Direto da redação
A Polícia Civil prendeu mais um suspeito de envolvimento na morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos. Com a nova prisão, quatro pessoas estão presas temporariamente e a investigação avança para esclarecer todas as etapas do crime, desde o desaparecimento até a ocultação do corpo.
O suspeito mais recente detido é Leandro S., preso na sexta-feira (16). Segundo a polícia, ele participou de uma reunião em um bar com outros envolvidos, na qual foi discutido o destino do corpo do policial. Após o encontro, Leandro teria acompanhado o grupo até a área de mata em Embu-Guaçu, onde ajudou a enterrar o corpo do cabo Fabrício.
Antes dessa prisão, a Polícia Civil já havia detido outros três suspeitos. Entre eles está o caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado, apontado como responsável por permitir a ocultação do cadáver no local. Outro preso é o homem que se desentendeu com o policial em uma adega dentro da comunidade, discussão que teria motivado o crime. O terceiro suspeito foi identificado por imagens de câmeras de monitoramento, que o mostram seguindo o carro da vítima após o desaparecimento.
O corpo do policial militar foi localizado no último domingo (11), quatro dias após o desaparecimento, e teve a identidade confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML) por meio de impressões digitais. O laudo preliminar apontou traumatismo cranioencefálico e sinais de tortura. As buscas mobilizaram mais de 80 agentes e cães farejadores e começaram após uma denúncia anônima.
De acordo com as investigações, Fabrício teria sido morto a mando do crime organizado, após discutir com um traficante em uma comunidade da Zona Sul de São Paulo. Testemunhas afirmaram que o policial revelou ser PM durante a discussão, o que teria selado sua morte.
O carro do policial foi encontrado queimado em Itapecerica da Serra, e um dos suspeitos admitiu em depoimento que acompanhou o veículo até uma área de mata com o objetivo de incendiá-lo, numa tentativa de eliminar provas.
A Secretaria da Segurança Pública informou, em nota, que lamenta a morte do policial militar e que as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime.


