Direto da redação
Os trens que vão operar na extensão da Linha 4-Amarela do Metrô até Taboão da Serra circularão sem maquinista. A operação será feita por um sistema automatizado fornecido pela Siemens Mobility, que promete aumentar a segurança, reduzir o intervalo entre as viagens e ampliar a capacidade de transporte de passageiros.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (15). A tecnologia será implantada no novo trecho de 3,3 quilômetros que ligará a atual Estação Vila Sônia–Profª Elisabeth Tenreiro às futuras estações Chácara do Jockey e Taboão da Serra.
Segundo a Motiva, concessionária responsável pela Linha 4-Amarela, o sistema utiliza a tecnologia CBTC (Communications-Based Train Control), responsável por controlar a circulação dos trens em tempo real. O monitoramento contínuo da posição das composições permite uma operação totalmente automatizada, sem a necessidade de maquinista na cabine, modelo que já é utilizado atualmente na Linha 4-Amarela.
Além do sistema de controle dos trens, o contrato prevê a implantação de intertravamento eletrônico, sistemas de telecomunicações e supervisão operacional. Os seis novos trens que atenderão a extensão já serão entregues equipados com essa tecnologia.
A implantação do sistema faz parte do Termo Aditivo nº 11 da concessão da Motiva, assinado em junho de 2026. O investimento previsto é de R$ 676,8 milhões, incluindo a instalação da tecnologia e a certificação de segurança.
A previsão é que essa etapa seja concluída em até 59 meses, período necessário para instalação, integração e testes dos equipamentos.


