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Vereadores dizem que Aprígio não tem propostas para Taboão e paga jornais para falar mal do prefeito e aliados

Por Allan dos Reis, no Jardim Helena

Os vereadores da base governistas passaram quase às oito horas da sessão desta terça-feira (10) acusando o ex-vereador Aprígio de financiar os jornais – produzidos por um dos seus coordenadores da pré-campanha – com ataques ao prefeito Fernando Fernandes (PSDB) e alguns vereadores, incluindo o líder do governo Eduardo Nóbrega (PSDB) e o presidente da Câmara, Cido (DEM).

Governistas acusam Aprígio de financiar jornais que falam mal do prefeito e dos vereadores.

Governistas acusam Aprígio de financiar jornais que falam mal do prefeito e dos vereadores.

Logo no início do discurso, Nóbrega deixou claro que “José Aprígio da Silva” seria citado diversas vezes durante a sessão “porque está financiando um panfleto [jornal Folha do Taboão] criminoso”. Questionou inclusive se o dinheiro não estaria saindo da cooperativa, que é alvo de uma CPI na Câmara.

Em seguida, deixou claro que travaria um embate também com a vereadora Luzia (PEN), esposa do Aprígio. Começou lendo alguns dos requerimentos apresentados por ela, que pedia colocação de tampas de bueiros e capinagem. “Nada tem a ver com saúde”. Depois, lembrou a vereadora também votou – junto com mais 10 vereadores – o aumento do salário dos secretários municipais para R$ 16 mil.

“Estão sem dó colocando parentes dos políticos nas capas dos jornais. Então vai a família de todo mundo porque todos têm parentes, irmãos, pai, mãe. Fantasma na Câmara? Estou afirmando. Há fantasma no gabinete da vereadora Dona Luzia”, acusou.

Ao lado da vereadora e esposa Luzia, Aprígio participa de coletiva de imprensa.

Vereadores atacam Aprígio e o acusam de financiar jornais para falar mal do prefeito e vereadores. Luzia Aprígio também vira alvo das críticas. (Foto: Arquivo / 2014)

Em seguida foi à vez do presidente Cido atacar o pré-candidato Aprígio. “Como o Aprígio mudou. Fui vereador com ele [2009-2012]. Ao invés de gastar dinheiro com diversos jornais, investe em ong, associações”, pediu. No final de semana, o presidente do PC do B, Toninho, entrou na Justiça pedindo o afastamento do presidente da Câmara. O pedido foi negado.

Ao subir na tribuna, a vereadora Luzia Aprígio (PEN) se defendeu e diz não ter qualquer participação na edição dos jornais. “Eu não tenho nada a ver com o jornal. Não me meto e nem quero saber. Eu fui eleita para cuidar da cidade. Os ataques que sofri hoje, eu não tenho nada a ver. No meu gabinete vocês vão ver os mesmos funcionários. Todos os dias. Eles trabalham”, disse. Após descer da tribuna, ela procurou Nóbrega e pediu para ele amenizar seu discurso.

Já o vereador Professor Moreira (PSD) pediu desculpas “pelo parlamento” as críticas feitas à vereadora. “Achei deselegante e desrespeitosa a forma como trataram você”. Seu discurso foi interrompido por governistas que mandaram o mesmo pedir desculpas por ele e não pelo parlamento.

Quem também fez um discurso forte contra Aprígio foi à vereadora Érica Franquini (PSDB), que disputou as eleições ao lado dele. “Pessoas recebendo salário do senhor Aprígio para denegrir o nome de quem trabalha com seriedade. […] Homem [Aprígio], a qual dizem, é o mais rico de Taboão da Serra. Riqueza que trabalhando 100 anos não vou conseguir conquistar honestamente. Nem quero. Quero dormir todos os dias com a consciência tranqüila”, insinuou.

Após a pausa para o almoço, os ataques – agora mais amenos – continuaram. Nóbrega relembrou uma reportagem do Taboão em Foco de setembro de 2012 de uma briga que envolveu os ex-vereadores Aprígio e Valdevan Noventa com os ex-vereadores Olívio Nóbrega e Paulo Félix e discutia exatamente a possibilidade de um possível jornal contra o então pré-candidato Fernando Fernandes, que ganhou as eleições.

Eduardo Nóbrega ouve de Luzia Aprígio que não é responsável pelo jornal.

Eduardo Nóbrega ouve de Luzia Aprígio que não é responsável pelo jornal.

Luzia voltou novamente à tribuna e desabafou. “Hoje o dia inteiro foi a vereadora Luzia e o senhor Aprígio. Quem começou com essa palhaçada [de denuncismo] não foi o senhor Aprígio”, disse. Ela também respondeu aos vereadores que ficavam com “dó de atacar a senhora” afirmando que vai continuar “até quando o povo quiser”. Ao final da sessão, ela não quis falar com os jornalistas.

CADÊ AS PROPOSTAS?

Menos enfáticos nos ataques direto ao Aprígio, com quem disputaram as eleições de 2012, os vereadores Ronaldo Onishi (SD) e Marcos Paulo (PPS) optaram por cobrar propostas do pré-candidato Aprígio e enaltecer a atual gestão.

“Eu digo, seu Aprígio, Mário de Freitas, não enveredem por esse caminho. Não façam a política de forma desconstrutiva. Apresente propostas. Que propostas foram dadas para nossa cidade, o que será feito na saúde, na educação, no esporte, no emprego”, perguntou Onishi. Em seguida complementou. “Esse governo trabalha muito. É inegável”.

Na mesma linha seguiu Marcos Paulo.“A gente não vê os pré-candidatos da oposição apresentar nenhuma proposta. Na ausência delas, sobra espaço para o denuncismo e desconstrução de imagens”, reclamou.

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