diretores. Mas e a gente?”, questionou um adolescente.

Dirigente regional de ensino Maria das Mercês Martins Bighetti diz que houve a participação dos diretores na elaboração do projeto.

Dirigente regional de ensino Maria das Mercês Martins Bighetti diz que houve a participação dos diretores na elaboração do projeto.

A dirigente regional de ensino Maria das Mercês Martins Bighetti se defendeu e garantiu que o estudo foi feito com base em estudo e houve ativa participação dos diretores.

“Nós trouxemos todos os diretores [da rede estadual de Taboão da Serra], dividimos em bolsões, e apresentamos a proposta técnica. Houve discussão, sim. Eles tinham voz e voto. E quem falou para nós que não estava correto, nós fizemos um re-estudo. Não preciso mentir. [Agora] Aqueles que provarem que o nossa forma de estudo dá para melhorar mais um pouco, nós vamos rever”, afirma Maria das Mercês.

A diretora da escola Julieta de Caldas Ferraz, Leni de Cássia Hayashida, pediu a palavra e garantiu que “houve conversa nesses bolsões de escolas e houve possibilidade de fazer acertos nos inúmeros dias em que houve reuniões no documento”, disse.

Comunidade escolar saiu insatisfeita com a reunião porque não foram consultados e o projeto já foi finalizado.

Comunidade escolar saiu insatisfeita com a reunião porque não foram consultados e o projeto já foi finalizado.

Como não houve acordo, representantes da Apeoesp e os grêmios estudantis iniciaram a mobilização para protestar em frente a sede secretaria, localizada na Praça da República, em São Paulo.

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