Direto da redação
Um policial civil que trabalhava no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra foi preso temporariamente nesta terça-feira (12) durante uma operação da Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo que investiga um esquema de extorsão milionária ligado ao caso do sequestro da mãe do ex-jogador Robinho. As informações foram divulgadas pelo portal G1.
Além do agente que atuava em Taboão da Serra, outros três policiais civis também foram presos. Segundo a investigação do Ministério Público, o grupo teria exigido R$ 1 milhão de um homem apontado como integrante da quadrilha responsável pelo sequestro de Marina da Silva Souza, mãe de Robinho, em 2004.
De acordo com a denúncia, o caso aconteceu no dia 2 de abril, durante o cumprimento de um mandado de prisão na capital paulista. Mesmo sem constar oficialmente no boletim de ocorrência, o homem teria sido levado pelos policiais até a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Carapicuíba.
Durante o trajeto, os policiais teriam ameaçado incriminá-lo por tráfico de drogas caso ele não pagasse R$ 1 milhão. Ainda conforme a investigação, cerca de R$ 303 mil foram entregues em dinheiro aos agentes após encontros em Barueri e também na delegacia especializada.
Após o pagamento inicial, o homem foi liberado e teria combinado o restante da quantia em parcelas. Dias depois, as vítimas procuraram a Corregedoria da Polícia Civil para denunciar o caso.
A operação, chamada “Quina”, cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nas casas dos policiais e nas delegacias onde trabalhavam. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos investigados.
Em nota, a Corregedoria afirmou que mantém o compromisso com o combate a desvios de conduta dentro da corporação.


