CicloBR: Projeto da ciclovia é bom, mas falta sinalização

Ciclovia3

André Pasqualini

Na tarde do último de sábado, dia 14, ciclistas, moradores e representantes da prefeitura acompanharam a avaliação da ciclovia de Taboão da Serra feita pelo diretor da CicloBR, André Pasqualini, no Parque das Hortênsias. Acostumado a pedalar por diversas cidades – em especial a capital paulista – Pasqualini elogiou o traçado da ciclovia, mas criticou a falta de sinalização ao longo de toda ciclovia.

A discussão em torno da ciclovia – e a sua necessidade – ganhou mais destaque na cidade depois que um vídeo postado no site Youtube questiona o traçado da via. Um abaixo-assinado foi entregue recentemente na câmara municipal recentemente. A ONG foi procurada por alguns associados

Pasqualini elogiou o traçado da via que tira os ciclistas da Régis Bittencourt (BR-116) e interliga com a Avenida Eliseu de Almeida, que deve ganhar uma ciclovia nos próximos anos.

“O plano é muito óbvio, muito lógico e tem tudo a ver com a lógica do ciclista, que é usar os fundos de vales porque são os locais mais planos. E é bem paralelo a BR, justamente no trecho mais complicado da BR que não tem acostamento e você tem que dividir espaços com os motoristas e já teve vários acidentes”, diz Pasqualini.

O grande problema da ciclovia de Taboão de Serra ao longo de seus 4 quilômetros é a falta de sinalização. “Não houve informação ao ciclista de que aquilo é uma ciclovia”, diz Pasqualini e complementa: “Eu senti muita falta aqui [de sinalização]. Não é nem má fé do motorista. Ele não sabe mesmo o que tem que fazer. Ou ele está tão acostumado com aquela via que ele nem sabe que trocou de mão. Então essa coisa tem que ser muito bem explícita”, conclui.

O morador do Jardim América, Fernando Coelho, gostou da instalação da ciclovia. “É importante a gente utilizar [a ciclovia] como meio de fluxo”, diz Coelho.

PROPOSTAS

Durante a avaliação, a CicloBR propôs diversas mudanças ao longo da ciclovia. Confiram algumas delas:

  1. SINALIZAÇÃO: Principal crítica da CicloBR. É preciso investir na sinalização da via, inclusive fazer com que os ciclistas que pedalam na Rodovia Régis Bittencourt tenham conhecimento da pista.
  2. PARACICLO: Mudança nos locais onde estão instalados os paraciclos. “Não tem muita lógica na instalação dos paraciclos. Eles têm que ser instalado em locais industriais, comércios e escolas”.
  3. VELOCIDADE: Reduzir a velocidade da Avenida Armando Andrade porque “essa via não suporta 50 km/h com ciclovia”.
  4. APAGAR PINTURA DUPLA NO ASFALTO: Algumas vias ganharam nova divisão, mas as pinturas antigas não foram apagadas. Os motoristas ficam confusos sobre qual faixa respeitar.
  5. HOSPITAL FAMILY: Esse é o ponto mais crítico ao longo da via. Uma das propostas é mudar o ponto de táxi localizado em frente ao hospital.
  6. MAIS FISCALIZAÇÃO: Aumento da fiscalização pelo Departamento de Trânsito porque muitos motoristas estacionam em cima da ciclovia, prejudicando o tráfego dos ciclistas.

OUTRO LADO: REPAROS DEVEM SER FEITOS ATÉ O FIM DO ANO

HabitaçãoResponsáveis por tocar a obra, a Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano acompanhou de perto a avaliação feita pela CicloBR. Além da Secretária Ângela Amaral, outros dois funcionários acompanharam atentamente cada detalhe.

A Arquiteta e Urbanista da Prefeitura de Taboão da Serra, Daniela Vaz [foto], diz que o traçado da ciclovia prevê a ligação com a futura ciclovia de São Paulo e que muitos dos pontos falhos e sugestões apontadas pela ONG devem ser solucionadas até o fim da construção da ciclovia.

“Eu acho muito importante que essa ciclovia seja discutida. A gente já havia discutido no Plano Diretor, discutido no conselho municipal de desenvolvimento urbano e a gente já tinha feito uma reunião com o pessoal do bairro a respeito desse trecho da ciclovia. Mas eu acho importante esse olhar do ciclista porque a gente conseguiu convergir as duas opiniões”, diz Daniela.

DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO NÃO MANDOU REPRESENTANTE

A maioria dos erros apontados pode ser corrigida pela Secretaria de Trânsito e Transportes. Porém, não havia nenhum representante desta secretaria na reunião. A secretária de habitação, Ângela Amaral, chegou a ligar diversas vezes ao Secretário Claudinei Pereira, que segunda a secretária ele afirmou que “estava numa prova de pós-graduação”.

Sinalização
Dupla sinalização confunde motoristas e devem ser apagadas

MORADORES RECLAMAM QUE NÃO FORAM AVISADOS DA REUNIÃO

moradoresOs moradores e comerciantes que moram ao longo da ciclovia reclamam que não foram avisados da reunião que aconteceu no último sábado, dia 14. A reclamação aconteceu quando um grupo de ciclista presente a reunião foi dar uma volta na ciclovia.

Segundo a moradora do bairro Intercap, Angélica Reis, as faixas sobre a reunião foram colocadas algumas horas antes da reunião. Ela reforçou que ninguém é contra a instalação de ciclovias, mas do seu traçado.

“A idéia de ciclovia é maravilhosa. Mas nós somos contra como ela está sendo feita”, critica Angélica.

Por Allan dos Reis

0 comentário em “CicloBR: Projeto da ciclovia é bom, mas falta sinalização”

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    Minha gente,

    O que está sendo feito não é ciclovia e sim ciclofaixa, pois ciclovia é construída em espaço próprio e com blindagem para resguardar a vida do ciclista. O que estamos observando é a diminuição das ruas, com inversão de mãos e placas de proibido estacionar, o que está gerando um verdadeiro “caus” no trânsito de Taboão da Serra, principalmente porque todas as alternativas que fujam da BR sentido Embú estão sendo inviablizadas sem qualquer
    critério técnico. Isso sem falar que a ciclofaixa está em reta de colisão com paradas de ônibus, entradas dos moradores em suas residências, estacionamento do parque linear que, em diversas passagens, caiu no córrego, e em áreas comerciais de carga e descarga.
    Ninguém é contra a ciclovia, desde que haja efetivo estudo técnico(trânsito e blindagem) e seja construída preservando a segurança de todos.
    Fazer ciclofaixa na rua sem qualquer Plano de Mobilidade Urbana e previsão dos impactos que a obra já está causando no Município é no mínimo temerário, demonstrando falta de bom senso.
    Reuniões relâmpagos, com pessoas que não vivem em Taboão da Serra,e, portanto, não sofrem com os impactos que tal “obra” já está causando no cotidiano da cidade é característica da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, mormente quando se constata que, além da ausência de comunicação com a população, os representantes da Secretaria de Transito e Transportes também não se fizeram presentes. Por que?
    Apenas a titulo de esclarecimento. A população diretamente afetada pela ciclofaixa já está se mobilizando com abaixo assinado de repúdio à “obra”, pois não há Plano de Mobilidade Urbana e já houve representação no Ministério Público.

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    Olá Julia. Em primeiro lugar, não moro na cidade mas tenho conhecimento técnico suficiente para poder avaliar qualquer projeto cicloviário, seja no Taboão, seja na Amazonia, pois isso é minha especialidade e é que já faço a anos.

    Em segundo lugar, por coincidência, conheço muito bem a região, pois já morei em Embu das Artes, no Campo Limpo e atualmente tenho dois irmãos que moram aí (que são a favor da ciclovia), inclusive já conhecia esse trajeto e usava como alternativa a BR desde 95, quando morei em Embu das Artes.

    De qualquer maneira, com ou sem ciclovia, um dia vocês serão obrigados a alterar a mão de direção das Avenidas Brasil, Armando de Andrade e Santa Luzia para evitar que essas vias que são “locais” deixem de ser rota de passagem de pessoas que nem moram na cidade.

    E finalizando, é sim uma ciclovia, ciclofaixa é uma via exclusiva “sem separação fisica”, e ciclovia é com separação fisica, exatamente o que ocorre. O ciclista não precisa de “blindagem” para salvar sua vida, há inúmeras alternativas de infraestrutura que possam dar essa garantia, a começar o controle de velocidade das vias, já que o trajeto da ciclovia passa em vias “locais”, onde pelo Código de Transito Brasileiro, a velocidade máxima deve ser de 30 km/h.

    Toda obra tem pessoas contra e a favor, apesar de haver um abaixo assinado contra a obra, há muitas manifestações a favor, inclusive um abaixo assinado a favor da obra, portanto ao invés de tentar bater de frente, com ameaças, o melhor a ser feito é tentar dialogar. Tanto eu, como a Secretaria de Habitação e Urbanismo do Taboão já nos colocamos a disposição para outras conversas com a tentativa de se chegar a um acordo.

    Sugiro que vocês caminhem nesse sentido para que todos saiam ganhando. Finalizando, estou representando o Instituto CicloBR que tem associados pelo Brasil e “inclusive” no Taboão da Serra e nossos associados da região concordam com o nosso posicionamento.

    Reafirmo o compromisso e a disposição para que o Instituto faça essa intermediação entre a sociedade e a prefeitura do Taboão na busca de uma solução onde todas as partes saiam ganhando.

    André Pasqualini
    Diretor Geral do Instituto CicloBR

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    Acho muito importante a criação desta ciclovia no Taboão. Uma ótima alternativa para os ciclistas que utlizam a Régis.

    Acho incrível como a população de Taboão se mobilize contra a obra. Quanto mais ciclistas nas ruas, menos carros teremos nas ruas o que irá facilitar o trânsito. E ter um mínimo de infra-estrutura para ciclistas é obrigação.

    E olha que são poucos km de ciclovia e já estão fazendo esse escarcéu contra a obra, criano abaixo assinado, colocando vídeo na internet.

    Os motoristas não podem perdem um pequeno espaço que ficam nervosos. Gostaria que toda essa atitude que alguns moradores deo Taboão, se repetisse para cobrar mais saúde, educação e segurança. seria ótimo.

    Parem de implicar com ciclistas, que não poluem a cidade, não geram congestionamentos e deixam as ruas mais seguras.

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    Julia,

    sou morador de taboão e fiz a opção pela bicicleta como meio de me locomover na cidade.

    Queria esclarecer que o caus no transito está acontecendo em Taboão e em varias cidades do mundo, porque as pessoas não pensam no coletivo resolvem seu problema de locomoção comprando um carro assim que possivel e esquecem que existe inumeras formas de se transportar, o aumento de veiculos é o grande vilão, as ruas mudaram de mão justamente por causas dos carros, para melhorar o fluxo de carros pela manhã, que você bem deve saber, antes das mudaças era bem pior.

    Essa reputia me parece muito mais um egoismo de alguns moradores que teram sua rotina mudada por uma ciclovia que passa em frente em sua casa, mas você pode ter certeza que num futuro não muito distante a maioria das pessoas vão ver essa ciclovia com bons olhos.

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    >SIGH< eu poderia aqui discorrer sobre fatos, que a via pública não é exclusiva dos carros, que existem ressalvas explícitas no Código de Trândito Brasileiro que contemplam a bicicleta, que com ou sem ciclofaixa ou ciclovia ainda haveria bicicletas trafegando por ali e os carros teriam de desviar do mesmo jeito, que com o estímulo ao uso da bicicleta representado pela ciclovia, muita gente deixaria o carro em casa e preferiria pedalar – menos a Julia, lógico – reduzindo assim o volume de veículos nas viagens curtas, que na verdade deveria haver isto sim, uma ciclofaixa COMPARTILHADA E PREFERENCIAL,

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    >suspiro< Eu poderia aqui discorrer sobre fatos, que a via pública não é exclusiva dos carros, que existem ressalvas explícitas no Código de Trândito Brasileiro que contemplam a bicicleta, que com ou sem ciclofaixa ou ciclovia a frota de bicicletas que circula por Taboão já é expressiva e os carros teriam de desviar delas do mesmo jeito, que com o estímulo ao uso da bicicleta representado pela ciclovia, muita gente deixaria o carro em casa e preferiria pedalar – menos a Julia, lógico – reduzindo assim o volume de veículos nas viagens curtas e por conseguinte aliviando a fluidez, que na verdade deveria haver isto sim, uma ciclofaixa COMPARTILHADA E PREFERENCIAL, da qual o motorista deverá retirar o carro TOTALMENTE ao ultrapassar o ciclista sob pena de multa (art. 201 CTB) podendo ocupá-la mais adiante mediante sinalização apropriada… mas quer saber? Já que eu sou um só e a minha palavra não conta nada, que se [XXXX] o Taboão da Serra e essa chusma de gente atrasada, míope e entrolhada que é a população de lá, porque eu não moro lá mesmo.

    Nota do Editor: Excluimos o palavrão que continha neste comentário

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    O Povo de Taboão deveria agradecer a inciativa da Prefeitura de modernizar e criar este projeto coisa que em São Paulo as coisas são bem mais demoradas. a ciclovia trará muitos beneficios diretos e mais ainda indiretos.
    a convivência pacifica entre motoristas , pedestres e ciclistas mostra o quanto um povo é civilizado e está “antenado” e caminhando para o futuro.
    O grande problema das pessoas que reclamam é que só porque compram um carro acham que compram o direito de usar e abusar das vias publicas, deixando o carro em cima das calçadas, jogando lixo nas ruas , atropelando e assassinando pessoas com carros e ficando impunes pois no Brasil não se tem punição … pois acham que um carro não é uma arma … mas um carro meus amigos mata muito mais que uma arma…
    a população de taboão deveria se revoltar sim com a pobreza, com a saúde , educação … alias educação é uma das coisas que as pessoas que reclamam não tem …. pois se fossem mais educadas e estudadas saberiam que esta ciclovia que tanto reclamam é o caminho para um futuro melhor … só não enxerga quem não quer…..

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    Seria interessante para as pessoas que são contra a ciclovia tomar conhecimento de casos semelhantes em outras cidades do Brasil e do mundo, como Ubatuba, Sorocaba, Bogotá e conhecer os benefícios que o estímulo ao uso da bicicleta pode trazer para toda a população, em termos de convivência, saúde, segurança e cidadania.

    Citando Enrique Peñaloza, prefeito que implementou uma política de valorização do cidadão em Bogotá baseada em transporte público : “Uma cidade pode ser boa para as pessoas ou boa para os carros. Não para os dois”.

    Se quiser conhecer mais sobre o tema, veja este belo vídeo com uma entrevista dele: http://videos.somente.net/watchthis/y4pTPX2szq0/ciclofaixas-para-dignidade—entrev.html

    Pode haver pontos questionáveis no atual projeto, e é importante que a população os aponte e principalmente, mostre alternativas e sugestões de melhoria, sem atitude de confronto.

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    Julia, e todos que são contra a ciclovia.

    Eu morava até a pouco tempo em São Paulo no Planalto Paulista, numa rua sem movimento mas perto do Metro, e as pessoas que utilizavam o Metro deixavam seu carrões estacionados na rua em frente as nossas casas, e muitas vezes até em frente a nossas garagens, a rua durante o dia era um enorme estacionamento.
    Quisera eu que fizessem uma ciclovia nesta rua, porque alem de ficar mais segura ficaria muito mais tranqüila.
    O problema é que quem compra carro pensa que está comprando um pedaço de chão junto, e estaciona em qualquer lugar ocupando um espaço PUBLICO (de todos) por todo um dia sem pagar nada e ainda reclama se a minha bike encostar na sua lata e fizer um risco.
    Pense no coletivo, quanto mais bicicletas nas ruas menos carros, menos poluição, menos barulho, menos gente nos ônibus lotados, mais gente saudável, menos filas nos hospitais, mais pessoas se confraternizando, menos pessoas trancadas dentro de uma redoma de lata com vidros escuros, etc. uma infinidade de vantagens que com certeza até você vai comprar uma e deixar a sua lata na garagem.
    Não esqueça que as ruas são pra todos, pedestres, bicicletas, motos, carros, ônibus e caminhões, e principalmente que o mais fraco sempre tem preferência sobre o mais forte.

    Olhe para o coletivo, para o bem estar do próximo e não somente para o seu umbigo, afinal vai ser tão difícil assim você se adaptar e conviver com algo que vai ajudar tantas pessoas?

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    Sim a cliclofaixa está junto com a faixa dos carros. Isso eu acho importantíssimo! Em primeiro lugar… não força o ciclista a seguindo todo o trajeto como na ciclovia do Rio pinheiros (onde temos 2 entradas :P) Portanto ele pode seguir o caminho que bem entender. Segundo que mostra pro motorista que a a via DEVE SER COMPARTILHADA! Terceiro “força” os motorista a utilizar outros métodos de transporte.

    O caos no taboão não se dá por conta da ciclofaixa(que foi implementada a pouco tempo) se dá a quantidade excessiva de carros que seguem em direção a Regis…

    É só prestar atenção quantos carros naquela região do piscinão tem, e quantos só possuem uma pessoa, dirigindo…

    O “caus” que as ciclovias estão causando é muito menor do que os carros e caminhões continuam a causar, e todo ano mais e mais!

    Ciclovias são uma preocupação com a vida, Carros são um risco a ela.

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    Morei durante toda minha infância na cidade de Embu; adolescência, juventude e parte da idade adulta em Taboão da Serra. Meu principal lazer era pedalar. São incontáveis as vezes que utilizei a Régis Bittencourt e Eliseu de Almeida para ir à USP ou Pq do Ibirapuera pedalando. Hoje já não tenho coragem de fazer algo parecido pois é certo que o número de veículos motorizados aumentou muito e a organização dos espaços não acompanhou esse crescimento. Além das avenidas ficarem mais estreitas, já que muitas delas ganharam faixa de rolamento adicional sem que fossem alargadas (milagres da engenharia viária ou sei lá o nome que se dá a isso), as rodovias perderam o acostamento em seus trechos urbanos; ainda, a maioria das ruas e avenidas têm seu lado direito deteriorados em decorrência dos veículos pesados que neles trafegam, e a alternativa de transporte coletivo para quem mora na região metropolitana ou periferia é coisa que só quem faz uso sabe. Isso tudo não seria tão grave se fossem observadas duas regras básicas para o bom convívio social: o respeito às leis e ao próximo. Mas na ausência das boas práticas os poucos espaços existentes são disputados de forma acirrada, e aí os mais fortes ou maiores levam vantagem.

    Neste sábado (eu não estava lá, me contaram) por volta das 6h da tarde o estacionamento do Shopping Taboão entrou em colapso. Nenhum automóvel entrava, nenhum automóvel saía. O trânsito na rua à frente do shopping travou.

    Hoje, em nossa região só utiliza bicicleta no dia-a-dia quem não tem dinheiro para outra opção de transporte ou é meio maluco, pois as condições são totalmente inóspitas. A julgar pelo posicionamento de parte da população da cidade as coisas continuarão assim. Enquanto boa parte do mundo civilizado está buscando alternativas para evitar outro tipo de colapso, por aqui . . .

    Vamo anda de carro, minha gente!!!

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    Agradeço muito os comentários daqueles que são a favor da ciclovia, pois também sou a favor da ciclovia, mas com trabalho sério de análise de todos os impactos.
    Muitos comentários são na linha do excesso de veículos.
    Ora, o transporte coletivo do município é de péssima qualidade além de extremamente caro (R$2,50) para um município de 20km2, além de não estar integrado dentro do próprio município, o que se dirá com municípios vizinhos.
    Se hoje existem muitos carros em Taboão, dois fatores devem ser analisados: o primeiro: o colapso do transporte coletivo integrando os circulares e os municípios vizinhos e o segundo, nossa cidade apesar de todos os avanços não perdeu a característica de ser dormitório e, ao que parece, a filosofia não mudou…
    Fazer a defesa da ciclofaixa em parada de ônibus, em frente a postos de saúde, hospitais e em muitos pequenos comércios localizados em ruas de tráfego intenso, ou em ruas super estreitas é o cumulo do absurdo.
    Dizer que a bicicleta é transporte coletivo também é demais.
    Alegar que não queremos dialogar com a Secretaria de Urbanismo é demonstrar total desconhecimento de causa, pois antes de qualquer iniciativa, protocolamos requerimento na Secretaria e na Câmara Municipal, porém a resposta da arquiteta Daniela à moradora que protocolou o pedido foi: “a de que a ciclovia vai sair com a população querendo ou não” (sic).E a resposta dos vereadores foi a de que protocolamos requerimento na Secretaria pedindo informações.
    Por outro lado, o vereador Carlos Andrade que entende do transito do Município, pois seu cunhado é o Secretário disse na plenária da Câmara que a ciclofaixa não tinha qualquer relação com a Secretaria de Transporte e Transito.
    Ora, se as próprias secretarias não dialogam entre si… como fica o povo.
    Volto a falar: ninguém é contra ciclofaixa ou ciclovia, desde que o projeto esteja de acordo com o Plano de Mobilidade Urbana, que, diga-se de passagem, não existe e deve ser apresentado para discussão com a população.

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    Vou comentar um trecho do texto da Júlia;

    “Isso sem falar que a ciclofaixa está em reta de colisão com paradas de ônibus, entradas dos moradores em suas residências, estacionamento do parque linear que, em diversas passagens, caiu no córrego, e em áreas comerciais de carga e descarga.”

    É engraçado como carro parado na porta de casa não atrapalha os moradores; carro transitando em frente às residências também não atrapalha os moradores; carro que, para desembarcar um passageiro, bloqueia o trânsito e impede a parada de ônibus que estão a seguir, também não incomoda os moradores; como ***”áreas de carga e descarga comercial” também não atrapalham os moradores. Será que só a bicicleta atrapalha????????

    *** Diga-se de passagem que a maioria das “áreas de carga e descarga,” quando “oficiais”, são feitas na MARRA já que não passam de áreas que não dispõem de características necessárias para que sejam usadas como tal.

    Reforço também a questão de que para impedir a construção de uma ciclovia, alguns moradores se mobilizam, mas não se mobilizam para coisas mais importantes como saúde, educação. No exato momento em que escrevo, é possível que alguém esteja morrendo por falta de atendimento médico no próprio município de Taboão da Serra. Porém, parece que estas mesmas pessoas não estão com a mesma disposição para reivindicar seus direitos nessa área.

    Bem, uma das “soluções” que geralmente são apresentadas para a questão de pouco espaço para o trânsito de automóveis é a abertura de novas vias por meio da “desapropriação”. Nos casos de desapropriação, o valor oferecido pelos imóveis é bem inferior ao valor de mercado. Seria interessante que as pessoas que estão tão preocupadas com o fluxo de automóveis e moram nessas áreas, fizessem essa sugestão ao município. Quem sabe, sobraria também espaço mais digno para a ciclovia, se é que não aumentaríamos o número de automóveis na rua e cairíamos novamente no mesmo problema.

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    Mais uma excelente iniciativa da prefeitura de Taboão da Serra sendo questionada por quadrupedes (motoristas) que só pensam no seu umbigo.

    Prefeituras de cidades maiores (são paulo), deveriam tomar isso como exemplo. Ao invés de privilegiar somente carros, aumentando o trânsito e a poluição, esse pessoal deveria acordar, pois quanto mais faixas de rolamento fizerem, mais carros haverá nas ruas, e com isso o trânsito e a poluição serão maiores. O ideal seria diminuir as faixas para veículos particulares, aumentando a qualidade do transporte público, e criando vias para veículos não poluentes (bicicleta).

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    Oi, extraterrestre!!!!!

    Li todas as mensagens e não vi nenhuma opinião contrária a utilização da bicicleta. Aliás, poucos foram os coentários daqueles que efetivamente se utilizam da bicicleta como seu meio de transporte. Parece que a maioia é ciclista “de fim de semana”. A diferença de opiniões surge quando no município não existe sequer um plano de mobilidade urbana, conforme dispõe o Plano Diretor Participativo, que é lei.A reportagem deixa claro a ausência de comunicação entre as Secretarias Municipais, demonstrando que o que está sendo feito é “às pressas”e sem critério algum. Infelizmente, o governo municipal não dialoga com a populaçao, pois se dialogasse o projeto seria outro.Para os pequenos comerciantes que terão a ciclofaixa em suas portas, o futuro é desastroso, pois trata-se de mudança de cultura num município que não é plano.

    Quanto ao Sr. que mora junto ao Metrô,não necessita sequer de bicicleta para se locomover, mas se incomoda com acúmulo de automóveis em sua rua, quer tranquilidade e não ciclovia!

    Sobre o ëxtra terretre”, este não mora neste mundo, e quando transcreve trechos de comentários, omoite aquilo que não lhe interessa!!!

    Sr. André, se a idéia é tirar os ciclistas da BR ao invés de municipalizar o trecho de Taboão da Serra, que é um projeto antigo, e ser o intermediário entre a população e as Secretarias Municipais que deveriam ter feito o debate com a população ANTES da realização da obra, está na hora de agir.
    A população quer ser ouvida por esse governo, que “se fecha em copas” e ditatorialmete impõe mudanças de cultura, num município que não é plano, na contra mão da democracia.
    A reunião que o Sr. participou contava com pouquíssimos munícipes de Taboão e aqueles que se manifestaram foram desrespeitados pela autoridadee presente, e o Sr. estava lá.

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    Cara Júlia,

    venho aqui para fazer apenas dois comentários que me dizem respeito diretamente:
    – quanto a “minha resposta à moradora”
    – quanto a participação da SEMUTRANS
    não farei defesa da ciclovia, como projetista, pois os usuários já colocaram, perfeitamente, os argumentos necessários.

    Recebi a Sra. Angélica, moradora de Taboão, com o “abaixo assinado”, e conversei com ela aproximadamente 1h e com o testemunho de colega da secretaria. Em nenhum momento disse a ela que “a ciclovia vai sair com a população querendo ou não”, isso vai contra meus princípios e se pensasse assim não “perderia” meu tempo com esta senhora na sala, nem tão pouco faria questão de apresentar os argumentos no evento de sábado, nas reuniões com moradores e nem me disporia a conversar com a população, como tenho feito. Isso é uma calúnia e merece ou prova ou retratação.

    Quanto à participação da Secretaria de Trânsito, esta vem participando do projeto desde o início e atualmente, com o sr. Claudinei, é que tem encontrado mais força para a sua implantação. O vereador em questão não é mais secretário de trânsito e sugiro que quem tenha dúvidas quanto às participações da secretaria, que pergunte ao próprio secretário.

    Por fim, este traçado da ciclovia foi previsto pelo Plano Diretor PARTICIPATIVO e apresentado publicamente no conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano – CMDU.

    Quem tiver dúvidas e sugestões pode me procurar na Secretaria de Habitação, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente que terei o maior prazer em atender.

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    Olá, Julia

    Sugiro que vc. também encontre uma pessoa tão especializada quanto o Sr. Andre para representar as pessoas que são contra a atual situação da ciclovia e que seja bom interlocutor, pois a maioria não entendeu que vocês não são contra a ciclovia mas, sim como ela foi projetada.Sugiro uma pessoal imparcial e que também possa ser um intermediador no mesmo nível do SR. ANDRE, pois pelo visto vocês não podem ser contra pois não são especialistas nem aqui nem em lugar algum.Use o que vocês tem de melhor, o conhecimento da lei. Lembre-se que nesta administração não se pode contrariar e tão pouco questionar e a última palavra você já ouviu “vai sair com a população querendo ou não”, tudo aqui é administrado dessa maneira.
    Em último caso chamaremos de novo o CQC,A Globo.

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    Olá Senhor Roberto, como já disse, infelizmente haviam poucas pessoas na reunião, mas haviam pessoas e as que estavam lá não foram desrespeitadas. O único desrespeitado foi eu que fui chamado de Infeliz pelo senhor Narciso, ato que acabou culminando no encerramento da apresentação.

    O Plano Cicloviário nada mais é do que parte do Plano Diretor que foi decidido pela população. Até onde soube, o projeto dessa ciclovia foi levada a todos os conselhos que tem participação popular, e nos momentos adequados ninguém fez argumentações contrárias a obra.

    Eu como pessoa de fora, acho que o melhor que os moradores tem a fazer é aceitar que a ciclovia vai sair e discutir com a prefeitura algumas adaptações para que ela minimize os transtornos reais.

    Quando falo em transtornos reais, excluo totalmente a perda de vagas gratuitas na rua, já que todos tem direito de ter um carro, mas junto com ele o DEVER de arrumar um local apropriado para estacionar e a via pública não é esse lugar.

    E bicicleta é um meio de transporte viável. Pode não ser a solução para os problemas de mobilidade de lugar nenhum, da mesma maneira que nem o carro, ônibus ou metrô também não são. Todos os modais tem o direito de circular com segurança e as vezes uns tem que ceder espaço para outros.

    Reafirmo, o melhor caminho é o diálogo, ações na justiça serão perda de tempo pois a prefeitura fez tudo dentro da lei e porque apesar de haver algumas pessoas contrárias, há um grande número de pessoas interessadas na obra e se conseguirem impedi-la, o máximo que vocês farão é ter a antipatia de boa parte da população.

    Há inumeras maneiras de resolver os pequenos problemas, me coloco mais uma vez a disposição para ir até aí e buscarmos juntos uma solução, sabendo que se depender da prefeitura, esse diálogo continuará aberto.

    André Pasqualini

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    Júlia não se deve discutir com essa administração,embora eu acho muita discussão por nada,primeiro essa ciclofaixa está com varias irregularidades,ao invés de ficar aqui discutindo,deveríamos ir ao Ministério Publico,e tribunal de contas onde essa administração tem cadeira cativa,inclusive semana passada tivemos mais irregularidades nas licitações e contratos dessa secretária. Sra Daniela com esse ar prepotente ao invés de ficar aqui batendo boca deveria junto com seu prefeito ver que Av Brasil está sendo engolida pelo rio, rua das Camélias caindo barranco abaixo,no Maria Rosa temos a mesma situação,Jd Três Marias, um verdadeiro horror,essa obra simboliza bem essa administração”Feito nas Coxas” ou “Por Favor vote em Rosiane” e outra coisa gostaríamos da planilha de custos dessa obra R$ 600.000,00 é muito dinheiro!e tem mais eu não vou largar meu carro em casa e ir para Paulista de bicicleta,será que o prefeito vai vim trabalhar de bicicleta? e a Sra Daniela? essa vai esperamos ver ela lá, Rosiane está andando por ela? A Ângela Amaral secretária vem trabalhar de carro com motorista da prefeitura e ai.

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    “Eu como pessoa de fora, acho que o melhor que os moradores tem a fazer é aceitar que a ciclovia vai sair e discutir com a prefeitura algumas adaptações para que ela minimize os transtornos reais.” Sr Andre o Sr Falou Bem “pessoa de fora” ações legais não são perca de tempo,sim vamos é um direito nosso e dinheiro público utilizado na obra, que não foi pouco , além do que Sr Andre como o Sr é de fora deve ter sido chamado Pela Sr Angela fiquei sabendo que essa administração está batendo recordes de ações na justiça, então antes de tomar partido da mesma veja bem o lado que escolheu,ninguém é contra a ciclovia, apenas como ela foi projetada.
    Apenas uma dúvida ou melhor um esclarcimento o Sr. veio gratuitamente aqui?

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    Triste debate na qual algum de seus debatedores fogem do embate das idéais e parte para o lado pessoal, como bem salientado pelos que me antecederam, fica nitido que ninguem aqui é contra a ciclovia, muito pelo contrário, porém, se esta alertando para sua implementação errônea, além de que não fora feito audiências públicas com a população afetada ANTES da implementação, ou seja, foram colocando guela a baixo da população as suas determinações. Me surpriendo que uma idéia tão boa para o lazer, esporte e sobre tudo para a saúde e meio ambiente fora tão mal aplicada, infelizmente a idéia magnifica paga pela péssima implementação. Queremos ciclovia, sim, claro que queremos, desde que ela seja feita de maneira correta, democraticamente discutida, e palnejadamente feita para que não ocorra reações prejudiciais aos demais usuarios da área na qual seja feita. E um recado a Srª Angela, vamos diminuir a ansiedade, obra pública se faz com planejamento, estudo e muito debate, e não aos 45 do segundo tempo, a torto e a direita. Então para reafirmar os fatos, todos somos a favor da ciclovia, mas desde que sua implantação seja democraticamente discutida com a população, planejadissima e muito bem estudada, do contrário, não adianta nada a idéia ser louvavel e a concretização da mesma ser uma coisa de 5° categoria. Se é para termos uma ciclovia que seja de qualidade e muito bem feita, para que nos tenhamos orgulho dela, que ela seja sinônimo de funcionalidade e não de problema e irritação da população.

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    A seguir texto do Roberto. “Quanto ao Sr. que mora junto ao Metrô,não necessita sequer de bicicleta para se locomover, mas se incomoda com acúmulo de automóveis em sua rua, quer tranquilidade e não ciclovia!

    Sobre o ëxtra terretre”, este não mora neste mundo, e quando transcreve trechos de comentários, omoite aquilo que não lhe interessa!!!”

    “A reunião que o Sr. participou contava com pouquíssimos munícipes de Taboão e aqueles que se manifestaram foram desrespeitados pela autoridadee presente, e o Sr. estava lá.”

    Roberto, não sei se vc falou de forma genérica ou se vc se referia a mim quando falou do Sr. que mora próximo ao metrô; se foi com relação a mim, seria interessante vc ter certeza antes de falar.

    Em nenhum momento omiti aquilo que não me interessava, apenas destaquei o trecho que iria rebater. Ou você queria que eu copiasse o texto todo? Esse argumento de omissão pode ser apresentado a qualquer texto, inclusive o seu, pois você, apesar de dizer que ninguém é contra a ciclovia, não apresentou as soluções/sugestões.

    Da mesma forma que a reunião de sábado contou com pouquíssimos munícipes, garanto que a mesma também contou com um número bem pequeno de ciclistas, também munícipes, interessados na ciclovia. Uns não estiveram presentes pois não tomaram conhecimento, outros tinham compromisso como trabalho, estudo, e até aqueles que acreditavam que teriam não “vez” na reunião.

    Eu gostaria de saber em que atrapalha uma ciclovia em frente ao comércio??? A largura da ciclovia é menor que a largura de um carro. O comércio não pode ser afetado por uma ciclovia que ocupará o espaço de “carros parados”, porém esses carros parados poderão atrapalhar a circulação de pedestres, passageiros de ônibus e até de outros veículos. Isso é uma inversão de valores. Segundo se propaga, em 2008, a cidade de São Paulo possuía uma média de 1 automóvel para cada 2 habitantes. Sabe-se, que muitas pessoas têm mais de um automóvel, portanto, deduz-se que a maioria da população da cidade de “SÃO PAULO” não possui automóvel. Em Taboão da Serra, essa média é menor. Chega-se à conclusão que a maior parte da população não pode ser prejudicada pela minoria que possui automóvel. Só complementando esse raciocício: não adianta rechaçar o meu argumento afirmando que cada automóvel serve a uma família, pois sabe-se que a maioria dos automóveis transitam apenas com o motorista.

    Não gosto do uso de argumentos extremistas. Mas da mesma forma que as pessoas contrárias afirmam que a ciclovia está “mal planejada” eu poderia afirmar que “esse comércio” que, supostamente, vai ser prejudicado pela ciclovia, também está “mal localizado”, pois cabe ao comerciantes oferecer um local que não seja a rua para estacionamento dos seus clientes, portanto… Sinceramente, não acho que o comércio deva se mudar de local. Sei que, infelizmente, o crescimento é desordenado, porém, argumentos extremistas devem ser combatidos com argumentos extremistas.

    Uma coisa é certa: o bem estar e fácil circulação das as pessoas devem ter prioridade sobre o “ESTACIONAMENTO” de automóveis. Os automóveis já tem o seu espaço é necessário que a bicicleta também tenha o seu.

    Gostaria de sugerir aos que, COM TODO O DIREITO QUE LHES CABE, vão questionar o tracejado da ciclovia, aproveitem e reivindiquem também melhorias no transporte público, saúde, educação, construção de estacionamentos em áres que não atrapalhem a circulação tanto de pessoas como de bicicletas e outros veículos..

    Saúde e educação são coisas mais importantes.

    Vou encerrar por aqui as colocações sobre esse assunto. Acredito que tenha apresentado argumentos suficientes. Quem ler com imparcialidade já terá argumentos suficientes a favor da ciclovia.

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    Meu Deus, a cidade de Taboão merecia cidadãos melhores!

    A cidade está querendo mudar um pouco, dando uma outra alternativa de transportes e alguns reagem dessa maneira?

    André Pasqualini entende do assunto e mesmo sendo de fora pode opinar. Ele que procurou a cidade de Taboão depois que viu o vídeo bizarro no YouTube e tenho certeza que não ganhou nada.

    Sou ciclista diário e não de final de semana com um morador preconceituoso escreveu acima. E sei da importância de uma ciclovia/ciclofaixa.

    Parem de pensar nos próprios umbigos e pensem na cidade! Se o transporte coletivo é ruim, porque não se organizam e fazem um abaixo assinado e manifestações para que ele melhore? Deve ser porque não utilizam, então o que importa é o conforto do seu carro e ruas livres de pedestres e ciclistas!

    A mudança é difícil, mas terá que acontecer.

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    Alguém me ajuda a entender: o que é atrapalhar o comércio? De que comércio estamos falando?

    No trecho mais comercial por onde a ciclovia passa já é quase impossível encontrar um lugar para estacionar, inclusive porque uma agência de automóveis utiliza a rua para “expor” seus carros. Diga-se de passagem, utiliza os dois lados da rua e também a transversal (onde eles vão colocar esses carros, né?).

    Outra coisa: alguém tá imaginando que o fluxo de bicicletas será tão alto que prejudicará o trânsito de pedestres ou de outros veículos? Quisera que fosse, mas tenho minhas dúvidas.

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    Comercianets que preferem mais clientes em sua loja do que mais pessoas se locomovendo sem gastar dinheiro, dinheiro esse que poderia ser gasto na sua loja! Fala sério.

    Tantos dizendo que foi implementado de maneira errônea porém estes que identificam essa maneira errônea não tem nenhuma idéia melhor, pelo menos não apresentada aqui.

    Essa briga de gato e rato não leva a lugar algum, o Diálogo proposto pelo André é mais inteligente do que as patadas e ofensas uns (comerciantes, políticos) aos outros (ciclistas, politicos e ativistas)aqui.

    Que fique aqui a contar mais um ciclista que utiliza a bicicleta como meio de transporte todos os dias, inclusive para lazer nos fins de semana! (pode adicionar mais um pra sua conta sr Roberto).

    Se organizem, dialoguem!
    Sem mais,

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    Concordo plenamente com a Sra. Julia. Acho que todos que sao a favor de mais uma aberracao do Sr. Evilasio, vao mudar de opiniao quando ocorrer o primeiro acidente. Ao inves de ficar inventando moda, porque nao consertam a rua do extra (Jose de Macedo Soares), porque nao resolvem de uma vez por todas o problema de enchente no centro de nossa cidade, que por sinal no verao sera necessario inventarem uma bike que ande sobre rua alagadas.

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    Preciso sentar com calma em frente ao PC para responder este tópico. Enquanto isso em resposta ao Eli Eduardo deixo este comentário copiado deste outro post: http://taboaoemfoco.com.br/?p=3535

    Quem deve mudar de opinião é ele ao ver que o problema dos acidentes são os automóveis, não as bicicletas.

    Quanto mais ciclistas nas ruas menos acidentes. Uma matéria muito boa do Jornal Metro traz essas e outras estatísticas.

    Procure ler e pensar mais antes de escrever.

    PS: Essa resposta também vale aos amigos carrocratas Dr. Júlia, Sr. Narciso e cia.

    —–

    Bem-vindo à carrocracia!

    “Você considera seu carro uma forma de liberdade porque a única liberdade que você pode imaginar é a de matar e mutilar os outros.”

    “Em todo o mundo, 265 mil pessoas morrem em estradas e ruas todos os anos – estima-se que 10 milhões fiquem feridas.”

    “Um carro gera mais poluição antes mesmo de ser dirigido do que em sua vida inteira de uso.”

    “Os veículos motorizados usam 1/3 do petróleo do mundo – o uso de petróleo implica o deslocamento de comunidades nativas para extração fora os derramamentos, poluição do ar e da água, grandes emissões de dióxido de carbono e constantes guerras e abusos humanitários.”

    “Os carros não protegem os motoristas da poluição, uma vez que estes dirigem em um ‘túnel de poluição’.”

    “De onde você acha que vem o oxigênio afinal? Da merda do escapamento do seu carro?”

    “Recusar o carro é recusar um modo de vida que nos torna perigosos (para nós mesmos, para os outros e para o meio ambiente).”

    “Seja um ciclista e deixe-se guiar por dois princípios: a liberdade e o respeito ao outro.”

    Trechos do livro Apocalipse Motorizado (Ned Ludd). Pare, pense e reflita!

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    Fica claro aqui que a argumentação contrária à ciclovia vem de gente incomodada por não poder mais usar a via pública para estacionar seu bem particular – ou o de seus clientes – na porta de sua casa ou loja. Em cima disso ficam tentando elaborar argumentos como mal planejamento da ciclovia (para elas, certamente um “bom planejamento” seria passar em outro lugar, embora não consigam indicar onde), o fato de ser ciclofaixa e não ciclovia (ao que deveriam agradecer, pois permite que carros a cruzem para entrar em garagens), existência de lojas (como se isso obrigasse o município a ceder área pública para estacionamento), existência de residências (como se a ciclofaixa fosse impedir de entrar na garagem com o carro) e de um hospital (como se uma ambulância não pudesse cruzar a ciclofaixa para entrar nele).

    Essa argumentação fundamentada em questões meramente pessoais e egoístas, tendo sempre em meio às afirmações mal fundamentadas algum ataque pessoal sutil (ou nem tanto), acaba passando a imagem de que a população do Taboão com poder aquisitivo mediano é quem mais carece de educação e civilidade. Façam-nos crer que essa impressão está errada, por favor.

    E parem de brigar por vaga de estacionamento na porta de casa ou da loja, por favor. Não adianta florear o discurso, isso fica bem claro a quem analisa a situação. E não é um direito e nem ao menos uma reivindicação legítima. Se eu compro um armário que não cabe no quarto, não tenho o direito de deixá-lo na rua. A rua não é propriedade de quem mora ou possui estabelecimento nela e as decisões não devem ser tomadas apenas para beneficiar quem mora nel,a em detrimento de quem circula por ela para chegar a outros lugares.

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    Também não sou de Taboão e, diferentemente do meu xará André Pasqualini, não sou especialista no assunto.
    Desde que fiz 18 anos tive carro e, só aos 29 (em fevereiro deste ano) consegui me desfazer dele. Agora o meu principal meio de transporte em São Paulo (cidade na qual sempre vivi) é a bicicleta.
    Não sei se todos os que escreveram aqui antes de mim sabem, mas o William Cruz e o Pasqualini são vozes importantes sobre a mobilidade urbana, que devem ser respeitadas. Eles não falam sem base…
    De qualquer modo, aos comerciantes que acham que perderão clientes se estes não tiverem espaço para parar os carros, vale ler um pouco sobre o que Jan Gehl fez em Copenhague, cidade na qual a transformação de rua para carros para rua exclusiva para pedestres valorizou – e muito – o espaço daqueles comerciantes que, então, também tinham medo (http://carlosaug.blogspot.com/2010/02/licao-de-jan-gehl.html).
    Vale saber o que Peñalosa fez em Bogotá quando foi prefeito (espero que se eleja novamente neste ano)… (http://www.pps.org/epenalosa-2/)
    Vale saber que as ruas sempre foram, durante toda a história, espaços para que as pessoas se encontrassem e confraternizassem. Se conhecessem, namorassem, festejassem, brincassem.
    Relatos mostram que desde os primórdios da indústria automobilística as pessoas de bom senso notaram o problema que o uso desmedido dos carros causava ao espaço público. Sobre isso, recomendo um ótimo livro chamado “Divorce Your Car”, da autora americana Katie Alvord, no qual se faz um belo histórico da evolução do carro na cultura ocidental. Comprei faz pouco tempo na amazon, por US$ 18…
    Vale a pena dar uma estudada nisso. Não é possível que se reclame de quem prefere ter uma ciclovia na porta da sua casa (como aquele morador do Planalto acima mencionado) a ter uma rua. Só o barulho e a poluição causados pelos carros já são suficientes para literalmente APODRECER uma vizinhança inteira, desvalorizando os imóveis e tornando as ruas desertas e sem vida.
    Na última quinta-feira passei com um medidor de decibéis na Avenida Paulista. a édia é de 50Db. Quando passam ônibus, isso vai a mais de 100 Db. Se vc quiser medir na sua casa, quando acha que o som está bom e calmo, verá que a medida não dará mais do que 10 Db… Em outras palavras: para ter calma e um ambiente agradável, VOCÊ NÃO PODE TER CARROS POR PERTO. BASTA PENSAR NA AVENIDA DOS BANDEIRANTES EM SÃO PAULO. Lugar mais horrível, não há. Se fosse um parque linear, com bondes… Com certeza seria muito mais agradável.
    Mais consciência, gente.
    Repito: não sou de Taboão e não sou especialista, mas acho que a iniciativa deve ser aproveitada e incentivada pela população da região. Ficar como está (não só aí, como também em SP), não dá.
    Boa sorte.

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    Nossa… quanta discussão a toa!!!! Não dá para entender como ainda há gente contra a ciclovia!!! Independente de vagas para parar o seu bem particular e custo que poderia ser investido em recapiamento de ruas, entre outras sugestões, onde fica a questão do aquecimento global, do incentivo a não poluição??? Independente do grau de importância, devemos buscar tudo o que pudermos para melhorar nossa cidade.
    Achei o evento digno de admiração, houve uma cobertura interessante da imprensa, parabéns aos participantes! E aqueles que acreditam que há setores mais importantes para aplicação de recursos vai uma dica: ficar na internet criticando grandes iniciativas não mudará a direção dos investimentos. Tenham humildade em reconhecer grandes atitudes e procurem um meio de fazer-se ouvir ao inves de encher o saco de quem busca melhorias.
    Abraço!!!

  31. Pingback: GCM reprime manifestação por retirada de ciclovia em Taboão da Serra

  32. Avatar

    galera é o seguinte como o sr mestre disse bike não paga ipva,imposto,multa,isto é não damos dinheiro á eles,como disseram 127.000 carros pagando impostos absurdos,aonde estão as ruas ou aonde esta o dinheiro

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