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Priscila Sampaio promove ações em Semana de Valorização da Vida

Da assessoria da Câmara

Uma ampla discussão sobre suicídio, com foco na educação, acolhimento e prevenção, marcou a realização da 1ª Semana de Valorização da Vida, projeto de lei de autoria da vereadora Priscila Sampaio (PRB), que deve acontecer no mês setembro, quando se faz campanhas de prevenção aos casos de suicídio. Em cumprimento a lei a vereadora realizou blitzes com abordagem de várias pessoas na cidade e organizou palestras sobre o tema na quarta-feira, 6.

Vereadora Priscila Sampaio defendeu em evento na Câmara  que é preciso aumentar debate sobre suicídio e ajudar a prevenir casos.

Vereadora Priscila Sampaio defendeu em evento na Câmara que é preciso aumentar debate sobre suicídio e ajudar a prevenir casos.

“O suicídio ainda é um tabu. As pessoas sentem medo de falar sobre o assunto. Apesar de ser um tema muito delicado é preciso falar e orientar desde a infância, de forma preventiva e com informações que vão ajudar as pessoas. Nós ajudamos a divulgar o setembro amarelo e levamos informações sobre prevenção, inclusive mostrando que a fé é um caminho para cura”, afirmou a vereadora Priscila Sampaio.

A professora Doutora da USP, Elaine Gomes dos Reis Alves, membro do laboratório de estudos sobre a morte, orientou que é preciso abandonar o tabu que o envolve o tema do suicídio e tratar o assunto às claras, prestando atenção aos sintomas que vão desde a depressão, desvalorização da vida e supervalorização dos problemas e emoções negativas.  A especialista orientou que é preciso acolher, estender mão para ajudar, levando esperança às potenciais vítimas.

“Quem convive com pessoas que falam em se matar tem que dizer o quanto essa pessoa é importante. O suicida acredita verdadeiramente que a vida dos outros vai ficar melhor sem ele. Eles acreditam que não farão falta, que as pessoas o esquecerão rapidamente. Eles se sentem um fardo e é preciso dizer que não são. O suicídio marca uma família e não fica só numa geração. O risco de repetição é muito alto”, explicou a especialista.

A professora rebateu a ideia constante de que falar sobre o suicídio aumenta o número de casos afirmando que essa é a melhor forma de prevenir, já que é possível falar quais são os sinais.  “Um sinal muito forte é esse: quem fala faz. E se não fizer está pedido ajuda. Então ajude. Outro sinal é ficar dizendo o tempo todo que ela precisa desaparecer, postar no face ou nas redes sociais que tá difícil, que a vida da pesada, que não acordar no dia seguinte isso tudo é sinal”, ensina.

A professora relatou que graças a uma parceria entre o Centro de Valorização da Vida (CVV) e o Facebook permite que as pessoas informem na postagem de alguém que está pensando em se matar. É preciso acionar a ferramenta denunciar para encontrar as várias possibilidades, entre elas o suicídio.

“Bastar clicar em suicídio e você terá feito a denúncia. O denunciante receberá orientações do CVV e o denunciado será contatado pelo CVV  por meio do face. Ponto para o CVV, ponto para o face, ponto para você que denunciou e estará ajudando a salvar uma vida”, comemora.

Elaine Gomes dos Reis Alves explica que o suicídio tem muitas causas, e não existe culpado. “Quando alguém se mata a gente quer saber quem foi o responsável por aquilo. A verdade é que não existem culpados. O suicídio é resultado das construções feitas ao longo da vida”, finaliza.

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