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Sessão extraordinária atrasa, atrapalha audiência de segurança e vereadores não votam nada

Por Allan dos Reis, no Jardim Helena

A reunião (sessão) extraordinária realizada nesta quinta-feira (21) começou com quase duas horas de atraso, terminou sem votação e ainda culminou com o cancelamento de uma audiência pública que discutiria a violência nas escolas. Nem mesmo o requerimento que solicita o adiamento da retirada dos vendedores ambulantes foi votado porque os vereadores perderam o tempo.

Sessão extraordinária começou com quase duas horas de atraso.

A convocação era para analisar os vetos do prefeito Fernando Fernandes (PSDB) de emendas que levam uma série de benefícios aos servidores municipais, como aumento salarial, que já estava previsto no orçamento original, vale refeição, verbas para criação do bilhete único entre outras.

Porém, a primeira parte da sessão girou em torno da iminente retirada dos camelôs de alguns pontos do município como a Estrada Kizaemon Takeuti, a região central e próxima à empresa Sercom. Os vereadores do Bloco Independente e Harmônico (BIH) fizeram até um requerimento, mas não se atentaram ao horário e ‘esqueceram’ de votar.

O presidente da Câmara, Marcos Paulo (PPS), tentou jogar os camelôs contra os vereadores governistas. “Me surpreende que tenha vereador que não assina [o requerimento] por 90 dias. Vocês [camelôs] vão sair e dizer quem são os vereadores que estão do lado de vocês”, disse Paulinho.

Presidente da Câmara, Marcos Paulo mostra requerimento e pede assinaturas, mas deixa tempo estourar sem votação.

O vereador Eduardo Nóbrega (PSDB) também fez apelos para outros vereadores da base assinassem. De forma quase didática, explicou a respeito do processo, que teve inicio em 2016 com um inquérito civil no Ministério Público após uma denúncia, mas “não há pedido ou ordem [explícita] para retirada desses trabalhadores”.

Do lado governista, apenas Ronaldo Onishi (SD) entrou no tema e refutou que o prefeito esteja contra os ambulantes e disse que trabalharia para marcar reunião com o prefeito e os atingidos.

Vendedores ambulantes pedem ajuda da Câmara para não serem ‘despejados’ de seus pontos.

Na segunda parte da sessão, apenas a vereadora Érica Franquini (PSDB) discutiu a respeito dos vetos às emendas feitas no orçamento. “Não podemos aceitar porque está indo contra tudo que nós queremos a favor do povo. Contra o aumento ao funcionário público, que está 20 anos sem reajuste. Contra o bilhete único, contra a UBS do Parque Laguna, que a gente deixou dinheiro reservado para construir, está contra o gradil do [Córrego Pirajuçara no Jardim] Clementino do Moreira. Não podemos deixar esse veto assim”, discursou.

Sem votar nada, o presidente Marcos Paulo encerrou a sessão. “Estouramos o prazo da sessão de hoje e reabriremos nova sessão na terça-feira em horário normal para avaliarmos requerimentos e também o veto de todas as emendas pelas quais lutamos. E chegou a hora de cada um manifestar, se é favorável ou contrário ao funcionalismo”, diz.

Enquanto os vetos não forem apreciados, nenhum projeto de lei – incluindo o aumento para o funcionalismo – pode ser votado na Câmara.

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