OAB Taboão prefere não comentar os casos de corrupção na cidade

A Ordem dos Advogados de Taboão da Serra não vai dar nenhuma declaração a respeito da maior crise institucional que vive município antes que saia a sentença e se encerre todos os recursos dos acusados. Até agora, a polícia já prendeu 23 pessoas, sendo quatro vereadores e três secretários municipais, acusadas de fraudarem a dívida ativa do município. Outras três pessoas continuam foragidas. Os desvios dos cofres públicos podem chegar a R$ 50 milhões.

A medida contraria a vontade de muitos cidadãos que gostariam de ouvir a opinião de uma das instituições mais importante do Brasil e que, historicamente, tem se posicionado em crises semelhantes como na prisão do ex-governador de Brasília, por exemplo.

Durante reunião do Conseg Monte Alegre na noite desta quinta-feira, dia 30 de Junho, o presidente da OAB Taboão, Dr. Acácio Luiz Cleto, defendeu a legalidade das ações e preferiu não dar declarações sobre os evidentes casos de corrupção.

Presidente da OAB, Dr. Acácio Luiz Cleto, diz que a instituição não vai se manifestar a respeito dos casos de corrupção em Taboão da Serra
Presidente da OAB, Dr. Acácio Luiz Cleto, diz que a instituição não vai se manifestar a respeito dos casos de corrupção em Taboão da Serra.

“Para dar uma opinião concreta você precisa saber o que está acontecendo. E a OAB não sabe o que está acontecendo. A OAB sabe o que passa e aparece na mídia. Não chega informação para nós. Então a OAB não tem que se manifestar e preza pela legalidade”, diz Dr. Acácio.

“A OAB é a favor da legalidade. Tudo que for feito de forma legal a OAB está apoiando. Quanto aos culpados, depende do devido processo legal. As pessoas que estão acusadas têm o direito de se defender e estão já se defendendo. As pessoas que realmente tiverem culpa vão responder na medida da sua culpabilidade”, completou.

Questionado se a instituição não estava ‘em cima do muro’, o presidente afirmou que “a OAB não tem que aparecer de forma alguma, não tem que se manifestar ou dar opinião” e citou o caso da Escola Base, onde seis pessoas foram acusadas em 1994 pela polícia de estarem envolvidas no abuso sexual de crianças, mas acabaram inocentadas por não haver provas. O caso teve ampla repercussão na mídia.

Sobre a prisão dos vereadores dentro da câmara municipal, que nos bastidores muitos políticos tem dito que houve abusos, o presidente afirma que “a polícia estava com mandado judicial e tinha que cumprir. Se houve exagero ou não, cabe aos advogados de cada parte [acusado] alegar e expressar no momento oportuno, que é na defesa”, encerrou.

Por Allan dos Reis

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