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Sob plateia formada por GCMs, audiência pública na Câmara tem confronto entre secretário de segurança e oposição

Por Gilmar Júnior, no Jardim Helena

A audiência de prestação de contas da Comissão de Segurança teve, além da confirmação do prefeito de que a aposentadoria especial para guardas civis metropolitanos vai se manter, um confronto entre o secretário de segurança contra a oposição, na última sexta-feira, dia 17. O secretário Gérson Brito retrucou as cobranças feitas pelos vereadores Luiz Lune (PC do B) e Professor Moreira (PT) e o plenário virou palco de ataques pessoais.

Como permite o regimento interno, os vereadores possuem o direito de falar em tribuna em caso de audiência pública. Além da maioria da base governista que falou em apoio ao prefeito Fernando Fernandes, a oposição, teve a chance de emitir opiniões e cobrar o secretário Brito.

Bate boca entre o secretário Gerson Brito e os vereadores Luiz Lune e Professor Moreira na audiência da segurança na Câmara. (Fotos: Divulgação / CMTS)

Bate boca entre o secretário Gerson Brito e os vereadores Luiz Lune e Professor Moreira na audiência da segurança na Câmara. (Fotos: Divulgação / CMTS)

No primeiro embate, Luiz Lune e Gerson Brito tiveram um rápido bate-boca. O debate começou quando o secretário falou que o vereador foi ao seu gabinete pedir favores. Quando teve a oportunidade de falar, Lune citou a fábula do personagem Pinóquio e o ilusionista húngaro Harry Houdini em uma breve alfinetada ao secretário. Ao término de seu discurso Lune foi aplaudido pelos quase cem GCMs que compareceram a audiência, ao defender o aumento salarial à categoria.

Logo após Lune, foi a vez do vereador petista ter a palavra e fazer suas cobranças. Morador do Clementino, Moreira pediu mais segurança e maior atenção para o bairro que fica na zona limítrofe à capital paulista. Outro pedido do vereador foi o de maior educação ao trato com a corporação.

“A educação é algo muito importante e vem de casa. Quando eu vou repreender um filho meu, eu o chamo e o converso com ele. Chegou aos meus ouvidos que o senhor estaria repreendendo GCMs pelo rádio na frente de toda a corporação (de maneira constrangedora). Um guarda que trabalha armado não pode ser tratado assim e pode perder as estribeiras em uma operação de alto risco. Eu gostaria de solicitar ao senhor que revisse isso”, disse o oposicionista que endossou o pedido de aumento salarial à categoria, que não possui reajustes há 18 anos.

O secretário não deixou por menos e falou que antes do vereador Moreira pedisse educação ele também teria que ter, já que esteve envolvido em um caso de abordagem da Guarda Municipal. Conforme relatou Brito, o sobrinho, menor de idade, do vereador foi abordado por uma equipe da GCM por estar com o som do carro alto e ao ver a ação, desdenhou e disse “que não ia ser nenhum guardinha que iria prender seu sobrinho”, retrucou. Assim como Brito negou que tenha constrangido a corporação, Moreira também negou que tenha falado de tal forma com a GCM.

Após as réplicas e tréplicas, tanto o secretário quanto os vereadores da oposição pediram desculpas pelos ataques e apertaram as mãos.

 

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