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Vereadores governistas ‘se rebelam’ e atacam prefeito por romper convênio com ONG

Por Allan dos Reis, no Jardim Helena

O pedido de rescisão de contrato com a Ong Solar dos Unidos (que atende 175 crianças) feito pela Prefeitura de Taboão da Serra serviu como argumento para que os vereadores governistas atacassem duramente a alguns pontos da gestão do prefeito Fernando Fernandes (PSDB) na sessão desta terça-feira (6).

Após mães e o único vereador eleito na oposição, Professor Moreira (PSD), discursarem na tribuna, os 12 parlamentares eleitos na base fizeram suas críticas ao prefeito. Algumas delas com tom muito pesado.

Pais e alunos lotam sessão da Câmara de Taboão da Serra. (Foto: Leandro Barreira / CMTS)

Pais e alunos lotam sessão da Câmara de Taboão da Serra. (Foto: Leandro Barreira / CMTS)

Começou com o líder do governo, Eduardo Nóbrega (PSDB), que convidou a secretária Arlete Silva, que assina o ofício da rescisão, a dar explicações na sexta (9). “Vou entrar em contato com a Arlete para que ela possa esclarecer os motivos que faz o prefeito romper o convênio”, iniciou. E, com base na fala de uma munícipe, que diz que os CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) serve má alimentação, completou. “Se o governo desta cidade está dando duas bolachas para as crianças comerem, aí temos que ter uma intervenção urgente, na Secretaria, melhor, no atendimento do CRAS”.

Em seguida foi o vereador Marcos Paulo (PPS) criticar o prefeito. “Quero entender melhor porque penalizar 175 crianças. Quero dizer que tem vontade política [na decisão]. […] Meu parecer é contrário à decisão do governo Fernando Fernandes”, discursou.

Já Ronaldo Onishi (SD) questionou porque “renovar o contrato em dezembro [de 2017]” e romper dois meses depois, atrapalhando a gestão. “Essa medida não é do prefeito, nem tão pouco da secretária Arlete”. Porém, ele não apontou de quem seria – então – a responsabilidade do ato e garantiu que o município tem dinheiro para destinar a entidade.

A presidente Joice Silva (PTB) também saiu em defesa do Solar do Unidos e defendeu a secretária, e mãe, Arlete da decisão. “Infelizmente, Eduardo, nós temos mandato e ela [Arlete Silva] é mandada”, declarou. E fez um apelo. “Que nós possamos continuar esse convênio maravilhoso com as crianças e que nós possamos utilizar os espaços que já estão disponíveis da Prefeitura para ampliar o serviço”, diz.

Os 12 vereadores governistas criticam o prefeito Fernando Fernandes por cancelar convênio com ONG, que atende crianças. (Fotos: Leandro Barrera / CMTS)

Os 12 vereadores governistas criticam o prefeito Fernando Fernandes por cancelar convênio com ONG, que atende crianças no Jardim Clementino. (Fotos: Leandro Barrera / CMTS)

Depois foram à tribuna Johnatan Noventa (PTB) para “repudiar essa atitude do governo”. Cido (DEM), mais diplomático, diz querer sentar com o prefeito para “entender o que está acontecendo”.

Érica Franquini (PSDB) também reforçou querer saber onde está o erro. “Tenho certeza que o prefeito só iria cortar se tivesse algo errado”. Outro tucano, André Egydio (PSDB) diz que “nenhum vereador é a favor do corte do convênio”. Carlinhos do Leme (PSDB) afirma que “não teria com não subir nesta tribuna e falar do corte, que a gente torce para que não venha acontecer”.

Priscila Sampaio (PRB) definiu o dia como de “revolta” e enalteceu o trabalho da instituição. “O prefeito é um homem coerente e não acredito que ele não revogará essa decisão”. Rita de Cássia (PSDB) seguiu a linha de que “tem muita coisa que não passa pelo prefeito ou pela secretária” e Alex Bodinho (PPS) se mostrou otimista. “Vai dar tudo certo”.

Os vereadores também apontaram uma série de demandas que não estariam sendo atendidas pelo prefeito ao longo deste governo, iniciado no ano passado. Ao término na sessão, o Taboão em Foco questionou o secretário de governo Cândido Ribeiro, que prometeu se posicionar em outra hora, já que a sessão foi extensa e havia outros compromissos.

VOTAÇÃO DOS VETOS

Não bastassem as severas críticas a sua gestão, o prefeito Fernando Fernandes teve que amargar mais uma derrota. Os vereadores derrubaram o veto ao projeto de lei de autoria do Professor Moreira, da oposição. Ele permite que sejam realizadas sessões legislativas em locais fora do prédio da Câmara, denominada “Câmara no Seu Bairro”.

Votação que confirmou veto feito pelo prefeito a emenda a projeto de lei que trata a respeito de isenções de impostos a ONGs.

Votação que confirmou veto feito pelo prefeito a emenda a projeto de lei que trata a respeito de isenções de impostos a ONGs.

A única vitória, talvez a mais importante, foi a manutenção do veto a ampliação da isenção fiscal as organizações não governamentais (ONG), assim como foi aprovado para entidades religiosas.

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