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Vereador Érica diz ter sido expulsa do PDT e entra no PSDB; partido nega e diz que ela forja a sua saída

Por Allan dos Reis, no Jardim Maria Rosa

A vereadora Érica Franquini foi expulsa do PDT no dia 15 de janeiro deste ano, mas só ficou sabendo – segunda ela – da decisão no início desta semana ao pedir uma certidão no cartório eleitoral de Taboão da Serra para poder disputar as eleições deste ano como candidata a deputada federal. Sem partido, ela se filiou no partido do prefeito Fernando Fernandes, o PSDB.

“Essa expulsão eu fiquei sabendo porque era pré-candidata a deputada federal, fui em convenção, fiz um trabalho lindo, e já tinha feito acordo com várias lideranças da nossa cidade e região. A campanha já estava engatilhada. [Foi quando] Os advogados do partido me ligaram dizendo que faltava uma certidão e que era para pegar no cartório. Fui pegar e, pasmem, eu estava expulsa desde janeiro de 2014. Eu assumi a presidência em outubro e me expulsaram”, desabafa Érica, que presidia a sigla desde novembro de 2013.

Érica Franquini é expulsa do PDT e se filia ao PSDB.

Érica Franquini é expulsa do PDT e se filia ao PSDB. O anúncio oficial aconteceu em evento do DEM na Câmara de Taboão da Serra.

Ela afirma que não sabe os motivos que levaram o partido a lhe expulsar e garante que em nenhum momento foi notificada. “Não fui notificada, não teve processo e nada. Simplesmente consta que eu não estou filiada na minha cidade e o motivo é expulsão”, afirma.

Sem partido, ela procurou o prefeito e acabou se filiando ao PSDB. “Prefeito, não poderia deixar de agradecer o convite e quero dizer que vou defender o PSDB com todas as minhas forças e toda a minha garra. Já vou anunciar o meu apoio a quem já admirava e posso anunciar de peito aberto. A minha deputada estadual é Analice Fernandes, que é da nossa cidade e está trazendo recursos”, discursou.

Por fim, ela encerra afirmando que tem sido de uma perseguição política. “Eu tenho sido perseguida. Foi uma maldade e se eu não saísse candidata e descobrisse isso, talvez quando eu fosse sair [candidata a] vereadora [em 2016] eu não iria poder concorrer”, diz.

PDT ESTADUAL NEGA EXPULSÃO E DIZ SER “FORJADA” A SAÍDA

Vereadora Érica na convenção do PDT em São Paulo. Além de confirmada como candidata a deputada estadual, ela discursou no evento. (Foto: Reprodução / Facebook Érica Franquini)

Vereadora Érica na convenção do PDT em São Paulo. Além de confirmada como candidata a deputada estadual, ela discursou no evento. (Foto: Reprodução / Facebook Érica Franquini)

Já a versão da direção estadual do PDT é muito diferente da apresentada por Érica Franquini. Apesar de no sistema Filiaweb, da Justiça Eleitoral, constar a sua expulsão, o secretário estadual Lúcio Maluf reafirma que a vereadora é prioridade no partido e diz que a Justiça Eleitoral a mantém como presidente do partido em Taboão até novembro deste ano.

“Não é verdade e a direção estadual não tem conhecimento. É a nossa candidata a deputada federal. Ninguém pode expulsar ela. Só se ela se expulsar. É nossa filiada e nossa prioridade. Se tem algum erro feito será corrigido porque ela é presidente ativa do partido”, afirma Maluf.

Em seguida ele colocou uma série de questionamentos na versão apresentada pela vereadora, que estaria forjando a sua saída. “Você acha que vamos por em nosso programa de TV do partido alguém que você mandou embora? Como é que você dá legenda [para deputado] para alguém que é expulso?”, perguntou. Ele também deixou claro que se outra pessoa, inclusive da antiga executiva municipal, utilizou a senha é crime.

A reportagem ligou diversas vezes no celular da vereadora na manhã desta sexta (4), mas ela não atendeu as ligações.

PERDA DE MANDATO

A confusão em torno da mudança de partido pode terminar na Justiça caso o partido entre com processo para cassar o mandato da vereadora por infidelidade partidária. Por isso, Érica está levantando documentos para provar que foi expulsa.

“Eu não temo perder o mandato porque não tem motivo e não fui eu que quis sair do partido. Eu sempre defendia o PDT com garra e estava saindo candidata”, garante.

A direção estadual não quis comentar essa possibilidade, mas afirmam que são vítimas dessa desfiliação. “Estamos sendo vítimas. Não é possível tomar uma decisão intempestiva sem avisar o partido”, resumiu Maluf.

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