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Poeta Marco Pezão morre aos 68 anos

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Por Allan dos Reis, na redação

Morreu na madrugada deste domingo (13), aos 68 anos, o poeta Marcos Pezão. Casado, pai e avô, ele fazia tratamento contra um câncer no fígado e estava internado em um hospital em São Paulo.

Pezão é um dos cofundadores da Cooperifa, movimento cultural iniciado em Taboão da Serra e virou referência, onde pessoas se reúnem em um bar da zona sul da capital paulista para ler poesias.

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Poeta Marco Pezão morre aos 68 anos

“Guerreiros de tantas batalhas, noites inesquecíveis de luta para incendiar a vida com poesia. Neste momento faltam palavras, mas nos falamos mais tarde. Vá em paz guerreiro, é uma honra que nossos caminhos tenham se cruzados. Gratidão por ter dado um pouco da sua existência ao meu lado. Grato pelas lições”, postou Sérgio Vaz.

A contribuição de Pezão para cultura periférica foi além. Fotógrafo, durante anos manteve o blog Futbolando, com histórias da várzea taboanense. Também era responsável pelo sarau na Casas das Rosas, na Avenida Paulista, chamado “A Plenos Pulmões”.

Pezão é autor de livros e poesias memoráveis, como “Nóis é Ponte e Atravessa qualquer Rio”, que deu nome ao seu livro em 2014. Na edição da Felizs (Feira Literária da Zona Sul) 2019, Pezão foi homenageado e falou sobre sua relação com a literatura.

“O meu trabalho começa na década de 70 quando eu fui fazer teatro de rua. E descobri o grande poeta, que acabou me seguindo em toda minha trajetória, que é Solano Trindade”, diz Pezão.

E completou sobre o legado dos saraus, que acontecem em diversas periferias do país. “O movimento dos saraus é uma ferramenta de baixo para cima. Quem começou fomos nós. É uma das melhores coisas que existem nesses últimos tempos, em se tratando de literatura. Demos voz ao poema”, relembra.
A atriz Naruna Costa reforça que Pezão é “um cara que plantou, colheu, replantou, florestou cultura por essa nossa quebrada durante anos a fio”.

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