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Postos ficam sem combustíveis em Taboão da Serra

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Desde a manhã da última segunda-feira, dia 5, os caminhoneiros do SINDICAM (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo) entraram em greve contra a proibição de circular na Marginal Tietê e em outras 25 vias durante o horário de pico, imposta pela prefeitura de São Paulo. Com isso, postos de combustíveis de várias cidades da grande São Paulo deixaram de ser abastecidos, afetando diretamente o abastecimento em Taboão da Serra.

Motoristas fazem fila em posto de combustível para abastecer veículos. (Foto: Allan dos Reis)

Nesta terça-feira, dia 6, diversos postos tiveram que ser parcialmente fechados. O posto Ipiranga – localizado próximo à delegacia de Taboão – não tem mais álcool e gasolina para abastecer os veículos há quase 36 horas. “De manhã já estava em falta, tanto álcool como gasolina. E por enquanto estamos sem previsão de volta”, relata o frentista Manuel Rei


Postos de combustíveis do Extra Supermercado e do Shopping Taboão ficam sem combustíveis nesta terça (6). (Fotos: Gilmar Júnior e Karla Lascaleia)

O posto do supermercado Extra, um dos mais movimentados da região, também está sem funcionar por falta de combustível. Muitos motoristas chegam, mas logo recebem a notícia de que o posto também está inoperante. “Amigo, tem gasolina aí na bomba?”, pergunta o cliente Luis Diaz. Com a negativa, o motorista vai embora a procura de outro posto de combustíveis. “Vou tentar abastecer lá na Lapa, onde moro, senão, vou andar de ônibus mesmo”, completou.

No Shopping Taboão o posto teve que ser totalmente fechado durante parte do dia devido à falta dos combustíveis. No fim da noite, os motoristas ainda circulavam em busca de algum local para abastecer os seus veículos.

O juiz Emilio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo concedeu medida liminar em favor da Prefeitura de São Paulo que determina que sindicatos acusados de promover ações para impedir a distribuição de combustível normalizem o serviço. A multa pelo não cumprimento é de R$ 1 mi por dia. A tendência é que a distribuição seja normalizada.

Por Gilmar Júnior

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