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Moradores pagam taxa, mas ruas ficam às escuras em Taboão e Embu

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Apesar de pagarem obrigatória taxa ou contribuição de iluminação pública (CIP), moradores de Taboão da Serra e Embu das Artes continuam a conviver com ruas e avenidas sem luz nos postes, com medo de sair de casa e quando chegam do trabalho ou escola devido à insegurança, por falta de manutenção ou serviço de reparo ineficiente. Cobrado na conta de luz, o tributo mensal desembolsado pelos taboanenses varia entre R$ 3 e R$ 23, e o pago pelos embuenses, de R$3,96 aR$ 11,76.

A estrada Tenente José Maria da Cunha, uma via de grande movimento em que circulam ônibus e fica o pronto-socorro da Antena, está sem iluminação pública na altura do Jardim Mafalda até o Trianon, um trecho de ladeira, há pelo menos uma semana. Mal conservada, com vários buracos e sem pintura de faixas no chão ao longo do percurso, a via no escuro se torna um risco ainda maior para motoristas e também para muitos pedestres que caminham pelo local.

Estrada Tenente José Maria da Cunha sem energia em Taboão da Serra

“É horrível para a gente que vem do trabalho agora, 10 [horas] da noite, ainda mais para duas mulheres, é perigoso, acontece assalto aqui. O prefeito só sabe fazer festa na praça”, disse a ajudante geral Silvana de Lima, 22, moradora do Jardim Salete, acompanhada de uma amiga. Com passo apressado pelo asfalto, ela se queixou também de ter que enfrentar a escuridão sem poder andar pela já quase inexistente calçada, tomada por lixo e entulho aos montes.

A via está sem iluminação no trecho após a queima de objetos no local ter afetado a rede elétrica. “Os próprios moradores ateiam fogo no excesso de lixo e pedaços de madeira jogados aí, porque o prefeito não manda recolher. Eles [prefeitura] tiraram as caçambas sem consultar a população, e não mandam o cata-bagulho para recolher sofá velho e outras inutilidades. É muita incompetência”, disse o técnico de eletrônica Fábio Alves, 29, morador na região.

Em Embu, ruas do Jardim Júlia como Lisboa, Basileia e Bucarest estão sem luz faz quase uma semana. “Está tudo apagado. Mas a prefeitura está distribuindo revistinha do que foi feito de bom”, criticou o morador Beto Souza. “Srs. políticos, uma grande oportunidade em ano de eleição: coloquem luz nas ruas do Jardim Júlia e podem pedir votos”, protestou a moradora Thaís Silfer. Ontem à noite, após esperar a mulher na avenida, um morador e ela chegaram em casa à luz de lanterna.

Apesar de cobrarem taxa de iluminação, ruas de Embu das Artes estão no escuro.

OUTRO LADO

Procurado pela reportagem, o serviço de iluminação pública da prefeitura de Embu informou que recebeu uma reclamação de falta de luz na rua Basileia só às 13h49 desta segunda-feira, dia 12, e que a empresa contratada, a Engeluz, tem 24h para solucionar a escuridão. Relatou ainda que o sistema não tem registrado queixas sobre outras ruas, mas que vai verificar. No caso da Bucarest, a falha seria de “chave desarmada”, de responsabilidade da Eletropaulo.

O atendente disse que muitas vezes o reparo demora em razão de o consumidor procurar a Eletropaulo, que leva sete dias para fazer o conserto, quando é o caso de acionar o serviço da prefeitura, quem responde por manutenção de lâmpadas, e tem o dia seguinte ao da queixa como prazo para execução do trabalho. O telefone é 0800 779 2000. Já a Citeluz, de Taboão, afirmou que a iluminação na Tenente José Maria da Cunha será restabelecida em até 48h.

Por Adilson Oliveira e Allan dos Reis

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