Por Samara Matos, na redação
Um levantamento da Enel Distribuição São Paulo revelou que mais de 2.500 furtos de cabos foram registrados entre janeiro e maio deste ano na Grande São Paulo. Embora o número represente uma queda de 41% em relação ao mesmo período de 2024, o crime segue causando prejuízos e apagões em Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica da Serra.
Em Taboão, o caso mais recente aconteceu no Parque Pinheiros, onde a EMEB Jurema ficou dias sem energia elétrica após o furto de cabos. As aulas foram prejudicadas e pais relataram transtornos com a falta de luz. “A escola ficou no escuro, e a gente não tinha nem previsão de quando voltaria”, contou uma mãe de aluno.
Em Embu das Artes e Itapecerica da Serra, os apagões afetam não só residências, mas também comércios e unidades de saúde. O furto desses cabos não só compromete a rede elétrica, como também representa risco à vida dos criminosos e da população, além de afetar serviços essenciais. Em alguns casos, hospitais, escolas e estabelecimentos comerciais ficam sem luz por horas devido à interrupção causada pelos roubos.
A Enel informou que, nos últimos anos, a queda no número de casos está ligada justamente a ações preventivas. Em 2023, mais de 18 mil clientes foram afetados entre janeiro e maio. Em 2024, foram 17.222. Já neste ano, até maio, o número caiu para 9.717.
Para tentar coibir os crimes, a concessionária substituiu tampas de ferro por tampas de concreto na rede subterrânea — mais pesadas e difíceis de remover —, além de instalar sensores e alarmes para detectar ações suspeitas. A medida teria ajudado a reduzir os furtos, segundo a empresa.
O furto de cabos é crime previsto no Código Penal, com pena de 1 a 4 anos de prisão, além de multa. A orientação da Enel é que qualquer movimentação suspeita próxima à rede elétrica seja denunciada imediatamente. As denúncias podem ser feitas de forma anônima, diretamente à polícia ou à própria concessionária.


