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Fernando diz que vai sugerir área da Niasi para metrô, Fatec e Poupatempo

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Adilson Oliveira, na região do Pirajuçara, em Taboão da Serra

Durante caminhada no Jardim Panorama, ao ser perguntado pelo TF se, eleito prefeito, a população terá opção de recreação em dia de forte calor como no domingo, dia 16, Fernando Fernandes (PSDB) disse que precisa de áreas para ofertar lazer. “Taboão tem muito pouco espaço. Vamos ter que encontrar espaços remanescentes e de alguma forma usar para lazer. [Mas] Vou trazer gramado sintético para todos os campos”, disse.

Fernando disse que o recente acidente com um tigre que feriu um visitante é mais uma prova de que é preciso “mudar o conceito” do Parque das Hortênsias. “Vamos incluir lá uma escola de educação ambiental, um anfiteatro para atividades culturais, e cuidar melhor do espaço”, prometeu. Ele falou que não vai “destruir” o parque, “vai ficar do jeito que é”, mas nem todos os animais permanecerão. “Os de grande porte, não”, afirmou.

Questionado sobre quando os moradores iriam desfrutar do “novo” parque, ele disse que depende da situação financeira do município e pôs em dúvida o saneamento das contas. “O prefeito [Evilásio Farias] fala para mim que eu vou pegar uma prefeitura redonda. Aí vêm os fornecedores e falam ‘Ih, a prefeitura está quebrada’. Vou esperar. Se formos vencedores, faremos a transição, e aí começamos a falar de prazos”, disse.

No corpo a corpo na região do Pirajuçara, Fernando foi cobrado a falar prazo para as várias “promessas”. “Quanto por cento daqui vai estar concluído no fim do governo?”, perguntou o morador Emerson Rodrigues, 27. “Esse programa é para quatro anos”, respondeu. Falou ainda que o bilhete único será para 2014 em diante. “Só poderá ser incluído no orçamento enviado por mim no primeiro ano como prefeito. Não tem mentira”, disse.

Fernando cumprimenta morador no Jardim Panorama que o questionou sobre qual o prazo para "muitas promessas"

Ele afirmou que, como prefeito, o terreno da empresa Niasi – que estaria deixando a cidade – poderá receber Fatec, Poupatempo e ser o local da futura estação do metrô, mediante desapropriação. “Vou ter uma conversa com o governador Geraldo Alckmin. O metrô vai chegar a Taboão em 2015, 2016, e vou sugerir essa área porque vai comportar não só a estação como mais duas ações importantes do governo [do Estado] na cidade.”

No sábado, dia 15, no Jardim Roberto, indagado pelo TF sobre geração de emprego, o candidato disse que terá como política o desenvolvimento econômico do município, com foco no Parque Laguna, ainda com áreas livres. “Temos que ter um plano para aquela região”, disse. Ele ressaltou que hoje Taboão, vizinha à capital e “à beira do Rodoanel”, tem “uma vocação logística muito grande”. “Moramos no Morumbi a preço de Taboão”, avaliou.

Com a localização privilegiada, ele prometeu “criar condições de infraestrutura urbana” para atrair novas empresas e “desburocratizar” a prefeitura para que se instalem com facilidade. “Secretaria de Desenvolvimento Econômico não é para entregar cesta básica, é para mostrar para quem está fora que Taboão é uma cidade de oportunidades”, atacou. Afirmou, porém, que manterá a atual restrição à entrada de caminhões no município.

Próximo a escola alvo de assaltos, ele falou em colocar o efetivo de 200 guardas municipais para fazer ronda escolar e adotar a “Operação Delegada”, pela qual a prefeitura pagaria para PMs trabalharem durante as folgas. Na saúde, disse que contará com organização privada que atenda com qualidade, “não para tornar Taboão mais conhecida no rol dos escândalos”, em referência à gestora do Pronto-Socorro Antena, sob investigação.

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