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Em Taboão, dom Paulo Evaristo celebra 91 anos com “simplicidade franciscana”

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Adilson Oliveira, na região central de Taboão da Serra

O cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, comemorou 91 anos, nesta sexta-feira, dia 14, “em privacidade e simplicidade franciscana”, com uma missa reservada que celebrou ao lado de religiosas na casa de repouso da Congregação das Franciscanas da Ação Pastoral no Parque Monte Alegre, em Taboão da Serra. “Ele não quis nada de especial”, disse uma freira ao descrever o espírito do aniversário.

Dom Paulo, que não desce mais à capela por causa da fragilidade devido à idade, rezou na saleta do próprio aposento, onde recebeu a visita do atual cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “bem rapidinho”, nas palavras da religiosa, entre outras presenças restritas. Em maio, o cardeal, reverenciado por enfrentar a ditadura militar contra torturas e defesa da democracia, foi visitado pela presidente Dilma Rousseff, em Taboão.


BÊNÇÃO DO CARDEAL - Em 2004, a convite do padre Carlos Alberto de Souza, da Paróquia São Pedro Apóstolo no Parque Pinheiros, em Taboão, quem ordenou, dom Paulo Evaristo Arns celebra missa e abençoa fiéis em missa na Igreja Nossa Senhora das Graças no mesmo bairro (foto da capa: Roberto Stuckert Filho/Divulgação/PR)

HISTÓRIA  EM FOCO

Aposentado desde 1998, dom Paulo vive em Taboão há cerca de cinco anos. Mas tem uma ligação antiga com a cidade, onde promoveu, no Instituto Paulo VI, na mesma região onde mora hoje, o curso que colocaria a Igreja Católica na metrópole na trilha da evangélica opção preferencial pelos pobres. Ocorreu de 5 a 7 de julho de 1971, poucos meses após assumir a então maior arquidiocese do mundo – 8 milhões de fiéis em 1.905 km2.

“A partir desse curso no Taboão da Serra, formaram-se na arquidiocese quatro grupos de aprofundamento dos diversos aspectos da evangelização abordados pelo Concílio Vaticano 2º. […] O importante era chegar até o povo onde ele ganhava o mínimo para sobreviver e alimentar a esperança. Deus a chamava [Igreja] para ser fermento de um mundo mais habitável, justo e fraterno. Só assim a massa se transformaria em povo de Deus”, escreveu.

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