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Taboão da Serra, uma cidade laica?

Por Wanderley Bressan*

O ex-professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra, em seu livro “Deus – um delírio” aborda de forma pra lá de assertiva a condição de extrema proteção que as religiões usufruem em nossa sociedade. O estudioso chega a citar uma situação no ano de 2006 quando o jornal dinamarquês Jyllands – Posten publicou doze caricaturas do profeta Maomé. Três meses após a publicação um dossiê elaborado por um grupo de islâmicos, que moravam na Dinamarca, começou a circular por toda a Europa mobilizando boa parte da comunidade mulçumana. Em pouco tempo a informação alcança o Oriente Médio e um grupo religioso do Paquistão chega a oferecer 1 milhão de dólares pela cabeça do cartunista Dinamarquês.

Confesso que já me peguei refletindo sobre esta questão várias vezes, e nesta situação em especial, fico pensando se a mesma movimentação contra um jornal ou um cartunista se daria, se as caricaturas fossem de um político ou de um artista por exemplo. A meu ver, fica mais do que claro que criamos em nossa sociedade uma superproteção das religiões a ponto de colocá-las em posição superior de tudo e de todos. Ora, mantemos com convicção a ideia de que os princípios religiosos são “sagrados, santos”, ou algo assim. Isso na prática significa que “Essa é uma ideia ou uma noção que você não pode falar mal, simplesmente não pode. Por que não? Porque não e pronto!”. Se alguém vota em um partido político, ou torce para um time de futebol diferente do seu, você pode discutir o quanto quiser, qualquer pessoa pode apresentar argumentos, e ninguém sairá ofendido. Mas, se alguém disser “Não posso apertar o interruptor da luz no sábado”, você diz: “Eu respeito isso”.

Deste modo fica mais do que nítido, a extrema e excessiva proteção privilegiada que as religiões mantêm em nossa sociedade. Mas é possível viver com esta situação, depois de tanto tempo de protecionismo, afinal de contas as religiões cumprem um papel apenas filosófico e religioso em nossa sociedade. NÂO! O setor religioso, ao longo das últimas décadas, se articula para se intrometer em tudo e na vida de todos. Em especial, gostaria de citar a intervenção orquestrada que as religiões operam no setor político. Em Taboão da Serra, acabamos de eleger uma bancada religiosa recheada de 4 vereadores. Isto representa aproximadamente 1/3 do Poder Legislativo Municipal.

Câmara de Taboão da Serra terá quatro vereadores ligados as igrejas evangélicas na legislatura 2013-2016. No plenário, as bandeiras do Brasil, do Estado de São Paulo e a cruz como símbolo religioso.

Diante desta conjuntura é impossível não se questionar. Qual será a real contribuição destes mandatos “religiosos” para a cidade? A impressão que fica no ar é que as igrejas que os elegeram são vítimas de um governo e uma sociedade intolerante, e como resultado de uma articulação legítima e heroica, ocupam os poderes da cidade a fim de se proteger do preconceito religioso.

A grande realidade é que, na prática, a lógica se inverte e existe uma grande probabilidade da bancada religiosa operar com o intuito de potencializar o protecionismo acerca das entidades religiosas que os mantém politicamente, inferiorizar todos os outros espaços religiosos que, de uma forma ou de outra, os ameaçam filosoficamente e, ainda, meter o bedelho em assuntos que envolvem a sociedade como um todo, e que envolvem inclusive pessoas que fizeram a opção de não acreditar ou ter fé em nada.

Poderemos assistir em Taboão da Serra, a mesma intervenção desqualificada e encoberta de argumentos imaginários, lendários e folclóricos acerca de assuntos que estão na primeira ordem do Congresso Nacional como o direito reprodutivo, diminuição da maioridade penal e o direito homoafetivo. O Congresso Nacional, que faz coro ao Poder Legislativo de nossa cidade, possuindo um verdadeiro arsenal de parlamentares “Padres e Pastores”, cumprem um papel de inutilidade pública ao esbravejar suas visões conservadoras, machistas, racistas, sexistas e homofóbicas.

Por fim é sempre importante ressaltar que a Constituição Brasileira de 1988, diz em seu artigo 19, o seguinte: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.” Com base nesta disposição, o Estado brasileiro foi caracterizado como laico, palavra que, conforme o dicionário Aurélio, é sinônimo de leigo e antônimo de clérigo (sacerdote católico), pessoa que faz parte da própria estrutura da Igreja. Neste conceito, Estado leigo se difere de Estado religioso, no qual a religião faz parte da própria constituição do Estado.

Oremos e rezemos para que nossa cidade não se renda ao fundamentalismo religioso, e não se estagne ao conservadorismo que fez e faz diversas vítimas marginalizando pessoas e privando direitos aos mais diversos segmentos de nossa humanidade.

*Wanderley Bressan24, é formado em Relações Públicas pela UNISA, pós-graduando em Gestão Pública pela Fundação Escola de Sociologia e Política de SP e presidente da ONG DIVERSITAS, responsável pela Parada Gay em Taboão da Serra. Em 2012 foi candidato a vereador e teve 1.485 votos.

* Qualquer cidadão ou entidade pode publicar os seus textos, reclamações e fotos no Espaço Aberto. Participe!

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22 Responses

  1. Pablo disse:

    Paulo Mori,

    Seu texto é horrendo e uma bagunça só. Às vezes somente o canudo não quer dizer nada. Texto cheio de citações sem aspas, onde não se consegue visualizar onde entra exatamente a SUA opinião.
    Na próxima vez faça um texto próprio e mande para o Allan pra você poder aparecer com todas as suas condecorações, que me parecem terem sido obtidas na PUC ou na Mackenzie. (AFF)
    E lhe digo mais, procure ler textos que lhe instruem e não que o destrua. Esse texto do Pe. Luiz Carlos é lamentável, repleta de erros e preconceito. Imagina fazer uma analogia entre homossexuais e drogados, como se os primeiros fossem doentes ou com algum “vício”. Utilizar-se de palavras (homossexualismo) que não correspondem, hodiernamente, aos seus significados. A utilização desses termos denotam pouco – ou nenhuma – propriedade sobre o assunto, pois é mais fácil criticá-lo a conhecê-lo. Tudo isso seria cômico se não fosse trágico, perpetuadores de opiniões racistas e homofóbicas.
    Infelizmente, há pouco tempo que as situações de mulheres, negros, homossexuais e demais marginalizados da sociedade começaram a mudar; e a religião que sempre foi o “ópio do povo” entrar em conluio com a política (que convenhamos, é algo que não cheira bem no Brasil), juntos, não se pode esperar coisa boa.
    Enfim, há sim a necessidade de criar leis que protejam e que situem os marginalizados dentro da sociedade sem subvertê-los aos históricos e – infelizmente – contemporâneos acontecimentos que deveriam ser arcaicos. Desta forma, ou com este pensamento, a religião não ajudará no progresso deste ou de qualquer outro país, como têm sido feito desde a história da civilização. Não é mesmo, historiador Paulo?

    Parabéns, Wanderley, pelo assunto abordado. Nunca é fácil hastear esta bandeira dentro deste imbróglio país com sua laicidade(tsc tsc).

    Meu pêsames, Paulo. Espero que evolua algum dia.

    Pablo

    Formado em blá blá blá blá.

  2. Rita Ribeiro disse:

    Paulo Mori,

    Deveria saber que existem pessoas que optaram por não acreditar em nada ou/e ninguém. Essas pessoas tem todo o direito de fazer a crítica de ter politicos que irão se comportar a partir de suas crenças religiosas, que nada diz a quem não acredita em nada.

    Estado Laico já!

  3. Paulo Mori disse:

    Política e Religião

    Uma das mais importantes conquistas democráticas no mundo contemporâneo é a separação entre religião e política. Não é que não tenham nada a ver, mas as relações políticas, sociais, cívicas, não podem ser orientadas pelas opções religiosas. Os Estados democráticos são Estados laicos.
    Todos devemos ser iguais diante das leis, sem influência de nossas opções individuais – religiosas, sexuais, de diferenças étnicas, etc. Somos diversos nas nossas opções de vida, mas devemos ser iguais nos nossos direitos como cidadãos.
    Os Estados religiosos – sejam islâmicos, sionistas ou outros – fazem das diferenças religiosas elementos de discriminação política. Xiitas e sunitas têm direitos distintos, conforme a tendência dominante em países islâmicos. Judeus e árabes são pessoas com direitos totalmente distintos em Israel. Para dar apenas alguns dos exemplos mais conhecidos.
    Um Estado democrático, republicano, é um Estado laico e não religioso, nem étnico. Que não estabelece diferenças nos direitos pelas opções privadas das pessoas. Ao contrário, garante os direitos às opções privadas das pessoas. Nestas deve haver a maior liberdade, com o limite de que não deve prejudicar a liberdade dos outros de fazerem suas opções individuais e coletivas.
    Por razões de sua religião, pessoas podem optar por não fazer aborto, por não se divorciar, por não ter relações sexuais senão para reprodução, por não se casar com pessoas do seu mesmo sexo. São opções individuais, que devem ser respeitadas, por mais que achemos equivocadas e as combatamos na luta de idéias. Mas nenhuma religião pode querer impor suas concepções aos outros – sejam de outras religiões ou humanistas.
    A educação pública deve ser laica, respeitando as diferenças étnicas, religiosas, sexuais, de todos. Os que querem ter educação religiosa, devem tê-la em escolas religiosas, conforme o seu credo. Os recursos públicos devem ser destinados para as escolas públicas.
    Da mesma forma a saúde pública deve atender a todos, conforme suas opções individuais, sem prejudicar os direitos dos outros.
    A Teologia da Libertação é um importante meio de despertar consciência social nos religiosos, como alternativa à visão tradicional, que favorece a resignação (esta vida como “vale de lágrimas”, o sofrimento como via de salvação). Mas não pode tentar impor visões religiosas a toda a sociedade que, democrática, não opta por nenhuma religião. Os religiosos devem orientar seus fieis, conforme suas crenças, mas não devem tentar impor aos outros suas crenças.
    Religião e política são coisas diferentes. A opção religiosa ou humanista é uma opção individual, da mesma forma que as identidades sexuais, as origens étnicas ou outras dessa ordem.
    Misturar religião com política, ter Estados religiosos – Irã, Israel, Vaticano, como exemplos – desemboca em visões ditatoriais, até mesmo totalitárias. Na democracia, os direitos individuais e coletivos devem ser garantidos para todos, igualmente. Ninguém deve ter mas direitos ou ser discriminado, por suas opções individuais ou coletivas, desde que não prejudique os direitos dos outros.
    Que possamos ser diversos, desde que não prejudiquemos aos outros. Iguais, nos direitos e nas possibilidades de ser diferentes. Diferentes sim, desiguais, não.
    Emir Sader

    Religião

    Rousseau conclui seu “Contrato social” com um capítulo sobre religião. Para começar, Rousseau é claramente não hostil à religião como tal, mas tem sérias restrições contra pelo menos três tipos de religião. Rousseau distingue a “religião do homem” que pode ser hierarquizada ou individual, e a “religião do cidadão”.
    A religião do homem hierarquizada é organizada e multinacional. Não é incentivadora do patriotismo, mas compete com o estado pela lealdade dos cidadãos. Este é o caso do Catolicismo, para Rousseau. “Tudo que destrói a unidade social não tem valor” diz ele. Os indivíduos podem pensar que a consciência exige desobediência ao estado, e eles teriam uma hierarquia organizada para apoiá-los e organizar resistência.
    O exemplo de religião do homem não hierarquizada é o cristianismo do evangelho. É informal e não hierarquizada, centrada na moral e na adoração a Deus. Esta é, com certeza, para Rousseau, a religião em que ele nasceu e foi batizado, o calvinismo.
    De início Rousseau nos diz que esta forma de religião é não somente santa e sublime, mas também verdadeira. Mas a considera ruim para o Estado.
    Cristandade não é deste mundo e por isso tira do cidadão o amor pela vida na terra. “O Cristianismo é uma religião totalmente espiritual, preocupada somente com as coisas do céu; a pátria do cristão não é deste mundo”. Como consequência os cristãos estão muito desligados do mundo real para lutar contra a tirania doméstica. Além disso, os cristãos fazem maus soldados, novamente porque eles não são deste mundo. Eles não irão lutar com a paixão e patriotismo que um exército mortífero requer.
    Do ponto de vista do estado, e este é o aspecto que mais interessa a Rousseau, a religião nacional ou religião civil é a preferível. Ele diz que “ela reúne adoração divina a um amor da Lei, e que, em fazendo a pátria o objeto da adoração do cidadão, ela ensina que o serviço do estado é o serviço do Deus tutelar.”
    A religião do cidadão é o que na sua época chamava-se também “religião civil”. É a religião de um país, uma religião nacional. Esta ensina o amor ao país, obediência ao estado, e virtudes marciais. A religião do império romano é seu exemplo.
    No entanto, pelo fato mesmo de que serve ao Estado, a religião civil será manipulada segundo certos interesses, e por isso, diz Rousseau, “ela está baseada no erro e mentiras, engana os homens, e os faz crédulos e supersticiosos”. E diz mais: a religião nacional, ou civil, faz o povo “sedento de sangue e intolerante”.
    Rousseau apresenta então sua proposta. Deveria ser concedida tolerância a todas as religiões, e cada uma delas conceder tolerância às demais.
    Mas ele quer a pena de banimento para todos que aceitarem doutrinas religiosas “não expressamente como dogmas religiosos, mas como expressão de consciência social”.
    O Estado não deveria estabelecer uma religião, mas deveria usar a lei para banir qualquer religião que seja socialmente prejudicial. Para que fosse legal, uma religião teria que limitar-se a ensinar “A existência de uma divindade onipotente, inteligente, benevolente que prevê e provê; uma vida após a morte; a felicidade do justo; a punição dos pecadores; a sacralidade do contrato social e da lei”.
    O fato de que o estado possa banir a religião considerada anti-social deriva do princípio de supremacia da vontade geral (que existe antes da fundação do Estado) à vontade da maioria (que se manifesta depois de constituído o Estado), ou seja, se todos querem o bem estar social, e se uma maioria deseja uma religião que vai contra essa primeira vontade, essa maioria terá que ser reprimida pelo governo.
    Refugiado em Neuchatel, ele escreveu Lettres ecrites de la Montagne (Amsterdam, 1762), no qual, com referência à constituição de Genebra, ele advogava a liberdade de religião contra a Igreja e a polícia. A parte mais admirável nisto é o credo do vigário da Saboia, Profession de foi du vicaire savoyard, no qual, em uma frase feliz, Rousseau mostra uma natural e verdadeira susceptibilidade para a religião e para Deus, cuja onipotência e grandeza são, para ele, publicamente renovadas cada dia.

    O perigo do PLC 122/2006
    (um perigo mais iminente do que o da legalização do aborto)
    A preciosa visita do Santo Padre Bento XVI ao Brasil ( 9 a 13 de maio de 2007) fez despertar a consciência pró-vida em nossa pátria e deixou constrangido o presidente Lula e o Ministro da Saúde José Gomes Temporão por seus posicionamentos favoráveis ao aborto. Para protestar contra sua legalização, já no dia anterior ao da chegada do Papa (8 de maio) uma multidão de cerca de 3000 pessoas reuniu-se em Brasília, na Praça dos Três Poderes portando faixas e cartazes.
    No entanto, há um atentado à vida e a família bem mais iminente do que a legalização do aborto, e que tem suscitado tímidas reações entre os cristãos. Trata-se do projeto de incriminar a “homofobia”, ou seja, de punir como criminosos todos aqueles que criticam o homossexualismo.
    A história do projeto
    No dia 07/08/2001, a deputada Iara Bernardi (PT/SP) apresentou na Câmara um projeto que “determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual [1] das pessoas”. Em 23/11/2006, ele foi aprovado pela Câmara e encaminhado ao Senado. Ao chegar ao Senado, o projeto recebeu o número PLC 122/2006 [2] e, no dia 07/02/2007, foi encaminhado ao gabinete da Senadora Fátima Cleide (PT/RO), designada como relatora na Comissão de Direitos Humanos (CDH). No dia 07/03/2007, a relatora apresentou voto favorável à aprovação do projeto. A proposição já estava pronta para a pauta quando a relatora, em 15/03/2007, pediu a sua retirada para “reexame da matéria”. Foi uma retirada estratégica, pois o Senado estava recebendo várias mensagens de protesto. No entanto, o projeto pode ser votado — e aprovado — a qualquer momento. O presidente Lula tem especial interesse em sancioná-lo, uma vez que, quando candidato, dedicou 14 páginas a um caderno em que se comprometia promover o homossexualismo, caso fosse reeleito. [3] O perigo é iminente, mas parecemos estar “deitados eternamente em berço esplêndido”.
    O que já está acontecendo
    Muito diferentes dos homossexuais que, angustiados, procuram o sacerdote para obter o perdão de seus pecados e o auxílio para abandonar seu vício, os homossexuais militantes orgulham-se de sua prática antinatural e têm sido autores de graves perseguições religiosas. Em 10 de abril deste ano, a BBC noticiou que o arcebispo de Gênova (Itália), presidente da CEI (Conferência Episcopal Italiana) foi colocado sob escolta policial depois de ter recebido ameaças de morte de ativistas homossexuais. [4] Na Inglaterra, o bispo anglicano de Hereford, Anthony Priddis, está sendo processado por ter-se recusado a empregar um homossexual declarado (lá foi aprovada a “Lei de Orientação Sexual”, semelhante àquela que nosso presidente pretende sancionar). [5] Na Suécia, em julho de 2004, o pastor Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão contra o homossexualismo. [6] No Brasil, em 2004, o arcebispo emérito do Rio de Janeiro Dom Eugênio Sales foi ameaçado com uma enxurrada de processos vindos de homossexuais, incomodados por artigos de jornal que criticavam suas condutas.
    Logo no primeiro dia da visita do Santo Padre ao Brasil (09/05/2007), “cerca de 350 integrantes de movimentos de gays e simpatizantes da Bahia, liderados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) […] ocuparam as escadarias da Catedral da Sé, no Centro da Capital Baiana, e queimaram uma foto ampliada do pontífice. Além disso, promoveram um apitaço, estendendo faixas com mensagens de protesto contra a presença do pontífice. Na maior das faixas, lia-se: ‘Papa Bento XVI, chega de inquisição! O amor não tem sexo!’.” [7]
    O governo Lula tem empregado maciçamente o nosso dinheiro para a promoção do homossexualismo. A frase a seguir é de um líder homossexual e refere-se ao montante investido no programa “Brasil sem homofobia”:
    “Da proposta inicial do governo de R$ 400 mil, nós conseguimos aumentar este valor para R$ 8 milhões. Atualmente, esse é o orçamento inteiro do programa, mas que ainda é insuficiente para atender a demanda que temos no país”. [8]
    O que está para acontecer
    A lei que pretende conceder privilégios ao homossexualismo, criando a figura penal da “homofobia”, está muito longe de ser inofensiva. Já agora os homossexuais militantes, organizados em associações, com o apoio do governo e o aplauso dos meios de comunicação social, vêm obtendo, junto ao Judiciário, indenizações por “danos morais”, pensão alimentícia após a morte do “companheiro” e inclusive o direito de adotar crianças! Há juízes e tribunais decidindo contra a lei, à semelhança daqueles que “autorizam” a prática de um aborto de bebê anencéfalo.
    O PLC 122/2006, se convertido em lei, conforme compromisso do presidente, acarretará uma perseguição religiosa sem precedentes em nosso país. Vejamos:
    • A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) por homossexuais (art. 7°).
    • Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. 4°).
    • A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo 8°, (“ação […] constrangedora […] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”).
    • A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5 anos de reclusão (art. 5°)
    O cerne da questão
    No entanto, as conseqüências acima (que já são realidade em países que aprovaram leis semelhantes) não são o principal motivo pelo qual o PLC 122/2006 deve ser rejeitado. O cerne da questão não está nas perseguições que hão de vir caso a proposta seja convertida em lei.
    O motivo central pelo qual esse projeto deve ser totalmente rejeitado é que ele pretende dar direitos ao vício. O homossexualismo não acrescenta direitos a ninguém. Se um homossexual praticante tem algum direito, conserva-o apesar de ser homossexual, e não por ser homossexual. O mesmo se pode dizer de qualquer outro vício. O bêbado, o adúltero, a prostituta… só têm direitos como pessoas, mas não por causa da embriaguez, do adultério ou da prostituição.
    O homossexual, por ter escolhido livremente praticar esse vício, deve arcar com o ônus de sua opção. Não pode exigir que um seminário o acolha para que ele se torne sacerdote. Nem pode querer impedir que, em uma homilia, um pregador reprove sua conduta. Não pode queixar-se de seu empregador querer demiti-lo temendo a corrupção moral de sua empresa. Não pode exigir que um juiz da infância lhe dê uma criança para adotar. Não pode obrigar uma mãe de família a confiar nele para cuidar de seus bebês. Não pode forçar a população a tolerar seus atos de obscenidade praticados em público.
    A simples promulgação dessa lei (Deus não o permita!), independentemente de qualquer efeito persecutório, será uma horrenda mudança qualitativa em nossa legislação. Se aprovada essa lei, por ação ou omissão dos brasileiros, este país ter-se-á rebelado contra Deus, transformando em direito aquele pecado “muito grande” (Gn 18,20) que clamava aos Céus por castigo. É de se temer que nossa pátria tenha um destino semelhante ao que teve a cidade de Sodoma (Gn 19).
    Anápolis, 19 de maio de 2007
    Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
    Presidente do Pró-Vida de Anápolis

    Seria esta imagem que o Senhor Gostaria que estivesse pendurada como símbolo da Câmara Municipal?

    O Senhor Cita no 7º parágrafo a constituição, mas não escreve o texto na sua integra e cita somente o que lhe convém como é comum entre seus pares; não quero desrespeitar vossa senhoria, mas o Senhor Deveria aceitar o que as urnas lhe mostraram, e mais uma informação o Sr deveria estar preocupado pelo menos com mais 7 vereadores que tem formação cristã. Tenha certeza que os vereadores evangélicos eleitos não vão trabalhar só para os evangélicos, pois tiveram votos dos católicos, espíritas Kardecistas, do candomblé e umbanda etc, por isto tenha certeza que vão trabalhar por todos na cidade.

    É importante destacar que a Constituição Federal de 1988, em seus artigos 5o, Inciso: VI, e, 19, inciso I, respectivamente, estabelecem a liberdade religiosa, garantindo a liberdade de culto, independente do credo, e respeito aos locais de culto, na forma da lei, e, a separação do Estado e Igreja, em nosso país.
    Isso implica dizer que o Estado brasileiro, desde 1891, com a instituição da república é laico, não tendo poder de intervir, para criar obstáculos ou facilitar qualquer confissão religiosa, mas não só pode, como deve, prerrogativa concedida pela sociedade civil organizada, manter a paz social, no respeito a toda e qualquer manifestação de fé, desde que atendidos os preceitos legais.

    Código Penal brasileiro, artigo. 208, “…impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso…”.
    A lei visa exatamente proteger as igrejas evangélicas, os templos católicos, as sinagogas, as mesquitas, os centros espíritas, os terreiros de umbanda, os recintos orientais, bem como os diversos locais, públicos ou privados, onde se pratica o culto religioso, e o judiciário brasileiro esta cada vez mais atento ao desrespeito aos direitos fundamentais do cidadão, inclusive quanto a livre expressão de sua espiritualidade.
    Justamente por isso, as penas relativas ao desrespeito à manifestação religiosa, se aplicam para todos os cidadãos, que se proponham a desrespeitar uma crença, seja ela evangélica, espírita, católica, judaica, muçulmana, oriental etc.

    Profº Paulo Mori
    Bacharel Teologia
    Graduado Filosofia
    Graduado Pedagogia
    Graduado Historia
    Jornalista MTB nº 67.850 SP
    Técnico Eletrônico – CREA nº 5061678300
    Inspetor Técnico da Câmara de Elétrica do CREA TS
    Pós Graduado Docência do Ensino Superior
    Pós Graduado Gestão Escolar
    Vice Presidente do SINDINSTAL

  4. josé disse:

    Quanta idiotice,vocês deveriam ter vergonha desse artigo,
    pois Deus é Fiel, arrependam-se, antes que seja tarde demais,Jesus esta voltando,volte para ele.todos os lideres são e foram e sera levantado por Deus.

  5. Parabéns pelo ótimo texto Wanderley!

    Não o conheço pessoalmente, mas após esta bela contribuição ao debate de nossa cidade passarei a acompanhar seu trabalho com carinho. Sou cristão, sigo os preceitos do espiritismo kardecista, mas concordo plenamente com Vossas palavras. Acredito que as igrejas, seitas e/ou grupos religiosos devem voltar-se a melhora da conduta moral de seus membros, ao invés de articulações políticas visando atingir o poder. Novamente o parabenizo pelas belas palavras. Siga em frente meu amigo! Tenha certeza que uma multidão, talvez silenciosa, mas muito amiga e do bem com certeza estará ao seu lado.

  6. Você Wanderley deveria saber perder.

  7. Eu aceito críticas a opinião que expresso, agora, queria que o amigo do taboão se identificasse para que façamos um debate sadio e propositivo; essa promessa da hora extra é mais do mesmo, nunca disse que esse prefeito foi o bonzinho com os servidores, nem o anterior mais a ira contra quem tem lado fala mais alto agora. Todos esses prefeitos achataram o salário dos servidores,quem tinha uma proposta responsável era o pt, mas as circunstâncias não permitiu a candidatura, então é esperar os dias que virão, vamos ver se serão melhores…

  8. Luciano Limeira, acho que vc está extremamente equivocado, ou seu senso de interpretação não está apurado.

    Sou diretora da ong diversitas, ajudo na organização da Parada Gay, mas esse artigo nada tem a ver com a pauta lGBT. Este artigo chama a atenção para o cumprimento de um artigo constitucional que não é cumprido neste país, que é a questão da laicidade do estado. Acho que precisa se atualizar um pouco mais sobre as discussões do país.

  9. taboao disse:

    Ao comentário do Sr mauricio,não venha aqui falar de direita,esquerda ou centrão,pois vc como porteiro q é passou os últimos 07 anos e 10 meses dizendo amém aos desmandos da atual gestão,então não venha falar q o Fernando é de direita,pois isso não está em discussão,vc conspirou contra o funcionalismo,inclusive nós vigias q tivemos nossas 60 horas afanadas por vcs do pt,agora vc e seus militantes,diga-se Wagner Eckestein voltarão a criticar o próximo prefeito,mas esquece q os funcionários não cairão mas nas suas favas.

  10. Bobagem abordar esse tema. Falta de criatividade, lá vem os gays chogando pedras nas articulações religiosas… Para que estabelecer conflito em algo que é de ordem natural e imutável?

  11. patricia disse:

    Parabéns wandy!É lamentavel mais enquanto os evagelicos se unem e mostram seu poder…os candomblecistas e umbandistas brigam por hierarquias de dentro de suas casas e se fecham de seus portões para dentro….

  12. Roberto disse:

    Esta eleição eu estava com esperança que os eleitores iriam votar conscientemente, por causa da calamidade moral em que se encontra nosso município de Taboão da Serra, mas o que pude presenciar foi gente vendendo seu voto por $$$$. Sintetizando, o povo merece sofrer e não pode reclamar de + nada.

  13. PROF NOEL disse:

    nobre amigo muito boa matéria esta de parabéns
    axé !!!!!

  14. Paty disse:

    Parabêns Wandy acredito eu que o ano que vem , não terá mais sessão as terças feira e sim cultos evangelicos isso é ridiculo. misturarem religião com politicA;

  15. Sou ateu. As religiões, todas elas, nasceram da cabeça de um espertinho, que vendo um apavorado por causa de um raio, aproveitou esse momento e ganhou o trouxa!!! E aí cresceu muito o número de trouxas e dos ricos às custas desses trouxas. Nem preciso prolongar-me,né?

  16. Max Oliveira disse:

    Ótimo artigo!
    Gosto sempre de destacar que sou cristão SIM, mas sei, entendo e aceito que as verdades, que para mim são cruciais, terminam quando começam as do outro.
    Interesse religioso, de nenhum tipo, deve prevalecer sobre o interesse comum.
    Foi-se o tempo em que aceitávamos a imposição religiosa.

  17. Parabéns Wandy, texto bom, mas faltou dizer que a evolução de membros dessas igrejas(evangélicas), acontece sempre no espectro ideólogico de direita e, aqui em taboão o prefeito eleito é de direita, a maioria absoluta dessas agremiações o acompanharam. No geral, têm uma visão conservadora e obscurantista e no dia a dia negam a política e a luta sobre a busca de hegemonia de visão de mundo. Não acrescentam nada no debate político nem apresentam soluções inovadoras em políticas públicas, apenas vendem um discurso de prosperidade no campo do subjetivo intra-espiritual camuflando uma realidade concreta de má distribuição de renda etc.

  18. Caio Rafael disse:

    Artigo ousado e necessário!

    Virei seu fã cara! Hj a Câmara já lê um versículo antes de começar a sessão, ano que vem é possível que se cante dois hinos, tenha uma corrente de oração e se bobear um exorcismo.

  19. Corretismo Wanderley … o estado não deve se intrometer na fé do cidadão, afinal todos temos o direito de crer ou não, de seguir ou não uma religião. Isso não faz dessa pessoa mais ou menos cidadão.
    Axé meu irmão.

  20. Redação disse:

    Dá, sim. Álvaro. Só é necessário trazer o tema para atualidade.

    Abs, Allan dos Reis

  21. Juliana Ramos disse:

    Parabéns Wanderley!

    Daqui a pouco não saberemos se Taboão terá uma Câmara Municipal ou uma extensão de uma Igreja Evangélica!

    Política é política, religião é religião!

  22. Álvaro Diogo disse:

    Taboão da Serra, cidade abençoada (sic!).

    Ótima contribuição, Wandy!

    Fez-me lembrar que devo um texto sobre a pedalada do dia mundial sem carro para o Allan, ainda há tempo para sua publicação?

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