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Fórum na Câmara Municipal debate sobre a doença da dependência química

Por Renata Cunha, no Jardim Helena

A Câmara Municipal de Taboão da Serra sediou no sábado (02) o Fórum “Saúde Mental e Dependência Química” com a presença de mais de 60 pessoas, entre elas, palestrantes especializados no assunto para discutirem sobre o cenário atual do tema. O evento foi idealizado pelo vereador Cido (DEM), que convidou profissionais da área da saúde, do campo jurídico e social, além de dependentes químicos em processo de recuperação e seus familiares.

“Esse tema, infelizmente, a cada dia que passa afeta mais a nossa sociedade. O próprio poder público tem estado na inércia frente a esta questão tão importante e fundamental de se debatido”, afirmou Cido, na abertura das discussões.

Participantes do Fórum sobre saúde mental e dependência química. (Foto: Divulgação)

Participantes do Fórum sobre saúde mental e dependência química. (Foto: Divulgação)

Uma das palestrantes, Juliana Pachioni Vasconcelos, doutora em Tecnologia Bioquímica-Farmacêutica com ênfase em biotecnologia pela Universidade de São Paulo (USP), os problemas mentais irão afetar aproximadamente de 20% a 25% de todas as pessoas em algum momento da vida. Entre as doenças, estão a demência, esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar e transtorno de ansiedade.

No que se refere ao transtorno mental desencadeado pelo uso de drogas, o psiquiatra José Camilo de Araújo explicou que a prevenção é a melhor saída para diminuir os índices de dependência química. Para ele, tudo começa no lar, não basta à família proibir o filho de usar drogas, é preciso dar bom exemplo.

“No campo das políticas públicas é muito importante falar com as famílias numa linguagem bem acessível sobre a importância da prevenção dentro de casa e explicar sobre a dependência química como doença”, afirmou Araújo.

Para Nelson Casalleiro, juiz da comarca de Taboão da Serra, “a droga é a grande doença da sociedade”, um problema social muito sério. O juiz afirmou que mais de 90% dos furtos e 75% dos roubos estão ligados ao envolvimento com as drogas.

“Eu não trabalho com a doença do ponto de vista individual, mas sim social, ou seja, quando algum caso chega à minha mesa de trabalho, já é como uma ferida que não foi tratada e contaminou todo o organismo social”, relata Casalleiro.

Na mesma linha, a psicóloga da clínica Maia Prime, Myriam Albers, finalizou citando os pilares mais importantes na procura da sobriedade pelo adicto, o que inclui a sua relação com a sociedade:

“O processo de recuperação do dependente químico depende da mudança de estilo na área física, psicológica, emocional, de comportamento e atitudes, na família, no relacionamento social, nas finanças e na espiritualidade”, diz Myriam.

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