Reunião na OHL abre nova discussão sobre retorno na Régis Bittencourt

Por Eduardo Toledo, da Câmara de Taboão da Serra

Uma comissão com oito vereadores se reuniu na última quarta-feira, dia 18, com a direção da OHL, empresa responsável pelo consórcio que administra a rodovia Régis Bittencourt. O motivo do encontro é o pedido da mudança do retorno no trevo que será construído na estrada, na altura do quilometro 277,6, em Embu das Artes. Segundo os parlamentares, a obra não beneficiará os motoristas de Taboão da Serra.

O pedido dos vereadores é que o novo retorno seja construído na altura do quilômetro 274 ou 275, para que os motoristas da cidade possam escapar no trânsito da avenida Paulo Ayres, no Parque Pinheiros. Esse é o único retorno utilizado atualmente por mais de 150 mil moradores e no horário de pico, o congestionamento no local é muito grande.

Participaram da reunião os vereadores José Macário, Paulo Félix, Wagner Eckstein, Alexandre Depieri, José Aprígio, Fausta dos Santos Leite, Cido e Olívio Nóbrega, que entregaram a Eneo Palazzi, diretor superintendente da OHL, um requerimento pedindo um estudo para a mudança do local do trevo. Ricardo Madalena, do DNIT e Nelson Bossolan, diretor executivo da OHL, também participaram do encontro.

Vereadores de Taboão se reúnem com representantes da OHL para discutir retorno na Régis Bittencourt. (Foto: Divulgação / CMTS)

O pedido dos vereadores passa por alguns entraves, segundo Palazzi. De acordo com o superintendente, o local onde está prevista a construção do novo retorno atende a uma série de normas técnicas. “Nos quilômetros 274 e 275, não temos como fazer um trevo dessa dimensão, teríamos que desapropriar muita coisa”, lembra.

Outro empecilho apontado por Palazzi é a questão do PER (Plano de Exploração de Rodovias) que prevê a construção do retorno no quilômetros 227,6. “Essa mudança precisa ser aprovada pela ANTT, precisamos da autorização deles para qualquer mudança nos projetos”, avisa o superintendente.

Os vereadores conheceram de perto o projeto de construção do trevo rodoviário e todos foram unânimes em dizer que, do jeito que está, não irá beneficiar os motoristas de Taboão da Serra. “Temos que achar algumas soluções que contemplem toda a região, porque o trânsito na Régis Bittencourt atrapalha a vida de todos os moradores, inclusive de outras cidades que passam por esse trecho”, afirmou Macário, presidente da Câmara.

Reunião

Para discutir a questão de forma regional, os parlamentares marcaram uma reunião na próxima quarta-feira, dia 25, com o prefeito de Embu das Artes, Chico Brito. A iniciativa busca ampliar o debate sobre a construção do novo retorno de uma forma que beneficie os moradores das duas cidades.

Algumas soluções para o entrave foram apresentadas pelos vereadores, a construção de passagens sobre a rodovia, como viadutos menores, também pode ser uma solução. A ideia é fazer dois viadutos, um na altura da avenida Castelo Branco, no Pq. Laguna, ligando a região a estrada Benedito Cesário de Oliveira e outro, próximo ao Jardim Iolanda, para unir o bairro com a Vila Indiana.

Após a reunião com o prefeito Chico Brito, os vereadores irão até a ANTT, em Brasília, levas as reivindicações de Taboão da Serra em relação ao PER e a construção dos novos retornos.

Este anúncio custou aos cofres públicos municipal a quantia de R$ 1.100,00.