Direto da redação
A bailarina Vitória Correia, de 25 anos, vem se destacando no cenário internacional da dança ao construir uma carreira em Nova York, considerada um dos principais centros artísticos do mundo. Natural de Taboão da Serra, a artista integra importantes companhias norte-americanas e leva sua trajetória como inspiração para jovens brasileiros que sonham em viver da arte.
Atualmente, Vitória faz parte das companhias Brooklyn Ballet e Ballets With a Twist, além de participar de apresentações em espaços culturais reconhecidos, como o North Fork Arts Center.
Formada em Pedagogia do Ballet nos Estados Unidos, a bailarina afirma que sua trajetória é marcada por dedicação, disciplina e paixão pela dança.
“É uma experiência incrível. Cada apresentação é um aprendizado, uma vivência”, destaca Vitória.
Entre os trabalhos recentes, ela cita a participação na “Spring Season”, temporada de apresentações promovida pela Brooklyn Ballet.
Da periferia de Taboão da Serra aos palcos internacionais
A história de Vitória na dança começou ainda na infância. Aos 7 anos, ela ingressou em um projeto social em Taboão da Serra e, com incentivo da família, passou a estudar na então Escola Municipal de Bailado, atual Escola de Artes do município.
A dedicação levou a jovem a um importante passo na carreira aos 13 anos, quando foi aprovada para a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville (SC), considerada uma das instituições de formação de bailarinos mais respeitadas do mundo. Foram seis anos de formação intensiva até sua profissionalização.
Depois disso, conquistou uma bolsa de estudos para cursar dança em Oklahoma, nos Estados Unidos, oportunidade que abriu caminho para sua mudança definitiva para Nova York.
Antes mesmo de concluir sua formação, Vitória já participava de projetos profissionais e interpretava coreografias de grandes nomes da dança mundial, como Jerome Robbins e George Balanchine.
Professora e inspiração para novos talentos
Além da atuação nos palcos, Vitória também se dedica ao ensino da dança. Atualmente, ela leciona em escolas como o The Studio at Hoboken Ballet e o Long Island City School of Ballet.
Entre os próximos projetos, a bailarina pretende criar iniciativas voltadas a jovens brasileiros interessados em oportunidades internacionais na dança.
“Quero criar projetos que levem outros jovens a vivenciar experiências fora do país, assim como aconteceu comigo. Acredito que tudo na vida é troca: aprendemos para depois ensinar”, afirma.


