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Na Redação Podcast: Mandato, ativismo e fiscalização – Abidan Henrique, vereador cassado de Embu das Artes fala com exclusividade

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Por GJ, na Redação

O vereador de Embu das Artes, Abidan Henrique (PSB), que teve o seu mandato cassado por suposta irregularidade, foi o convidado do Podcast Na Redação, do Taboão em Foco, transmitido ao vivo no dia 29 de fevereiro, e comentou sobre sua situação política e cenário eleitoral do município vizinho de Taboão da Serra. Para assistir à íntegra da entrevista clique no link abaixo:

Entenda o caso

No último dia 28 de fevereiro, os vereadores de Embu das Artes votaram e retiraram o mandato de Abidan Henrique que é, dos 17 vereadores da Câmara Municipal, o único opositor ao governo do prefeito Ney Santos (Republicanos). A decisão teve 14 votos a favor, um contra e uma abstenção. O vereador Gideon Santos (Republicanos) foi o único que votou contra a cassação.

A Comissão de Ética da Câmara acusou Abidan de faltar com decoro parlamentar e abriu um processo para cassá-lo. O motivo foi em decorrência de uma denúncia sobre um evento festivo do município e que envolvia a contratação de músicos famosos. Sem poder falar em tribuna, conforme alega, Abidan fez um vídeo nas redes sociais dizendo que os outros vereadores “fugiram como ratos” e que a Câmara “virou uma bagunça e uma palhaçada”.

Como tudo começou, segundo Abidan

De acordo com o deputado cassado, a sua cassação começou quando ele fez uma ação popular para derrubar o show de Wesley Safadão. “Na época o prefeito tirou R$ 2,3 milhões da saúde e R$ 500 mil da segurança pública para fazer o show. Naquele período o prefeito estava devendo 100 médicos. Tinha médico que trabalhou de 3 a 4 meses. Um gasto de 5 milhões de reais.”. E completou dizendo que Embu das Artes estava sofrendo com arrastões em alguns bairros. 

Ele informa que os cachês dos cantores Leonardo, Jorge Matheus e Wesley Safadão custaram R$ 2 milhões de reais e, conforme conta, estimando a estrutura do evento, o custo total seria de 4 milhões de reais. “Primeiro vem a obrigação e depois a diversão”, resume o político.

Abidan sobre Ney Santos: “populista”

No podcast, Abidan criticou o atual prefeito de Embu das Artes, Ney Santos, e comentou que o prefeito tem um perfil populista e que utiliza de eventos grandiosos visando autopromoção, sem considerar as reais necessidades e demandas da população local e que ele não gera emprego. “Ele fala que gera emprego, mas são trabalhos informais por um dia. Isso não gera emprego. Eu gostaria de gerar empregos qualificados com carteira assinada. Eu entendo que é um grande jogo de marketing”, argumenta.

Fiscalização e articulação política: o que mais rolou no podcast

Além dos pontos citados, Abidan relembrou a sua curta trajetória política (o vereador tem 23 anos) e de seu comprometimento com o ativismo na fiscalização. Conforme diz, por conta da dificuldade política, ele escolheu um caminho para seguir. “Articular com a prefeitura é muito difícil, porque os secretários pararam de me receber quando eu fiz a denúncia da polícia federal na cidade. O que me sobrou para ser o carro-chefe do meu mandato? A fiscalização. Então tomei a decisão de ser muito bom em fiscalização. E aí montei um time focado nisso”, explicou.

O papo ainda passou pelas estratégias do gabinete e em como ele iria preparar sua defesa para reaver o seu mandato na Câmara, os problemas estruturais do município e até mesmo a descentralização de uma oposição para as eleições deste ano.

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