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“Um tapinha dói sim”: projeto do programa Tempo de despertar em defesa da mulher é aprovado

Por Gilmar Júnior, no Jardim Helena

O projeto do Programa Tempo de Despertar foi aprovado por unanimidade de votos durante a sessão realizada na última terça-feira (25) e, assim, a municipalidade, em parceria com o poder público promoverá ações anuais de conscientização em casos de violência contra a mulher. Apesar de carregar a assinatura de todos os vereadores, o projeto chegou à Câmara por meio da vereadora Joice Silva (PTB).

Promotora Maria Gabriela Manssur e coordenadora dos direitos da mulher Sueli Amoedo comemoram aprovação do projeto Tempo de Despertar, realizado em parceria entre Poder Judiciário e Ministério Público. (Foto: Cynthia Gonçalves / CMTS)

Promotora Maria Gabriela Manssur e coordenadora dos direitos da mulher Sueli Amoedo comemoram aprovação do projeto Tempo de Despertar, realizado em parceria entre Poder Judiciário e Ministério Público. (Foto: Cynthia Gonçalves / CMTS)

Para a apresentação e sustentação do projeto, a promotora Maria Gabriela Manssur explicou como vai funcionar o projeto. “Ao grupo de autores de violência doméstica será colocado à disposição dos homens, grupos de reflexão e discussão sobre o tema, a fim de desconstruir o aprendizado de dominação e poder sobre a mulher”, afirmou. A coordenadora dos Direitos da Mulher em Taboão da Serra também compareceu à sessão.

“Desde que entrei em 2013 tínhamos 30 processos de agressão a mulher. Depois de três anos, temos aproximadamente 6 mil processos. Conseguimos incentivar as mulheres a denunciarem a violência doméstica deixando de ser um problema entre quatro paredes.  É um trabalho de cunho preventivo. Queremos conscientizar o homem que um tapinha dói sim”, explicou.

Segundo a vereadora Joice, este é um projeto de lei que já vem sendo executado entre o Ministério Público e a prefeitura de Taboão e o judiciário. “É um projeto que visa cuidar da família. Não basta dar o amparo a vítima de violência doméstica nós temos que realmente tratar esse agressor”, concluiu.

Projeto é voltado para que não haja reincidências

No primeiro ano do projeto foi constatado que no primeiro ano do projeto por volta de 30 “participantes” (nome dado aos agressores) não houve reincidência em agressão de nenhum deles. “100%  desse projeto foi aproveitado. 100% dessas pessoas entenderam que a agressão não é o melhor método para conviver em família”, finalizou Joice.

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