Direto da redação
Estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão renegociar os débitos a partir desta quarta-feira (13) por meio do programa Desenrola Fies, lançado pelo Governo Federal. Dependendo da situação do contrato, os descontos podem chegar a 99% do valor total da dívida.
A medida vale para contratos firmados até 2017 e que estavam na fase de amortização (período de pagamento do financiamento) em 4 de maio de 2026. O prazo para aderir à renegociação segue até 31 de dezembro deste ano.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 1 milhão de estudantes devem ser beneficiados pela iniciativa. A renegociação será realizada diretamente pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
De acordo com o MEC, estudantes com parcelas em atraso há mais de 90 dias poderão obter redução de 100% nos juros e multas, além da possibilidade de parcelamento do saldo devedor. Já os estudantes inscritos no CadÚnico e em situação de vulnerabilidade social poderão conseguir descontos ainda maiores.
Nos casos de contratos com atraso superior a 360 dias, o abatimento poderá chegar a 99% da dívida total.
O programa também contempla estudantes que estão em dia com o financiamento ou possuem pequenos atrasos. Nesses casos, será possível quitar o saldo devedor com desconto de 12%.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que toda a negociação deverá ser feita pelos aplicativos e sites dos bancos responsáveis pelos contratos.
Como renegociar a dívida do Fies
Para aderir ao Desenrola Fies, o estudante deve:
- acessar o aplicativo ou site do banco responsável pelo contrato;
- selecionar a opção de renegociação do Fies;
- conferir e aceitar os termos do acordo;
- pagar a entrada do novo contrato;
- acompanhar a atualização da situação cadastral.
Segundo o governo federal, após a confirmação do pagamento, estudantes e fiadores terão o nome retirado dos cadastros de inadimplentes.
O Desenrola Fies integra o programa Novo Desenrola Brasil, criado para facilitar a renegociação de dívidas e ampliar o acesso ao crédito no país.


