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Fórum em Taboão discute problemas de acessibilidade e inclusão das pessoas com deficiência

Por Allan dos Reis, no Jardim Helena

Os moradores de Taboão da Serra discutiram na manhã desta sexta-feira (25) problemas relacionados a questões de acessibilidade, inclusão e cidadania durante Fórum realizado na Câmara Municipal por iniciativa do presidente da casa, vereador Cido (DEM). Também participaram secretários municipais, especialista em mobilidade e acessibilidade, professores e dezenas de moradores, sendo muitos portadores de necessidades especiais.

Câmara de Taboão da Serra realiza Fórum para discutir acessibilidade, inclusão e cidadania.

Câmara de Taboão da Serra realiza Fórum para discutir acessibilidade, inclusão e cidadania.

“A idéia do Fórum foi entender um pouco a cidade, suas deficiências e onde houve evolução. Discutiu muito a questão do transporte público, que precisamos debater de novo, percebemos que as calçadas de Taboão da Serra foram ocupadas sem planejamento, as ruas são estreitas, mas temos que procurar outras maneiras de garantir a todas as pessoas o direito de ir e vir”, diz Cido.

Presidente da Câmara, Cido foi o responsável pela organização do Fórum.

Presidente da Câmara, Cido foi o responsável pela organização do Fórum.

Para iniciar a discussão, a arquiteta e urbanista Adriana Romeiro de Almeida Prado, do Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (CEPAM), mostrou como seria a cidade Ideal e para isso é necessário “resgatar o espaço para os pedestres”. E lembrou que a nova norma brasileira, NRB 9050, de acessibilidade a edificações, mobiliário e espaços e equipamentos urbanos entram em vigor no dia 11 de outubro de 2015.

Em seguida, o secretário de educação João Medeiros mostrou o trabalho realizado pela Prefeitura para atender os 435 alunos da educação especial, que envolve desde o autista até a criança com deficiências múltiplas. Ele destacou os três novos microônibus adaptados que chegaram neste ano e lembrou que “essa discussão acontece desde a Constituição de 1988”.

Em seguida, o ex-vereador, que também ocupou a pasta de educação, Said Jorge de Moraes, relembrou a luta para incluir as pessoas portadoras de deficiências há décadas. Ele reforçou que “a sociedade precisa sair do conforto e bem estar de seus lares para participarem e cobrarem” o poder público.

Já o advogado Jorge Rafael, ativista dos direitos das pessoas com deficiências, reconheceu que os problemas nesta área ainda são grandes, mas a evolução é evidente. “Quando a gente compara com o passado, a gente vê que progredimos muito. Taboão tem adaptação em pontos de ônibus, mas ainda precisa melhorar mais”, disse.

Entre uma palestra e outra, o público pode se emocionar com belas apresentações feitas por pessoas com deficiência. A jovem estudante Eduarda Maia, recitou um poema feito por ela sobre as regiões do Brasil.

A outra intervenção foi feita pelo poeta, escritor e ator Edgar Izarelli de Oliveira, que ao lado de sua esposa Lua Rodrigues, fizeram o público aplaudir de pé. Com deficiência múltipla, questionou e a respeito do que é realmente inclusão e que na verdade pessoas iguais a ele “funcionam de um modo diferente” e que precisam apenas que o Estado “forneçam meios” para que possam funcionar.

Duas intervenções poéticas que emocionaram o público durante o Fórum.

Duas intervenções poéticas que emocionaram o público durante o Fórum.

O secretário de transportes e mobilidade urbana, Rinaldo Tacolla, fez uma longa explanação sobre a mobilidade no município e apontou uma série de problemas – como ruas estreitas causadas por um crescimento desordenado – que influenciam na mobilidade. Ele lembrou que a briga pela fluidez no trânsito é uma luta muito antiga.

Com 128 ônibus em operação em 11 linhas, Tacolla reconhece que tem “problemas no atendimento” feito pela Viação Fervima, empresa que tem a concessão do transporte municipal, mas que deve melhor – e muito – a partir da nova licitação que deve ocorrer em breve. Tem ainda a chegada do Metrô.

PROBLEMAS DE MOBILIDADE

O cadeirante Paulo da Luz apontou uma série de problemas – que aparentemente são simples – e que devem ser solucionados pelo setor público e privado. Ele lembrou que as calçadas do Poupatempo de Taboão não estão adaptadas. No Cemitério da Saudade não existe rampa de acesso dificultando a vida dos cadeirantes, especialmente aqueles que vão ao local de transporte público. No Hospital Geral do Pirajuçara (HGP) as calçadas são estreitas e dificultam a circulação.

Um outro ponto destacado especialmente para os deficientes visuais tem sido o excesso de camelôs, que se espalham nas regiões comerciais de Taboão da Serra. “Os camelôs em frente aos bancos e mercados têm prejudicado os deficientes visuais”, protestou uma delas.

Mesa com os palestrantes do Fórum de Acessibilidade, Inclusão e Cidadania realizado na Câmara de Taboão da Serra.

Mesa com os palestrantes do Fórum de Acessibilidade, Inclusão e Cidadania realizado na Câmara de Taboão da Serra. (Foto: Eduardo Toledo / CMTS)

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