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No dia da Justiça, o silêncio pesa mais do que a celebração!

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Por Dra. Vanessa Tartale Silva*

Como comemorar um ideal que, na prática diária, se perde em processos intermináveis, decisões incoerentes e desigualdades que ferem profundamente?

Vivemos em um país onde a Justiça deveria proteger, equilibrar e garantir direitos — mas o que se vê, cada vez mais, é a frustração coletiva. A morosidade do Judiciário transforma a espera em sofrimento, deixa a advocacia à mercê da inércia do sistema e impõe aos advogados a dolorosa tarefa de explicar o inexplicável: o tempo que passa sem respostas.

Nessa espera desigual e injusta, clientes padecem, inocentes sofrem, vidas ficam suspensas e sonhos são adiados. A dor não é apenas processual é humana.

Hoje não é dia de homenagens vazias. É dia de cobrar.

Cobrar um sistema que funcione, decisões verdadeiramente justas, igualdade de tratamento, dignidade e respeito a todos que dependem da Justiça para sobreviver.

Porque Justiça não é uma data no calendário.

Justiça é direito, é urgência e deve alcançar a todos, todos os dias.

Dra. Vanessa Tartare Silva é advogada e preside a Comissão da Jovem Advocacia da OAB de Taboão da Serra

*O artigo não reflete, obrigatoriamente, a opinião do Taboão em Foco.

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