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Prefeitura de Taboão não fornece remédios essenciais e deixa pacientes graves desassistidos

O governo Evilásio Farias (PSB) não fornece medicamentos essenciais para moradores de Taboão da Serra com doenças graves ou crônicas e progressivas, como mal de Parkinson, há pelo menos quatro meses. Sem remédios que retiravam, gratuitamente, na farmácia de alto custo da prefeitura, sob condição de cumprir exigentes procedimentos, os pacientes penam para dar continuidade ao tratamento, obrigados a recorrer a drogarias e pagar por medicamentos caros.

Paciente segura frasco vazio de medicamento que prefeitura não está fornecendo. (Foto: Adilson Oliveira)

Paciente segura frasco vazio de medicamento que prefeitura não está fornecendo. (Foto: Adilson Oliveira)

Um aposentado do Jardim São Salvador, na região do Pirajuçara, não consegue na prefeitura um medicamento à base de levodopa desde outubro do ano passado. Parkinsoniano que tem prescritos quatro comprimidos diários ou 120 por mês, ele vem desembolsando, em média, R$ 60 por semana ou R$ 240 ao final de 30 dias. “Recebo pouco mais de um salário mínimo, esse gasto é muito pesado, chego a passar necessidades”, diz o idoso de 75 anos, sem se identificar.

A situação é considerada tão inaceitável que um médico chegou a sugerir a um paciente que denunciasse a prefeitura por não fornecer medicamento indicado e prejudicar o tratamento que prescreve ao homem, que vinha se queixando da dificuldade em conseguir o remédio na unidade municipal. Em reunião com profissionais do hospital, representantes da Secretaria Municipal de Saúde foram instados a sanar o problema para não comprometer o atendimento realizado.

Setor da secretaria afirma que alguns dos medicamentos essenciais foram distribuídos até meados de novembro e alega que a entrega regular parou, em parte, devido a licitação “fracassada” – nenhum dos distribuidores participantes de concorrência teria se interessado em fornecer determinados remédios à prefeitura. Sem a garantia do fornecimento, diz ter requisitado a compra de 12 mil comprimidos de levodopa, por exemplo, para aquele mês até fevereiro agora.

Por compra direta, a prefeitura, porém, teria adquirido e fornecido em dezembro somente 40 vidros do medicamento, ou 1.200 comprimidos, 10% da quantidade solicitada. “Quando é assim, nossa requisição passa pelo departamento de compras, pelas finanças, é burocrático. Às vezes, pedimos 12 caixas, e vêm duas, nunca vem o total, na hora em que chegam os medicamentos é que ficamos sabendo. Enquanto isso, ficamos na esperança”, lamenta uma servidora.

albertotarifa_secretariosaudetaboao_2010A pasta afirma requisitar a quantidade de medicamentos conforme o número de cadastrados, mas muitos moradores podem não estar sendo atendidos por conta de as requisições, ao que tudo indica, estarem abaixo da demanda inscrita, outra situação grave. O Taboão em Foco teve acesso a relação oficial com 44 munícipes usuários de levodopa, mas a secretaria admite que não constam nomes de pacientes regulares, que a lista está defasada em torno de 30%.

Procurado, o secretário municipal de Saúde, José Alberto Tarifa [DESTAQUE], falou, contudo, não ter conhecimento da falta de remédios essenciais, entre eles também o carbidopa, na farmácia municipal. “Precisaria ver, não estou sabendo disso”, disse Tarifa, em contradição à fala de auxiliar de que o secretário “está ciente” da reclamação do médico de um paciente. Ele disse que após conversar com farmacêutica da pasta voltaria a falar com a reportagem. O contato não ocorreu.

Por Adilson Oliveira

2 Responses

  1. Nos postos de saúde da cidade, não tem médicos, não há remédios, não há seringas, não tem nada para o cuidar da saúde do povo, cadê o dinheiro da cidade prefeito Evilásio?

  2. André disse:

    Essa semana estava conversando com um amigo e ele me disse:
    “Se eu entrasse na política tbm passaria a mão, afinal se eu nao passar outro vem e passa,é um circulo vicioso”,disse ele.

    Mas eu pergunto: a custa de sangue?

    Quando forem no Rubaiyat e estiverem comendo que sintam a dor de muioas pessoas que pagam por isso.

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