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Operação da Polícia Civil mira quadrilha ligada a roubo milionário e cumpre mandados em Embu das Artes e Itapecerica da Serra

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Direto da redação 

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta quarta-feira (24) teve desdobramentos em Embu das Artes e Itapecerica da Serra. A ação, denominada Operação Notre Dame – Fase II, contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Taboão da Serra e teve como objetivo prender integrantes de uma organização criminosa investigada por um roubo a residência de alto padrão ocorrido em Canoas, no Rio Grande do Sul.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Aguaí (SP) e Charqueadas (RS). Até o momento, cinco suspeitos foram presos.

De acordo com a investigação, o grupo teria planejado detalhadamente o crime antes de agir. Os suspeitos saíram do Estado de São Paulo e viajaram até o Rio Grande do Sul para executar o assalto. Após o roubo, retornaram para São Paulo com os bens levados das vítimas.

A Polícia Civil apurou que a quadrilha atuava de forma organizada, com funções definidas para cada integrante. Três suspeitos teriam entrado na residência, rendido funcionários e levado objetos de valor. Outros integrantes ficaram responsáveis por monitorar a movimentação externa e dar suporte à ação criminosa.

As investigações também apontaram que um dos envolvidos coordenava a logística do grupo de dentro de um presídio no Rio Grande do Sul, orientando os demais participantes antes e durante a execução do crime.

Segundo a Polícia Civil, a identificação dos suspeitos foi possível após meses de investigação, análise de imagens de monitoramento e troca de informações entre as forças de segurança dos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Embora não tenham sido divulgados detalhes sobre prisões em Taboão da Serra, equipes do GOE do município participaram da operação prestando apoio às diligências realizadas em território paulista.

A Operação Notre Dame é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas e busca desarticular grupos especializados em roubos a residências de luxo que atuam em diferentes estados do país.

As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta novas prisões nos próximos dias.

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