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Polícia de Taboão recolhe documentos em ONGs e na sede da liga das escolas de samba

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Cúpula da polícia é convidada a depor na câmara de Taboão da Serra. (Foto: Arquivo)
Polícia Civil faz uma série de buscas e apreensões em instituições culturais ligadas a Prefeitura de Taboão da Serra. (Foto: Arquivo)

A Polícia Civil de Taboão da Serra cumpriu nesta terça-feira, dia 13, uma série de mandados de buscas e apreensões nas sedes das ONGs Fique Vivo e PH/4 Elementos e na sede da Liga Independente das Bandas, Blocos e Escolas de Sambas de Taboão da Serra (LIBES), local aonde também foram levados documentos de todas as escolas da liga. As residências dos presidentes das duas ONGs também foram alvos de buscas. No período da manhã, a polícia já havia apreendido documentos no Liceu de Artes, local onde são realizadas as aulas da secretaria de cultura. A reportagem não conseguiu confirmar se o gabinete da vice-prefeita, Professora Márcia, que também comanda a pasta da cultura, foi alvo de buscas.

Segundo apuração da nossa reportagem, a prestação de contas dessas três instituições estariam irregulares. Uma das ONGs está com o repasse da prefeitura atrasado e os funcionários estão sem receber há dois meses. Já a Libes, teve grande dificuldades para realizar o desfile de carnaval deste ano porque assinou o convênio há poucos dias do desfile. Na época, um dos problemas era exatamente a documentação da instituição.

O presidente da ong, Fique Vivo, Wagner Aparecido Moraes diz que a instituição não tem nenhum irregularidade e que não poderia falar mais a respeito das investigações porque não teve acesso ao relatório de investigação. “Nós estamos surpresos (com as buscas e apreensões desta terça (dia 13). Mas que seja feita uma investigação rigorosa”, informou Moraes por telefone.

O presidente da PH/4 Elementos, Arnaldo de Souza Léo, diz que as contas da ong está regular. “Nós não somos [uma ong] de fachada. Não somos uma ong para lavar dinheiro. A nossa prestação de constas está regular. A gente está seguro da nossa idoneidade”, afirma Léo.

Para a LIBES, a ação policial foi normal para confirmar os valores dos repasses da prefeitura à liga. “A ação de hoje [polícia] foi tudo normal. Eles levantaram documentos da liga e das escolas para confirmar o repasse”, afirma Robertão, como é conhecido.

A reportagem do site não conseguiu falar com a vice-prefeita, Professora Márcia, mas ao site O Taboanense, ela afirma que não há irregularidades em sua secretaria e “nenhum fato que condene ninguém”, disse.

Por Allan dos Reis

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