Direto da redação
A irmã do policial militar Vinícius Costa Silva entregou o celular à Polícia Civil durante as investigações sobre a morte de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, em Embu das Artes. O aparelho deverá ser analisado pelos investigadores.
Na quinta-feira (10), policiais foram até a residência da jovem para cumprir um mandado de busca e apreensão, mas ela não estava no local. Segundo a defesa, posteriormente ela compareceu espontaneamente à Delegacia de Embu das Artes, prestou novo depoimento e entregou o celular com a senha de acesso.
A irmã do PM estava na casa do casal no momento da morte de Larissa. A Polícia Civil apura as circunstâncias do caso e analisa a conduta das pessoas que estavam no imóvel. A defesa afirma que a jovem está colaborando com a investigação.
Larissa foi encontrada morta com um tiro na cabeça no domingo (6), no banheiro da residência onde vivia com o marido e o filho do casal. Vinícius afirmou em depoimento que a esposa teria tirado a própria vida. A versão é contestada pela família e levantou dúvidas entre os investigadores após a análise dos vestígios.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou 17 lesões no corpo da vítima. Foram identificadas marcas arroxeadas nas mãos, nos pés, nos joelhos, na perna esquerda e no quadril, além de uma escoriação no pescoço. O documento não informa quando nem como essas lesões foram produzidas.
A perícia também indicou que o projétil entrou pela região esquerda da cabeça e seguiu de trás para frente e da esquerda para a direita. Fios de cabelo soltos foram encontrados presos à calça de Larissa, sem manchas de sangue.
Vinícius está preso temporariamente no Presídio Militar Romão Gomes e nega envolvimento na morte. O caso segue registrado como morte suspeita, enquanto a Polícia Civil também apura a hipótese de feminicídio.
As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo e pelo UOL. O inquérito ainda não foi concluído.


