Home » Política, Todas as notícias » Fernandes acusa Ney Santos e vereadores de “arquitetar golpe” para tomar a Prefeitura de Taboão

Fernandes acusa Ney Santos e vereadores de “arquitetar golpe” para tomar a Prefeitura de Taboão

Por Allan dos Reis, no Parque Assunção

O prefeito Fernando Fernandes (PSDB) acusou na manhã desta quinta-feira (30) durante entrevista coletiva o prefeito de Embu das Artes Ney Santos (PRB), os vereadores Eduardo Nóbrega (PSDB), Carlinhos do Leme (PSDB), Érica Franquini (PSDB), André Egydio (PSDB) e Alex Bodinho (PSDB), além do vice-prefeito Laércio Lopes (PSDB) de tentaram chegar a Prefeitura de Taboão da Serra através de um golpe.

Fernando Fernandes acusa Ney Santos, cinco vereadores de Taboão da Serra e seu vice de planejarem golpe para chegar a Prefeitura.

Fernando Fernandes acusa Ney Santos, cinco vereadores de Taboão da Serra e seu vice de planejarem golpe para chegar a Prefeitura.

Foi essa a leitura que o mandatário fez do rompimento dos vereadores que criaram na Câmara o chamado Bloco Independente e Harmônico (BIH) e anunciaram – também em coletiva – na noite de ontem que deixaram de apoiar a deputada estadual Analice Fernandes em favor de Hugo Prado (PSB).

“Quando vejo toda essa história, um monte de inverdades, e aí me chamam o vice [Laércio Lopes], que ainda vai lá. E ainda dá uma declaração que deixou todo mundo de saia justa. Ao dizer que fizeram o acordo para apoiar o Paulo Skaf (candidato a governador pelo MDB). Por trás disto há algo muito maior. Na hora que Ney Santos vem a Taboão da Serra e diz que vai fazer o presidente da Câmara, num imenso desprezo as forças políticas da cidade, e vai fazer o próximo prefeito. E carregam o vice para esse ambiente e vejo o número de reuniões que tem-se feito com o Aprígio, temos essa informação, só tenho uma coisa a concluir. É tentativa de golpe. Querem chegar ao poder agora, num golpe. É a única leitura que tenho. […] Nos reunimos e chegamos a conclusão. Vamos ver isso na Câmara com tentativas de CPI, acusações. É o desenho político”, diz Fernandes.

Em seguida, acusou o prefeito afastado de Embu das Artes de ser o arquiteto do golpe. “Não vamos permitir e não vamos ser vítima de um golpe político na nossa cidade. Principalmente um golpe político arquitetado por Ney Santos. Que deveria estar cuidado da cidade dele, que está um caos”, completou.

Para Fernandes, sua base na Câmara é composta por sete vereadores e chama BIH de oposição

Para Fernandes, sua base na Câmara é composta por sete vereadores e chama BIH de oposição

Fernando Fernandes estava acompanhado de sete vereadores. Os que se intitularam de BIH são para ele agora “da oposição”. “É base ou oposição. Bloco independente é para boi dormir”.

O mandatário explicou a briga com Alex Bodinho. Reconhece que perdeu a cabeça e foi para cima do vereador para expulsá-lo da sala. Mas nega agressão e justifica.

“Eles não narram às circunstâncias a qual aconteceu o episódio. Estava em meu gabinete e pediram uma reunião para tratar de questões políticas. A primeira pergunta do Eduardo foi. Por que você fala mal de mim? […] Nesse momento, toca o telefone. O meu neto de seis meses foi operado e teve uma complicação. Naquele momento meu filho me liga chorando. E manda uma foto para mim [do bebê]. E o Bodinho começa a gritar que podia mandar todo mundo embora. E eu perdi a cabeça e pedi para ele sair da sala porque ele não tinha respeito pela minha dor. Eles estavam presentes”, narra Fernandes.

Ele não explicou de forma clara os motivos para ter vetado material em conjunto entre Analice Fernandes e Ely Santos. “É uma decisão política nossa”.

“Até quando vai durar os cinco votos deles? Tudo que se alicerça numa base ruim, não se sustenta. Esse solo [Ney Santos] é contaminado”, provocou.

FATOR NÓBREGA

Fernando Fernandes rebateu – principalmente – as falas do vereador Eduardo Nóbrega. Começou dizendo a respeito da valorização do PSDB, que teriam vindo desde 2004, quando a candidata do governo acabou sendo Arlete Silva do PTB ante o Paulo Félix do PSDB. Os dois, aliás, estavam na coletiva.

“Os problemas políticos dentro do governo foram criados pelo Eduardo Nóbrega. A maioria dos problemas que houve com a Câmara tiveram o protagonismo do Eduardo. No ínicio do ano, ficaram quatro meses sem vir a Prefeitura. Essas crises vem desde 2013 quando cheguei a Prefeitura”, diz.

Após erro de 2004, Fernando Fernandes promete escolher nome de sucessor com dois anos de antecedência.

Eduardo Nóbrega é acusado de ser o grande desestabilizador da base governista. (Foto: Arquivo)

Ele também lembrou que Nóbrega chegou à presidência sendo filiado – à época – ao Partido da República (PR). Sobre não ter fechado questão para eleger Carlinhos do Leme em 2017, Fernandes afirma que são poderes diferentes e “todas as eleições que ele foi candidato, os vereadores não votavam em ninguém que fosse votado em Eduardo Nóbrega”, diz.

DEMISSÕES

Horas antes da coletiva, o prefeito se reuniu com todos os secretários municipais para decidir a demissão de servidores indicados por esses vereadores. Apesar de dizer que “eles vão perder espaço”, Fernandes promete que não vai demitir pais de famílias apenas por ser ligada a um vereador.

O secretário de planejamento Olívio Nóbrega será o primeiro a sair. A expectativa era que o mesmo pedisse demissão ainda hoje. Senão, será demitido.

Print Friendly, PDF & Email

2 Responses

  1. Maria Cristina Le Soares de Mattos. disse:

    Sem comentários Sr.prefeito.um dia o feitiço vira contra o feiticeiro.Nada é por acaso Deus tarda mas nao falha.

  2. Manoel disse:

    Mora a anos em Taboão não vejo nada muda na regiao

Deixe um comentario

© 2013 TABOÃO EM FOCO · RSS · Site por Keone Midia Online