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Lune xinga Nóbrega e perde o direito da palavra em tribuna

Por Gilmar Junior, no Jardim Helena

Já era esperado que o debate acerca do requerimento do vereador Luiz Lune (PC do B), sobre a relação de dados salariais dos livre-nomeados, pedido realizado na última sessão, voltasse a pauta dos trabalhos na última terça-feira (15), o que não era esperado é que o debate ganhasse proporções “mal educadas”. Durante o discurso de defesa de seu requerimento, Lune usou o termo “idiota” em tribuna, o vereador e líder do governo na Câmara, Eduardo Nóbrega (PR), se sentiu ofendido e reclamou ao presidente da casa que puniu o vereador do PC do B com a suspensão da palavra até o fim da sessão.

Lune se “empolgou” e não mediu as palavras contra colega vereador. (Foto: Cynthia Gonçalves / CMTS)

Lune se “empolgou” e não mediu as palavras contra colega vereador. (Foto: Cynthia Gonçalves / CMTS)

O assunto que gerou o debate começou na semana passada, quando o Lune pediu vistas do próprio requerimento, por questões estratégicas. Ao identificar a ação da oposição, Nóbrega, juntamente com a base governista tentou realizar a votação, mas em uma manobra da oposição, que gastou o tempo do expediente  fez que o debate fosse conduzido para a próxima sessão.

“O próprio líder do partido do PC do B nesta casa foi o primeiro a dizer que não gostaria de ver o requerimento debatido neste plenário pelos pares da casa. Ora, não é preciso um raciocínio mais aprofundado para saber que o líder do PC do B quer fazer política com este requerimento. E a política no sentido pejorativo. Quer aparecer em cima de uma questão muito séria”, argumentou Nóbrega.

Já Eduardo Nóbrega reclamou à presidência, que puniu Lune. (Foto: Cynthia Gonçalves / CMTS)

Já Eduardo Nóbrega reclamou à presidência, que puniu Lune. (Foto: Cynthia Gonçalves / CMTS)

Na sequência, Lune subiu à tribuna para defender seu requerimento. “A quem interessa não aprovar esse requerimento, se não ao líder do governo? A não ser para o que mais mantém nepotismo nesta casa. É evidente que esse cavalheiro viesse me acusar tentando minimizar esse requerimento. Normal, não é? Você tem um pai secretário – Olívio Nóbrega é secretário de Planejamento de Taboão da Serra – como vou fiscalizar o Executivo se eu tenho um pai lá embaixo. Eu vou estar isento?”.

Em meio ao discurso, Lune completou. “Por que eu quero essa relação? Porque eu quero mostrar a todos quantos parentes esses cidadãos têm nessa estrutura Prefeitura-Câmara. Quanto custa essa família para Taboão da Serra?”, esbravejou o vereador de oposição citando também o caso do prefeito Fernando Fernandes que tem seu filho, Fábio Fernandes, como secretário de Esportes e Lazer do município. E quando seu discurso se encaminhava para o fim, Lune proferiu a palavra “idiota”.

O vereador tentou explicar dizendo que o termo não era direcionado ao líder do governo, mas  Nóbrega se sentiu ofendido e reclamou ao presidente da casa pedindo uma reunião de lideranças, que durou aproximadamente 20 minutos. Na volta da reunião e com os ânimos contidos, o presidente, Cido Alves (DEM) comunicou que, por meio do artigo 24 do regimento interno, o vereador Luiz Lune perderia o direito da palavra pelo resto da sessão. “Essa casa vai respeitar a força das ideias”, afirmou Alves. Lune acatou o pedido. O requerimento foi rechaçado com os votos da base governista contra os três votos dos vereadores de oposição.

Requerimentos aprovados

Apesar da rejeição do requerimento do vereador Luiz Lune, outros três, sendo dois deles de votos de louvor, foram aprovados. O primeiro, de autoria do presidente Cido Alves, oferece voto de louvor a um ano do Senac em Taboão da Serra. O outro, feito pela vereadora Joice Silva (PTB) concede voto de louvor à 3ª Conferência da Mulher. E o terceiro requerimento ficou a cargo do vereador Marcos Paulo (PROS) que abriu a autoria para todos os vereadores. O requerimento encaminhado à EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo) que gerencia os ônibus intermunicipais, diz respeito a uma recomendação da prefeitura paulista para realocar os ônibus intermunicipais que utilizam o corredor da Francisco Morato, para a Eliseu de Almeida.

Vereador Paulinho promete ir à Justiça para que aconteça a eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal.

Vereador Marcos Paulo (PROS) abriu autoria de requerimento para todos os outros vereadores

“Há uma orientação do prefeito de São Paulo – Fernando Haddad (PT) – para que 220 carros entre eles, da Viação Pirajuçara e da Miracatiba, que vai ocasionar um prejuízo para mais de 130 mil pessoas que utilizam o corredor da Francisco Morato. (A recomendação é que) todas as linhas, incluindo as das empresas citadas, fossem para o corredor da Eliseu de Almeida, causando transtorno e desconforto para os usuários da região de Taboão, Embu, Itapecerica e região”, relatou o vereador do PROS na câmara. Então vamos encaminhar esse requerimento para que a EMTU respeite esse corredor que é utilizado por moradores do entorno da grande São Paulo

Denúncia rejeitada

Mais uma denúncia que pede o afastamento do prefeito, de seu cargo, foi rejeitada pela Câmara dos Vereadores por 10 a 3. Desta vez, o assunto é referente a um suposto valor indevido cobrado aos munícipes frente ao pedido de anistia ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). “O que nós estamos pedindo? Os devedores ficarão dispensados do pagamento de honorários advocatícios. Quando o munícipe vai ao Atende fazer o parcelamento para pagar a conta, ele não obtém esse desconto e inclui o honorário advocatício que é de direito dos procuradores”, explica Antônio Gomes, o Toninho, presidente do PC do B em Taboão e autor da denúncia.

O vereador Eduardo Nóbrega foi o responsável. mais uma vez, por argumentar contra o pedido de afastamento do prefeito. Segundo ele, o próprio documento já indicava que o prefeito cumpria a lei e, sendo assim, não teria motivos para que a denúncia fosse aceita. “A própria peça acusatória traz aqui que ao conceder a liminar suspendendo o efeito da lei, determinando assim que os honorários advocatícios fossem cobrados. Presidente, precisa de mais alguma defesa?”, explicou o vereador citando o artigo 22 do documento de acusação e se dirigindo ao presidente Cido Alves.

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