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Policial civil baleado por agente da Rota é enterrado no Cemitério da Saudade nesta quinta (17); PM foi afastado por 90 dias

Taboão da Serra tem mais de 800 mortes pela Covid-19

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Direto da redação 

O investigador da Polícia Civil Rafael Moura da Silva, de 38 anos, foi sepultado na tarde desta quinta-feira (17) no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra. Ele foi baleado durante uma diligência na última sexta-feira (11) por um agente da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e estava internado desde então em estado grave. Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu na quarta-feira (16).

O velório foi realizado durante a manhã na Academia de Polícia (Acadepol), em São Paulo, e reuniu familiares, amigos e colegas de profissão. A chegada do corpo ao cemitério foi marcada por um cortejo da Polícia Civil, com apoio de helicóptero, que mobilizou a região e atraiu dezenas de colegas de farda, familiares e moradores.

O caso aconteceu quando uma equipe do Cerco (Corpo de Repressão Especial ao Crime Organizado) realizava uma ação contra o tráfico de drogas na Favela do Fogaréu, no Capão Redondo, zona sul da capital. Durante a operação, os policiais civis se depararam com uma viatura da Rota e tentaram sinalizar que também eram agentes da segurança pública, mas acabaram sendo alvejados.

Rafael foi atingido por três disparos — dois no abdômen e um no braço. Outro policial civil que também participava da ação, Marcos Santos de Sousa, foi baleado de raspão na cintura, socorrido e liberado após atendimento no Hospital Campo Limpo.

O policial militar da Rota que efetuou os disparos foi afastado de todas as atividades por 90 dias, conforme determinação judicial. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o afastamento inclui funções administrativas e acompanhamento psicológico, conforme os protocolos da corporação. A pasta informou ainda que a ocorrência foi reclassificada de tentativa de homicídio para homicídio consumado.

As imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes da Rota foram entregues à Polícia Civil e fazem parte da investigação, que está sob responsabilidade do 37º Distrito Policial (Campo Limpo), área onde ocorreu o incidente. A Corregedoria da Polícia Militar também acompanha o caso.

 Com 11 anos de carreira na Polícia Civil, Rafael Moura atuava no Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) e era conhecido pelo comprometimento e seriedade no trabalho.

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