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Voto de Repúdio por morte de Marielle Franco sofre resistência e não entra em votação na Câmara

Por Allan dos Reis, no Jardim Helena

A morte a tiros da vereadora carioca Marielle Franco na noite de quarta-feira passada comoveu o mundo, levou milhares de brasileiros às ruas, mas não foi suficiente para convencer alguns parlamentares de Taboão da Serra a votar nesta terça-feira (20) “Voto de Repúdio” por sua morte e do motorista Anderson Pedro Gomes.

Vereadores 'travam' voto de repúdio pela morte da vereadora Marielle Franco, morta na noite de quarta (14), junto com seu motorista Anderson Pedro. (Foto: Reprodução / Mídia Ninja)

Vereadores ‘travam’ voto de repúdio pela morte da vereadora Marielle Franco, morta na noite de quarta (14), junto com seu motorista Anderson Pedro. (Foto: Reprodução / Mídia Ninja)

Com um discurso firme, pontuando com clareza o papel da parlamentar e a maneira “covarde e cruel que a vereadora e seu motorista foram assassinados”, o vereador Ronaldo Onishi (SD) apelou aos líderes de partido.

“Ela lutava pelos Direitos Humanos. Não é defender bandidos. Direitos Humanos é defender os direitos básicos da sociedade. Direito a vida. Direito a liberdade. Direito a liberdade de opinião. […] Ela defendia a democracia. E ela foi morta por fazer essa defesa. […] A sociedade precisa de gente assim. Ninguém defende bandido”, diz Onishi.

Em seguida, pediu. “Solicito uma reunião de liderança para que nós possamos na data de hoje [dia 20], votar um Voto de Repúdio e que a morte dela seja esclarecida com a maior brevidade”.

Em vão. Minutos depois voltou à tribuna e anunciou. “Fiz o encaminhamento pelo voto de pesar e repúdio, mas como é um acordo de lideranças, e todos precisam estar de acordo, pelo menos por hora não houve entendimentos”, revelou Onishi.

Dito isto, o Taboão em Foco procurou os sete líderes partidários e questionou os motivos da não votação. Quatro deles afirmaram votar nos moldes proposto sem qualquer objeção. Já os vereadores Marcos Paulo (PPS) e Johnatan Noventa (PTB) revelaram os motivos que o fizeram se opor.

Os vereadores Marcos Paulo e Johnatan Noventa discordaram do teor do voto de repúdio proposto por Onishi.

Os vereadores Marcos Paulo e Johnatan Noventa discordaram do teor do voto de repúdio proposto por Onishi.

“Não houve consenso ao texto. Não queremos passar a mensagem de repúdio apenas porque é parlamentar”, justificou Marcos Paulo. Já Johnatan explicou. “Eu prefiro aguardar as investigações dos fatos para depois opinar. Já saíram um monte de notícias e não sabe o que é verdade ou mentira. Mas que fique claro, eu não concordo [com o atentado]”, diz.

A vereadora Priscila Sampaio (PRB) disse que era plenamente a favor do voto, mas sugeria ampliar o texto. “Pedi para incluir o caso de Taboão”, onde um policial matou a esposa, feriu a filha e depois se suicidou.

Minutos depois, a pedido de Priscila, vereadores deram as mãos e rezaram no plenário. De prático, além de alguns discursos, a Câmara – por decisão da presidente Joice Silva (PTB) – decretou luto oficial por três dias.

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