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Carlos Adão é sepultado longe de Taboão em cerimônia mantida sob sigilo pela família

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Direto da Redação

Carlos Adão, uma das figuras mais conhecidas e marcantes da história de Taboão da Serra, foi sepultado neste domingo (9), no Memorial Parque Jaraguá, na região noroeste da capital paulista. A cerimônia foi restrita e não teve divulgação pública por decisão dos familiares, que alegaram a intenção de evitar exposição e preservar a família.

Até mesmo o plenário da Câmara Municipal de Taboão da Serra foi colocado à disposição para a realização do velório. A possibilidade, no entanto, foi recusada pelos familiares. Com a escolha de um cemitério distante e a ausência de informações sobre o sepultamento, amigos, admiradores e moradores da cidade não tiveram a oportunidade de prestar uma última homenagem pública a Carlos Adão.

Conhecido pelas pichações espalhadas por Taboão da Serra e outras cidades, Carlos Adão morreu aos 71 anos após sofrer um infarto no sábado (8). Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu e faleceu no Pronto-Socorro Antena.

A notícia da morte ganhou repercussão em veículos de comunicação de diferentes regiões do país e levou muitas pessoas a recordarem frases que marcaram sua trajetória. Entre as mais conhecidas está “A Copa de 70 foi 10”, usada durante sua campanha para deputado federal e que fazia referência ao número de sua candidatura.

Estima-se que Carlos Adão tenha produzido mais de 150 mil pichações ao longo da vida. Apesar das controvérsias envolvendo suas intervenções, ele se tornou um personagem marcante de Taboão da Serra. No entanto, a despedida ocorreu longe da cidade onde construiu sua notoriedade e sem a presença do público que acompanhou sua trajetória durante décadas.

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