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Morador de Taboão da Serra preso suspeito de ataques a ônibus diz que queria ‘consertar o Brasil’

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Direto da redação 

A Polícia Civil investiga Edson Campolongo, de 68 anos, morador de Taboão da Serra, como principal suspeito de uma série de ataques a ônibus registrados nas últimas semanas em cidades da Grande São Paulo. Servidor da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) há mais de 30 anos, Edson teve a prisão preventiva decretada após ser identificado por meio de imagens e de objetos encontrados em seu veículo.

O carro utilizado nos crimes, um Volkswagen Virtus branco, pertence ao governo do Estado de São Paulo e foi flagrado por câmeras de segurança em diversas ações criminosas. No interior do automóvel, foram apreendidos estilingues, bolas de aço, garrafas e outros materiais que teriam sido usados para atingir os coletivos.

Durante depoimento na delegacia, o investigado afirmou que “queria consertar o país”. A Polícia Civil, no entanto, considera a justificativa inconsistente. O irmão dele, Sergio Aparecido Campolongo, também residente em Taboão da Serra, é apontado como cúmplice em pelo menos dois ataques e teve a prisão solicitada.

 Ataques em Taboão da Serra

Em Taboão da Serra, a onda de vandalismo resultou em pelo menos cinco ataques a ônibus em um intervalo de menos de uma hora no dia 1º de julho, somando-se a outros casos registrados recentemente na cidade. As ocorrências aconteceram na Avenida Aprígio Bezerra da Silva, via de grande circulação próxima ao Shopping Taboão e à Praça Nicola Vivilechio. Nenhum passageiro ficou ferido.

Testemunhas relataram que os ataques foram realizados por homens armados com estilingues e objetos metálicos, em plena luz do dia. As câmeras da região estão sendo analisadas para identificar outros possíveis envolvidos.

A Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar reforçaram a segurança nas principais avenidas da cidade e em pontos de ônibus estratégicos, principalmente nos horários de pico.

Investigação em curso

Desde o início da série de depredações, mais de 20 pessoas já foram detidas, entre adultos e adolescentes. A polícia investiga a possibilidade de envolvimento de grupos organizados ou de disputas entre empresas de transporte. A hipótese de “desafio de redes sociais” foi descartada.

Enquanto isso, as linhas de ônibus seguem operando com cautela na regiãi. Algumas rotas sofreram atrasos, e as empresas reforçaram a vigilância interna para proteger passageiros e funcionários.

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