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TSE cria conselho para monitorar desinformação e uso de inteligência artificial nas eleições de 2026

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Direto da redação 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um novo conselho para acompanhar os riscos relacionados à desinformação e ao uso indevido de inteligência artificial durante as Eleições Gerais de 2026.

A medida foi oficializada pela Portaria TSE nº 495, de 4 de agosto, publicada no Diário da Justiça Eletrônico na sexta-feira (7).

Conselho terá atuação multidisciplinar

O Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026 terá caráter consultivo e vai assessorar a Presidência do TSE em medidas destinadas a proteger a legitimidade e a normalidade do processo eleitoral.

O grupo reunirá especialistas de diferentes áreas, como tecnologia e inteligência artificial, segurança pública, comunicação, direito eleitoral, saúde pública, relações internacionais, academia e sociedade civil.

O que o conselho vai acompanhar?

Entre as principais atribuições estão:

  • Monitorar fenômenos relacionados à desinformação eleitoral;
  • Acompanhar o uso indevido de inteligência artificial em campanhas e no ambiente digital;
  • Elaborar estudos, pareceres e recomendações para o TSE;
  • Propor ações para fortalecer a integridade das informações durante o processo eleitoral;
  • Sugerir parcerias com órgãos públicos, empresas, universidades e entidades da sociedade civil;
  • Desenvolver iniciativas de educação digital para orientar eleitores sobre conteúdos falsos ou manipulados.

A criação do conselho ocorre em um cenário de avanço de ferramentas capazes de produzir imagens, vídeos, áudios e textos sintéticos, aumentando os desafios para identificar conteúdos manipulados durante períodos eleitorais.

Integrantes ainda serão definidos

Os integrantes do conselho serão escolhidos posteriormente pela Presidência do TSE. A participação será não remunerada e considerada prestação de serviço público relevante.

O grupo deverá realizar reuniões ordinárias uma vez por mês, a partir de agosto, além de poder ser convocado extraordinariamente.

O funcionamento está previsto até 31 de dezembro de 2026, com possibilidade de prorrogação

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