Francisco José do Nascimento, conhecido como Neguinho, foi empossado nesta terça-feira (22) como novo prefeito de Embu-Guaçu após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou o então prefeito André “Sargento Neres” de Faria. A posse ocorreu na Câmara Municipal e reuniu vereadores, autoridades políticas, familiares e moradores.
O afastamento de Neres foi determinado em razão de condenação criminal por descumprimento de medida protetiva, com sentença transitada em julgado em 2024. De acordo com o artigo 15 da Constituição Federal, a condenação suspende automaticamente os direitos políticos, tornando incompatível a permanência no cargo. O Tribunal de Justiça de São Paulo havia concedido liminar para manter Neres no posto, mas essa decisão foi anulada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, restabelecendo a legalidade da sucessão.
Durante a cerimônia, Neguinho ressaltou a gravidade do momento e a responsabilidade que assume. “Aplausos não por vaidade, mas por responsabilidade. O que nos trouxe até aqui foi grave e não pode ser ignorado”, afirmou. Ele ressaltou que assume a prefeitura com os “pés no chão e o coração voltado para o povo”, especialmente para aqueles que enfrentam dificuldades diárias, como o transporte público lotado.
O novo prefeito prometeu uma gestão atenta às necessidades da população, com compromisso firme contra a violência e o desrespeito. “Nunca mais vamos fechar os olhos para a violência”, destacou, reafirmando a proteção, inclusão e respeito que pretende oferecer.
Francisco Nascimento também destacou a importância da parceria com o Legislativo municipal. “O prefeito sozinho não é nada. Eu apenas estarei com o corpo da caneta. A tinta é de vocês, do povo”, declarou, em um momento que recebeu aplausos.
Ao final, agradeceu a família, amigos, parlamentares e à população pelo apoio, e pediu união para superar os desafios enfrentados pela cidade. “Vamos virar a chave sem ódio, sem medo e sem vaidade. Com trabalho e verdade, a cidade vai respirar novos ares”, concluiu.
Neguinho seguirá no cargo enquanto o STF julga o mérito da ação que resultou no afastamento do ex-prefeito.


