Por Allan dos Reis, com informações do Verbo Online e UOL

Um morador do Jardim Iracema morreu na segunda-feira, dia 27, no Hospital Geral do Pirajuçara com suspeitas de dengue hemorrágica. Claudemir Alves, de apenas 27 anos, chegou a ficar internado por três dias. Segundo informações do site Verbo Online, a rapaz esteve na UPA Akira Tada uma semana antes e, apesar dos sintomas, não foi submetido a exames específicos. O enterro aconteceu na manhã desta quarta (29) no Cemitério Vale dos Reis.
“Ele foi para lá [UPA] apresentando febre alta, dor de cabeça, perda de paladar, náuseas e moleza no corpo, sinais clássicos de dengue e, mesmo assim, não fizeram nenhum exame. […] Eles [médicos] simplesmente medicaram uma benzetacil, mais um soro com medicações que não sei o que era. Daí a febre baixou, e ele voltou para casa”, disse Fábio Alves, irmão da vítima.
Três dias depois, Alves voltou a passar mal e retornou a UPA. Com sangramento e pressão baixa, ele ficou internado na unidade antes de ser transferido ao HGP, local em que entrou em óbito.

Familiares vão pedir para que a Policia Civil investigue o caso e exigem que a UPA, de responsabilidade da Prefeitura de Taboão da Serra, e o HGP, de responsabilidade do Governo do Estado, sejam responsabilizados pela mortes. Os dois centros de saúde são geridos pela SPDM, organização social ligado.
Segundo o portal de notícias UOL, a SPDM diz que o exame de endoscopia não é realizado durante as 24h do dia e afirma que mesmo assim a vida do paciente não seria salva. “É preciso deixar claro que a endoscopia serve apenas para afastar outra causa de sangramento no estômago. Não iria salvar a vida de um doente com sangramento pela dengue”, disse a instituição, em nota.

