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Paixão de Cristo reúne 15 mil e emociona em Taboão da Serra

Fé e emoção marcaram a 56ª Encenação da Paixão de Cristo de Taboão da Serra, na Sexta-feira Santa, dia 6, que durou quatro horas e relembrou a vida pública de ensinamentos, o calvário e a crucificação e ressurreição de Jesus, derradeiro ato que reuniu cerca de 15 mil pessoas. A primeira parte do mais tradicional espetáculo da cidade, que culminou com a condenação a morte na cruz, foi dramatizada em grandiosos cenários montados em frente ao parque das Hortênsias.

Na via crúcis por ruas do centro, as cenas de sofrimento de Cristo, com a cruz nos ombros e sob açoites, impressionaram. “Sinto muita tristeza, parece que está cortando a gente, que estamos sentindo na própria pele a dor. A vontade é de mudar a história, voltar no tempo e não deixar que o condenassem”, contou com os olhos cheios de lágrimas a dona de casa Elma Cajaiba, 38, moradora do Parque Regina (zona sul de São Paulo), que assistia pela primeira vez à encenação.

Sofrimento de Cristo na via crúcis emociona o público. (Foto: Adilson Oliveira)

“O sentimento é muito ruim, de muita tristeza”, disse a estudante Ingrid, 16, moradora do Intercap, no município. Embora “todo ano venho” para a encenação, a adolescente não conteve o choro ao ver a cena em que Jesus, muito castigado, sofreu a primeira queda ao chão com o lenho de 40 quilos. O calvário de Cristo foi acompanhado por cerca de 1.500 pessoas que seguravam velas acesas e cantavam hinos de meditação ou juntavam as mãos, em sinal de oração, em silêncio.

Após uma hora de flagelação a Jesus, o cortejo ganhou o morro do Cristo, onde moradores e visitantes se aglomeraram e formaram contingente de milhares de pessoas. O público acompanhou a representação do suicídio de Judas Iscariotes, enforcado em uma árvore, e o momento mais marcante da história, a crucificação seguida da ressurreição de Cristo, quando uma grande queima de fogos e uma chuva de papel picado encerraram a encenação – às 23h30.

“A história da Paixão não muda, mas, depende de como é contada, não deixa de ser fascinante. A emoção é indescritível, trata-se da maior personalidade da história da humanidade”, disse Heric Alvarez, 27, que viveu Jesus pelo segundo ano consecutivo – já interpretou Pilatos e o soldado Longinus –, há sete anos na montagem. Atuaram na encenação 120 atores e figurantes. A vice-prefeita Márcia Regina (PT) acompanhou. O prefeito Evilásio Farias (PSB) não esteve presente.

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Por Adilson Oliveira

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