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PT desiste de candidatura própria para apoiar Aprígio e negocia ‘retirada’ honrosa e vantagens

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Por Adilson Oliveira, da Redação

O PT de Taboão da Serra, alvo de intervenção da direção nacional para apoiar o PSB, anuncia hoje ou nesta quarta-feira, publicamente, que desistiu da candidatura própria e que quer Wagner Eckstein vice na chapa do prefeiturável Aprígio, do partido do prefeito Evilásio Farias. Agora oficial, dirigentes discutem uma saída honrosa, após mais de seis meses em que apresentavam o PT como alternativa, e compensadora para a sigla.

“Falta construir a retirada, e estamos construindo, é um processo que não vou dizer que leva dias, mas algumas horas”, disse o coordenador de Finanças do PT-SP, Irineu Casemiro, sobre o que estaria pendente para o PT se retirar da disputa, em entrevista exclusiva ao Taboão em Foco na tarde desta terça-feira, dia 26. Ele disse que a desistência passa por uma negociação sobre participação significativa na campanha e eventual governo.

Coordenador estadual de Finanças do PT e militante em Taboão, Irineu diz que desistência de candidatura própria é 'estratégica' e que Wagner será indicado vice (Foto: Allan dos Reis/Taboão em Foco)

“Temos que discutir espaço, né? Tanto na coordenação da campanha, a questão da vice, chapa de vereadores. E que espaço vamos ter no próximo governo? Se for o que Evilásio deu para nós, se o Aprígio fizer o que ele fez, assume um compromisso conosco e depois traz pessoal de fora, aí complica”, declarou. Apesar da vice Márcia Regina, o PT teve atrito com o prefeito em oito anos de gestão e em maio ambos romperam.

Irineu disse ainda que o PT quer o comando de “secretarias sociais”, como Educação e Assistência Social. “[Aprígio] Não precisa concordar com tudo o que pedirmos, mas precisa cumprir o que assumir”, afirmou. Ele admitiu que a militância em Taboão está “decepcionada” e Wagner, muito contrariado, mas que “o companheiro é um rapaz novo, terá outras chances [de disputar]”. “E não estamos abrindo mão do nosso projeto político, estamos só adiando.”

Irineu disse que a retirada da candidatura própria se justifica por um projeto maior, e que os petistas, como “partidários” e conscientes de que o PT tem “instâncias de decisão”, devem obedecer às “orientações” e acordos firmados com aliados. “A [direção] nacional tirou uma tática de acumular o máximo de forças para em 2014 reeleger a [presidente] Dilma [Rousseff] e ganhar o governo do Estado”, ressaltou Irineu.

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