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Ministro dos transportes anuncia troca de construção de marginais por obras contra enchentes na Régis Bittencourt

Por Gilmar Júnior, direto de Embu das Artes*

Em evento realizado na manhã desta segunda-feira, dia 25, o ministro dos transportes Antonio Carlos Rodrigues, as principais lideranças do Conisud (Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste do Estado de São Paulo), representantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e da Autopista Régis Bittencourt, empresa que administra a Rodovia Régis Bittencourt, anunciaram mudanças nas obras de infraestrutura da região.

A empresa desistiu do plano inicial que previa investimentos de R$ 170 milhões eram as vias marginais por 20 km e anunciou que vai investir R$ 61 milhões para extinguir as enchentes na rodovia.

Em Embu das Artes, ministro Antonio Carlos Rodrigues apresenta as novas propostas de obras para a Rodovia Régis Bittencourt. (Foto: Divulgação - PMETEA)

Em Embu das Artes, ministro Antonio Carlos Rodrigues apresenta as novas propostas de obras para a Rodovia Régis Bittencourt. (Foto: Divulgação – PMETEA)

Como o problema das enchentes afeta os três municípios como um todo, o plano foi elaborado em conjunto. O projeto de macrodrenagem inclui a instalação de 15 “tubulões” que canalizaria as águas e encaminharia às águas para um reservatório que seria construído no km 276 em complemento ao piscinão da Portuguesinha, além da canalização do córrego do Poá, que depende do trabalho em conjunto com os municípios.

“É com muito prazer que vamos da datas para essas obras. Eu lembro quando vinha de Itapecerica, chovia e eu não conseguia passar pela região. Então, o alagamento vai ser resolvido sim”, discurso o ministro Rodrigues.

Alagamentos na Rodovia Régis Bittencourt são comuns em dias de chuvas fortes. (Reprodução)

Alagamentos na Rodovia Régis Bittencourt são comuns em dias de chuvas fortes. (Reprodução)

A integrante da direção colegiada da ANTT, Natália Marcassa, confirmou que as obras para o controle das enchentes começam em novembro. “A ANTT fez uma análise junto com a concessionárias e priorizamos. Para nós a mais importante do ponto de vista de segurança é a obra de macrodrenagem que vai ter início daqui a seis meses. Estamos negociando a parte do piscinão e prazo de execução de 18 meses. A macrodrenagem é uma obra de R$ 61 milhões incluindo na parte de drenagem dentro e fora. Essa foi a nossa prioridade e está sendo autorizada”, disse.

SUBSTITUIÇÃO DE PISTAS MARGINAIS

O diretor-executivo da Autopista Régis Bittencourt, Nelson Segnini Bossolan detalhou um conjunto de oito obras que os municípios propuseram  a ANTT frente à construção dos 20 km de vias marginais entre os municípios de Itapecerica da Serra e Taboão da Serra que desafogariam o trânsito na região, assim como se previa o plano inicial em 2014.

Taboão é responsável por duas sugestões.  Uma diz respeito a substituição da passarela do Parque Industrial por outra com um vão maior e, também, construir uma quarta pista de rolamento na área em que ocorre um estreitamento da rodovia em três faixas. A outra obra solicitada pelo município é a ampliação do viaduto Paulo Ayres na altura do km 272 + 800. O intuito é fazer a integração com os dois lados da rodovia. Para tanto o viaduto seria alargado e abaixo construir uma pavimentação que permita o acesso à região do Jardim Mirna.

Já Embu das Artes pede adequação geométrica do dispositivo conhecido com Perdigão, no km 282 da rodovia que permitiria que quem está de um lado da rodovia possa acessar a avenida Rotary sem a necessidade acessar novamente a BR-116. A obra atende também a solicitação em termos logísticos das empresas da região.

Rodovia Régis Bittencourt, na região de Embu das Artes. (Foto: Reprodução Skyscrapercity)

Rodovia Régis Bittencourt, na região de Embu das Artes. (Foto: Reprodução Skyscrapercity)

No pacote de mudanças de Itapecerica da Serra está a apresentação de três adequações de vias e duas passarelas. A primeira adequação sugerida ocorreria na altura da estrada do Mosteiro, no km 287 + 800, a segunda na estrada da Represinha no km 289 + 050 e a terceira na estrada Ferreira Guedes no km 290 se integrando com uma obra de do km 288. Já as passarelas que visam atender a comunidade local seriam construídas no km 289 +150 e no km 292+800.

Todas as propostas estão em análise e dependem do aval da ANTT. Em caso de aprovação, a Autopista estima uma período de 6 meses para desenvolvimento do projeto e um período de 24 meses para a conclusão de todas as obras.

MUNICIPALIZAÇÃO DO TRECHO DA BR DE TABOÃO

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Taboão da Serra quer municipalizar o trecho da Rodovia Régis Bittencourt, que corta toda a cidade. (Foto: Arquivo)

Em paralelo as propostas de macrodrenagem e da substituição das vias marginais é a “ganho” de parte da rodovia. Os 6,5 km de extensão inicial do trecho da rodovia que passa pelo largo de Taboão é, atualmente, regido sobe a condição de rodovia e, portanto, de responsabilidade da Autopista. Taboão da Serra reivindica a municipalização da área, com a intenção de tornar mais fácil a gestão e articular, por exemplo, a instalação de semáforos sem a necessidade de passar por todo um processo de adequação e instalação da Autopista.

Conforme relata o diretor-executivo da empresa que administra a via, a municipalização tem em vista a extensão da Linha 4-Amarela do metrô até para Taboão [sem data certa], que aumentaria em 120 mil ao dia o número de pessoas circulando pela região.

Sobre a municipalização, o presidente da Câmara de Taboão, Cido (DEM), que representou Taboão no evento, afirmou que é uma boa opção para o município, principalmente para quem reside na região do bairro São Judas. “Com a municipalização nós teremos vários acessos disponíveis com faróis e uma avenida que podemos dar uma grande qualidade para a cidade”, diz.

ELETROPAULO

Um problema que a representante da ANTT cobrou durante o evento, é a participação mais ágil da Eletropaulo em seu serviço. “Uma coisa que eu queria pedir, era o apoio precisamos da ajuda da Eletropaulo para a realocação da rede, se não a gente não vai conseguir cumprir os prazos. Para se ter uma ideia, o projeto de macrodrenagem, a Eletropaulo estava com cronograma de 1 ano. Com esse cronograma não dá para cumprir”, falou Natália.

O presidente do Conisud e prefeito de Itapecerica da Serra,  o Chuvisco, comentou sobre o impasse com a empresa que realiza a alimentação de energia da região. A Eletropaulo tem um problema de cronologia e programação e envolve quem detém o domínio de adentrar à BR 116. Há uma falta de entrosamento entre a Polícia Rodoviária e Eletropaulo.

*foto capa: Caique Francischetti

2 Responses

  1. Wigo disse:

    Taboão presizar de corredor de ônibus kizaemom ,Paulo Ayres,jose Maciel e rua do tesouro

  2. felix disse:

    Quem viver verá!! ahh como os administradores de taboão adooooram faróis!!! que maravilha pra não falar outra coisa!

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